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Fênix – Renascer das cinzas

terça-feira, 08 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Quando as trevas parecem prevalecer, brilha a Luz de Cristo, tesouro valiosíssimo transportado no vaso de argila da nossa pobre e medíocre natureza. Ele como o sol nos toca misteriosamente com sua força suave, nos fortalecendo e fazendo renascer as fibras morrentes de nossa humanidade ressequida. Uma poderosa chama que interiormente nos sustenta: a  esperança, uma virtude sobrenatural, teologal, repleta do Esperado, luminosa graça de resiliência amorosa que fez o apóstolo Paulo exclamar: "Tudo posso n'Aquele que me fortalece" ( Filipenses 4,13)

Quando as trevas parecem prevalecer, brilha a Luz de Cristo, tesouro valiosíssimo transportado no vaso de argila da nossa pobre e medíocre natureza. Ele como o sol nos toca misteriosamente com sua força suave, nos fortalecendo e fazendo renascer as fibras morrentes de nossa humanidade ressequida. Uma poderosa chama que interiormente nos sustenta: a  esperança, uma virtude sobrenatural, teologal, repleta do Esperado, luminosa graça de resiliência amorosa que fez o apóstolo Paulo exclamar: "Tudo posso n'Aquele que me fortalece" ( Filipenses 4,13)

O vaso de barro não é a última palavra, de onde vem a desesperança, a desconfiança, a fragilidade e sensação de impotência, a angústia ou desistência covarde e omissa, a insensibilidade ou indiferença. Não. A última palavra é do conteúdo, do Poder extraordinário que traz vida à natureza humana cercada de morte, de fora e de dentro. De fora, das opressões, perseguições, injustiças, tentações, destruições e degradações, da lógica da exclusão do mundo. De dentro, da desumanização provocada pela desfiguração do pecado, corrupção e desgaste interior. Mas do Espírito que vem em socorro de nossas fraquezas vem a fortaleza, a unção, a iluminação da Sabedoria Superior, a Vida maior que eleva e renova todas as coisas.

E o apóstolo pergunta com total segurança: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?"... "O que nos separará do Amor de Deus?. "A tribulação ou a angústia, a perseguição ou a fome, a nudez, o perigo, a espada?... E o próprio apóstolo responde: "Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do Amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 8,31-39).

O mesmo Mestre das nações, na experiência forte de sua conversão afirma: "Por isso, por amor a Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois quando sou fraco, então é que sou forte" (2 Coríntios 12,10). Por que diz isso o grande apóstolo? Porque ele sabe por certeza mística que quando nós nos enchemos de nós mesmos pelas vaidades dos sucessos, do êxito, das conquistas de nossas capacidades, fechamos o espaço para a ação de Deus. Aí fala e age o homem orgulhoso que quase se sente um deus, desprezando a graça e a vontade de Deus.

Quando nos sentimos fracos e assumimos a nossa fraqueza humildemente, diante das dificuldades e obstáculos, sofrimentos ou oposições, nos entregamos confiantes ao Poder transformador de Deus. Aí Deus fala e age, fortalecendo a nossa frágil e vacilante estrutura, nos enriquecendo com a sua Luz de infinita Sabedoria, na resistência invencível de sua misericordiosa graça. Damos abertura para o Senhor da obra missionária realizar o que é o Seu plano e não insistimos nos nossos projetos pessoais, tantas vezes desencontrados dos desígnios do Salvador e que se desgastam por si mesmos.

Sem Deus, sem estarmos totalmente entregues e enxertados à Videira que é Cristo( cf João 15), não vamos muito longe, nosso gás acaba, nossas forças se extinguem, nossas boas intenções de descoloram e talvez se esgotem com a não correspondência ou as rejeições. Os ramos, se desligados do Senhor, por mais bonitos, viçosos, com belos frutos e flores, em pouco tempo secam, se desencantam, fenecem, perdem a cor e o sabor. Faltarão, com certeza, o frescor, o perfume suave e forte da graça divina, a unção da Vida que brota do Coração Sagrado de Jesus, fonte inesgotável de vigor, amor e alegria, o regozijo de que nos fala São Paulo. Ele é a seiva que nos alimenta, nutre a nossa perseverança, na certeza da fé na vitória do Cristo Ressuscitado. "Se morremos com Cristo, temos fé que com Ele viveremos" ( Romanos 6,8). Morrer para o homem velho do pecado, da maldade, do egoísmo e renascer para o homem novo da graça, da luz, do amor ao próximo, com o amor de Deus( cf. Efésios 4,22-24).

Um mito grego cantado pelo poeta Hesíodo, de raízes egípcias como afirma o historiador Heródoto, nos fala de uma ave, a Fênix, que quando velha e cansada ateia fogo sobre o seu próprio ninho e renasce de suas próprias cinzas. Os padres da Igreja, primeiros escritores cristãos, como S. Clemente Romano, Tertuliano e Lactâncio, aproveitaram a sua rica simbologia, associando-a à ideia da imortalidade, no prenúncio da paixão, da Ressurreição de Cristo e do renascimento espiritual, fundamento da mística cristã, os cristãos configurados em Cristo, numa vida nova que jorra para a eternidade, como se apresenta, especialmente, no Novo Testamento: "Eu sou a Ressurreição e a vida; quem crê em mim , ainda que esteja morto viverá; e quem vive e crê em mim, jamais morrerá" ( João 11,25-26). E como podemos ver em mais alguns textos paulinos: "Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo!" (2 Coríntios 5,17); Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós andemos em novidade de vida " ( Romanos 6,4-14). Isto ficou gravado na iconografia cristã primeva - a fênix renascida , símbolo do Cristo Ressuscitado e de sua vida nova.

Uma boa inspiração que nos pode recordar, nesta quaresma e já próxima Semana Santa, esta nossa missão de sempre recomeçar na fé em Cristo, no enfrentamento de todos os desgastes, de nos entregarmos totalmente confiantes nas mãos do Senhor, renascendo do fogo do seu amor, nos renovando a cada dia, transformando as cinzas dos nossos pecados, limites e fraquezas em uma ave altaneira e forte, chamada ao vôo maior da graça, do horizonte de Deus, na elevação da vida dos irmãos. 

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é chanceler da Diocese de Nova Friburgo

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A Voz da Serra — 80 anos

terça-feira, 08 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

No seu aniversário de oitenta anos vale a pena convidá-lo para uma prosa, apenas para falar da sua vida em um lugar tão especial para nós que vivemos aqui, entre árvores, montanhas e rios. Em uma região abençoada pela beleza, pelo povo simples e guerreiro, que constrói sua vida dia a dia; cada cidadão a seu modo. E, desde que você nasceu foi se espalhando pelas ruas da cidade, flanando como borboleta pelo quotidiano, escrevendo matérias sobre os acontecimentos. Expondo a competência de ser imprensa.

No seu aniversário de oitenta anos vale a pena convidá-lo para uma prosa, apenas para falar da sua vida em um lugar tão especial para nós que vivemos aqui, entre árvores, montanhas e rios. Em uma região abençoada pela beleza, pelo povo simples e guerreiro, que constrói sua vida dia a dia; cada cidadão a seu modo. E, desde que você nasceu foi se espalhando pelas ruas da cidade, flanando como borboleta pelo quotidiano, escrevendo matérias sobre os acontecimentos. Expondo a competência de ser imprensa.

Você é um periódico que faz parte da ciranda de Friburgo. É incansável. Todos os dias, faz a notícia brotar como se fosse uma fonte de narrativas, informações e alertas. Assim sendo, a coletividade, composta de pessoas de todas as idades, já se acostumou em abrir suas páginas para saber das atualidades, refletir e comentar os acontecimentos. Também se emocionar. Tê-lo nas mãos é um hábito que está enroscado nos leitores de vários grupos sociais e culturais. O mundo está aqui através dos povos que participaram da história da região, fazendo com que suas palavras sejam interpretadas de diferentes maneiras.

Seus jornalistas, com motivação, acompanharam os desfiles que aconteceram ano após ano. Ao longo dos 80 anos, nunca deixaram de vibrar com o entusiasmo da população com a sua cultura e arte. Sempre participaram das feiras, divulgando seus produtos culinários e artesanais. Da mesma forma as peças teatrais e outros eventos, como palestras, cursos e exposições. Com orgulho falaram das pessoas que realizam feitos importantes para a vida dos friburguenses. Também criticaram e transpuseram para o texto seus sentimentos. Além de noticiarem nascimentos, aniversários e mortes.

Você é um jornal que coloca o friburguense diante da realidade, deixando que as palavras transbordem a vida no ponto mais alto da Serra do mar e onde a Mata Atlântica ainda é preservada. Sua equipe exala dedicação e esforços para fazer o seu melhor. São anos de trabalho árduo. Em sua voz não há silêncios; há inspiração.

Merecidamente, hoje é um dia a ser brindado. Aplaudido, inclusive, pela literatura posto que o jornalismo é um estilo literário de respeito, especialmente por suas colunas que recorrem às crônicas e aos curtos ensaios para serem elaborados.

Tenho orgulho de fazer parte de sua vida e comemorar seus oitenta anos!

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Reciclagem: Transformando resíduos em recursos sustentáveis

terça-feira, 08 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

      Hoje, discutiremos a reciclagem, que é um processo fundamental para a sustentabilidade ambiental, econômica e social, no qual materiais descartados são coletados, separados e processados para serem reintroduzidos no ciclo produtivo como matéria-prima. Por exemplo, garrafas plásticas podem ser recicladas para criar novos produtos, como roupas feitas de poliéster reciclado ou mobiliário urbano. No entanto, apesar dos benefícios evidentes da reciclagem, ainda persistem alguns mitos em torno desse cenário. Um dos mitos mais comuns é a ideia de que a reciclagem não faz diferença ou é muito trabalhosa. Na verdade, a reciclagem pode reduzir significativamente a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários e contribuir para a conservação de recursos naturais.

      O mercado da reciclagem é vasto e está em constante crescimento. Com o aumento da conscientização ambiental e regulamentações mais rigorosas, o setor de reciclagem está se expandindo rapidamente. Além disso, a transição para uma economia circular, na qual os materiais são reutilizados e reciclados continuamente, está impulsionando ainda mais o crescimento do mercado de reciclagem.

       A reciclagem é essencial para mitigar os impactos negativos da produção e do consumo desenfreados no meio ambiente. Ao reciclar, reduzimos a demanda por recursos naturais, economizamos energia, reduzimos a poluição e evitamos a acumulação de resíduos em aterros sanitários. Todos esses benefícios contribuem para a preservação dos ecossistemas e a manutenção do equilíbrio ambiental.

       As pessoas mais beneficiadas com o setor de reciclagem são aquelas que vivem em comunidades próximas a aterros sanitários e áreas industriais. A reciclagem pode criar empregos locais, melhorar a qualidade do ar e da água e reduzir os impactos negativos da disposição inadequada de resíduos. Além disso, a reciclagem pode gerar renda para catadores informais e cooperativas de reciclagem, proporcionando oportunidades de subsistência para comunidades marginalizadas.

 

         Diferença entre reciclagem e reutilização

         A reciclagem envolve o processamento de materiais descartados para criar novos produtos ou materiais. Por exemplo, garrafas de vidro podem ser recicladas para produzir novas garrafas ou outros produtos de vidro. Já a reutilização refere-se à prática de utilizar um item novamente sem modificá-lo significativamente. Por exemplo, uma garrafa de vidro pode ser reutilizada várias vezes ao ser lavada e enchida novamente com água ou outro líquido, sem passar por um processo de reciclagem.

       No Brasil, somente cerca de 3% do lixo gerado é efetivamente reciclado. Esse número reflete um desafio significativo em relação à gestão de resíduos e ao aproveitamento dos materiais descartados de forma sustentável. Em contraste, países como Alemanha, Suíça e Áustria alcançam taxas de reciclagem de resíduos sólidos urbanos de mais de 50%. Esses países implementaram políticas robustas de gestão de resíduos, educação ambiental e infraestrutura adequada para facilitar a coleta seletiva, separação e reciclagem de materiais.

      Por exemplo, na Alemanha, o sistema de "duplo-bin" (duas lixeiras separadas para resíduos orgânicos e recicláveis) é amplamente adotado e incentivado, enquanto na Suíça, as taxas de reciclagem são impulsionadas por incentivos financeiros e campanhas de conscientização pública. Esses exemplos destacam a importância de políticas abrangentes e investimentos em infraestrutura para aumentar as taxas de reciclagem e promover uma economia circular mais eficiente.

       A mensagem sobre a importância da reciclagem começou a ganhar destaque no final do século 20, à medida que as preocupações com o meio ambiente e a sustentabilidade aumentaram globalmente. Isso representou um fortalecimento da economia ao criar novas oportunidades de negócios e empregos na indústria da reciclagem. Além disso, a reciclagem faz parte de um modelo econômico mais sustentável, conhecido como economia circular, que busca minimizar o desperdício e maximizar o uso eficiente dos recursos.

 

Dicas para reciclar

1. Separe corretamente os resíduos em casa, utilizando recipientes separados para papel, plástico, vidro e metal.

2. Esteja atento aos símbolos de reciclagem nas embalagens e siga as orientações locais de reciclagem.

3. Reduza o consumo de produtos descartáveis e opte por itens duráveis e reutilizáveis sempre que possível.

4. Procure comprar produtos feitos com materiais reciclados e apoie empresas que adotam práticas sustentáveis.

5. Participe de programas de reciclagem comunitários e eventos de coleta de resíduos para garantir que seus materiais recicláveis sejam corretamente processados e reintroduzidos no ciclo produtivo.

Tudo verde sempre!

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A VOZ DA SERRA é fibra, determinação e coragem

terça-feira, 08 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         O dia 7 de abril chegou! Peço licença para dedicar-lhe os versos de Vicente de Carvalho que mamãe tanto dedicou a meu pai: “Quando eu nasci raiava o claro mês das garças forasteiras: Abril, sorrindo em flor pelos outeiros, nadando em luz na oscilação das ondas...”. E o Jornal nasceu forte para ser um farol perante o mundo da informação, da cultura, das artes e de tudo o mais que componha a vida em sua essência humana.

         O dia 7 de abril chegou! Peço licença para dedicar-lhe os versos de Vicente de Carvalho que mamãe tanto dedicou a meu pai: “Quando eu nasci raiava o claro mês das garças forasteiras: Abril, sorrindo em flor pelos outeiros, nadando em luz na oscilação das ondas...”. E o Jornal nasceu forte para ser um farol perante o mundo da informação, da cultura, das artes e de tudo o mais que componha a vida em sua essência humana.

         É o legado de venturas de Américo Ventura, seguido por seu filho Laercio Ventura e perpetuado, há 12 anos por sua neta, Adriana Ventura que, nas trilhas do pai Laercio, mantém o Jornal em sua tradição de credibilidade, porém, moderno com todas as demandas que a Globalização requer. Por ter em seu DNA “fibra determinação e coragem”, o sonho de Américo jamais esmoreceu. É certo que saiu da oficina de um quintal, numa trajetória gloriosa, para causar as melhores impressões onde quer que seja lido, atravessando fronteiras, sendo a VOZ que rompe as distâncias para ser a nossa voz.

         A edição do fim de semana, que contempla os 80 anos, está repleta de depoimentos e, em todos eles, é unanime a relevância das oito décadas percorridas pela nossa VOZ. O ilustre Roosevelt Concy ressalta: “Em um mundo onde a informação é abundante, mas nem sempre confiável, A VOZ DA SERRA se destaca como fonte segura e indispensável...”. Girlan Guilland lembrou sua apresentação como solista no “Concerto para Máquina de Escrever”, nos 70 anos de AVS, em 2015, evento em que a Banda Euterpe Friburguense fez suas homenagens ao jornal, ainda, septuagenário. Que beleza! Até o governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se manifestou: “Que o jornal continue sendo a voz da nossa gente, um pilar do jornalismo local e um exemplo de compromisso com a verdade e com o desenvolvimento de nossa cidade.”.

         80 Anos e jovem, no espírito para o qual foi criado: - Ser fiel ao verdadeiro e respeitoso com os acontecimentos. Se está no Jornal A VOZ DA SERRA, os leitores confiam, porque seu poder de apuração dos fatos é, de fato, o inegável poder de sua  responsabilidade. O senhor Enéas Jácome, “o assinante mais antigo e com  mais idade”, com sabedoria em suas palavras, destacou: “Nova Friburgo talvez seja uma das poucas cidades do Basil com uma publicação tão longeva e quase que diária, o que deve nos encher de muito orgulho e admiração”. Do mesmo modo experiente, o Dr. Carlos Pecci declara: “Trata-se de um veículo que nos informa e traz notícias relevantes sobre o dia a dia do nosso município e região. Dessa forma, fico a par dos principais fatos e acontecimentos de interesse geral”. São duas vozes de respeito falando sobre e mesma VOZ.  

         Meu pai, nascido em 1917, não está mais no plano terreno, mas tinha A VOZ DA SERRA no mais alto patamar de confiança, tanto que, quando o jornal passou a ser diário, ele confessou: “Agora, minha filha, não consigo mais sair todos os dias para comprar o jornal. Vou fazer uma assinatura!” – E fez, só que em meu nome, porque, sendo algo tão importante, ele queria deixar para mim essa importância. Hoje sou colunista das “Surpresas de Viagem” e, de onde papai estiver, ele viaja comigo, orgulhoso da filha.

         Sim, o orgulho é meu também de ter tido, desde a infância, a referência de A VOZ DA SERRA, porque, se meus pais liam, apreciavam e confiavam, era algo bom para nossa família. E à noite, muitas vezes, quando papai queria treinar a minha leitura e a do meu irmão, era no jornal que ele propunha que lêssemos. Em janeiro de 2014, quando me tornei colunista, entre especialistas em letras, eu sabia dos meus desafios e na primeira viagem, embarcando no então Caderno Light, me aventurei, sentindo que o ambiente era bom para os meus muitos aprendizados. A viagem literária passou a ser o meu melhor programa de domingo, onde posso percorrer o mundo, conhecer lugares, saber dos fatos, dos feitos, das artes, das culturas, da saúde, do passado, do presente e até do futuro.  Se papai estivesse aqui, me vendo nas páginas de A VOZ DA SERRA, ele diria: - “Minha filha, você está que tá!” – Era assim que ele aplaudia o meu sucesso. Parabéns, 80 Anos!

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Tudo certo

terça-feira, 08 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Contas de 2024 do Nova Friburgo Futebol Clube são aprovadas

Contas de 2024 do Nova Friburgo Futebol Clube são aprovadas

Há anos à frente de uma das mais tradicionais instituições do município, Luiz Fernando Bachini segue realizando uma gestão competente e elogiada. O Conselho Deliberativo aprovou, por unanimidade, as contas do exercício de 2024 da gestão do presidente do Conselho Diretor do Nova Friburgo Futebol Clube. A reunião ocorreu na noite da última segunda-feira, 31 de março, na sede social, no Centro. A mesa diretora do evento foi composta por Carlos Arnaldo Bravo Berbert (presidente do Conselho Deliberativo) e pelo próprio Bachini.

“De conformidade com o artigo 91, inciso I do Estatuto, examinaram no desempenho de suas funções, documentos, balanços e demonstrativos de receitas e despesas, bem como relatórios que vieram a constituir a Prestação de Contas para o exercício do ano de 2024. Assim sendo, encontramos tudo em perfeita ordem e boa escrita, não havendo dúvidas quanto aos lançamentos, recomendamos a sua inteira aprovação.”, destacou o documento assinado pelos membros do Conselho Fiscal: Rômulo Amêndola, Ezio Marques e Alair Lourenço.

Durante a reunião, foi prestada homenagem póstuma ao vice-presidente do Conselho Deliberativo, José Eduardo Valentim, que faleceu na última semana. Participaram da cerimônia os membros dos conselhos Deliberativo e Fiscal do Nova Friburgo, além de alguns convidados.

“Temos um trabalho diário para manter nossas atividades sociais e esportivas. Quero agradecer o apoio de todos os nossos diretores”, afirmou o presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini.

O presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Arnaldo Bravo Berbert, o Juca, parabenizou o trabalho realizado pelo Conselho Diretor. “Sinto-me orgulhoso em participar da história deste clube por tantos anos. Parabenizo o árduo trabalho desenvolvido pela gestão do Bachini”, finalizou.

 

Frizão de olho

Série A2 tem tabela sorteada; rebaixados serão rivais do Friburguense na B1

Em reunião do Conselho Arbitral com presidentes e representantes dos clubes, foi definido o regulamento e sorteada a tabela da Série A2 do Campeonato Carioca. O regulamento permanece o mesmo de 2024 e segue o que acontece na Série A Carioca, com a disputa da Taça Santos Dumont em 11 rodadas em turno único entre os clubes. As duas equipes rebaixadas serão adversárias do Friburguense na Série B1 deste ano.

O campeão do troféu, além do 2º, 3º e 4º colocados, disputa a semifinal em jogos de ida e volta (1º x 4º e 2º x 3º). Lembrando que os dois primeiros colocados da Taça Santos Dumont levam vantagem de jogar por dois resultados agregados iguais, além de decidir a segunda partida em casa.

Os dois finalistas disputam o título e a vaga do acesso na Série A do Carioca em 2026. A data prevista para o início da Série A2 é dia 17 de maio.

A primeira rodada da Taça Santos Dumont terá os seguintes confrontos: São Gonçalo x Americano; Araruama x Pérolas Negras; América x Cabofriense; Audax Rio x Resende; Duque de Caxias x Petrópolis e Olaria x Bangu.

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    Presidente do Conselho Deliberativo, Juca fez elogios à gestão durante o seu discurso (Fotos: Rafael Seabra / NFFC)

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    Reunião contou com a presença de dirigentes e membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal (Fotos: Rafael Seabra / NFFC)

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    Em mais um ano à frente do Nova Friburgo, Bachini tem as contas aprovadas de forma unânime (Fotos: Rafael Seabra / NFFC)

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A VOZ DA SERRA - três décadas de lutas

sábado, 05 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 5 e 6 de abril de 1975

Manchetes

Edição de 5 e 6 de abril de 1975

Manchetes

Três décadas de lutas – Este 7 de abril de 1975 é um marco indelével nos anais do jornalismo em Nova Friburgo. No afastado ano de 1945 surgia, para as lides do periodismo nacional, A VOZ DA SERRA, que agora completa seis lustros de serviços inestimáveis prestados à coletividade de nossa terra, cujos anseios de progresso sempre tiveram nela um arauto indormido, baluarte imbatível na defesa das boas causas, trincheira dos ideias da democracia e do nacionalismo mais externado, bandeira que jamais se abateu no fragor das batalhas em que se empenhou. O autor dessas linhas, um dos seus fundadores e seu primeiro diretor, foi convocado pela sua ilustre redação a dar um depoimento sobre como surgiu e como progrediu esse órgão de imprensa, sem dúvida um dos mais atuantes do jornalismo interiorano do Brasil.

Obrigado - Gente boa, leitores, assinantes, todos quantos nos prestigiam, semanalmente. Especialmente aqueles, comércio, indústria, profissionais liberais que estão conosco sempre com suas mensagens publicitárias, prestigiando A VOZ DA SERRA. Nesta edição especial, do nosso 30º ano de fundação, não sabemos como agradecer a todos aqueles que nos prestigiaram. Só podemos dizer uma coisa: Muito obrigado a todos! Não esqueceremos de todos os que nos prestigiam e nos prestigiaram neste nosso 30º aniversário.

Os 30 anos de Uma Voz - Por Dalva Ventura (Bloch Editores) - “Ele (meu pai, Américo Ventura) passava a maior parte de seu tempo batendo nas teclas de sua velha máquina de escrever. Uma Remington quase de museu. Batia com apenas dois dedos, numa rapidez que, se não chegava a surpreender, valia pela perfeição na construção das frases. Isso porque os períodos já vinham acabados de sua cabeça e só era necessário registrá-los no papel. Nunca o vi modificando um original e isso me deslumbra até hoje. Estou falando nele porque A Voz da Serra está para mim profundamente ligada ao seu nome. Desde menina partilhava da construção semanal do jornal, a seu lado. E embora esta participação nunca tivesse sido ativa, ela veio a influenciar toda a minha vida, sob todos os pontos de vista.

Nas sextas-feiras à tarde em geral, o jornal já estava pronto. E o nosso Ventura chegava em casa com um exemplar fresquinho, embaixo do braço, com um assobio mais feliz nos lábios. A cada novo número de A Voz da Serra ele sabia que tinha vencido, mais uma vez. Ele tinha orgulho do jornal que fazia. Sinto que ele amava intensamente o produto final daquele trabalho honesto e cuidadoso. Ele idealizava sua profissão e acreditava nela com força, tenho certeza que A Voz da Serra de seu tempo tinha como único objetivo o de servir a Friburgo. Chegava a constituir de certa forma uma formação de opinião na cidade, estando preso unicamente a posição de seu diretor: opinião honesta, íntima e real.” 

Sociais

Neste dia especial A VOZ DA SERRA completado o seu 30º aniversário. Nosso primeiro número surgiu exatamente no dia 7 de abril de 1945. Junto com A VOZ DA SERRA, festejam aniversário também Sônia Cristina, Alfredo Almeida e Romélia Felga (7); Elias Caputo e Hebe El-Jaick (8); Marly de Assis e Elza Cortês (9); Ezídio Silva e Rejane Lafayte (10); César Guinle, Reny Dessanti, Maria Ângela e Tânia Angela (11); Jayme Segal, Afrânio Veiga, Manoel Carneiro e Yolanda Meconi (12); Laura Milheiros, Edith Pinheiro e Luzia Maria (13).

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

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Tomada de decisão

sexta-feira, 04 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

            Falarei sobre escolhas. Daquelas que apertam o peito, tiram o sono e fazem a gente pensar e repensar um milhão de vezes antes de dar o próximo passo, ou mesmo às que nos levam a pensar pouco, simplesmente diante do fato de nos paralisarmos diante da necessidade de decidir sobre algo importante que pode impactar nossas vidas. Quem nunca se viu diante de uma encruzilhada, tentando adivinhar qual caminho leva à felicidade e qual pode ser um beco sem saída?

            Falarei sobre escolhas. Daquelas que apertam o peito, tiram o sono e fazem a gente pensar e repensar um milhão de vezes antes de dar o próximo passo, ou mesmo às que nos levam a pensar pouco, simplesmente diante do fato de nos paralisarmos diante da necessidade de decidir sobre algo importante que pode impactar nossas vidas. Quem nunca se viu diante de uma encruzilhada, tentando adivinhar qual caminho leva à felicidade e qual pode ser um beco sem saída?

            Tomar decisões importantes demanda coragem. E coragem não significa ausência de medo, mas sim agir apesar dele. Até porque, por vezes o caminho que parece mais fácil e atrativo é a inércia, enrolar, deixar para depois, fingir que o tema não existe. Mas não tem jeito, diante da necessidade de uma real tomada de decisão, não fazer nada também pode significar a escolha.

            Decidir sobre algo que nos impõe dúvidas, cujas consequências sejam desconhecidas, sobre assuntos que nos remetem a dores ou mesmo que demandem investimentos caros materiais e imateriais, importa em medo e este sentimento é um acompanhante fiel da escolha, um fantasma que sussurra dúvidas no ouvido e nos faz questionar: "E se eu estiver errado?". Só que o erro faz parte da vida. Se nunca errarmos, é porque nunca tentamos.

            Há decisões que mudam tudo. Pedir demissão de um trabalho que não faz mais sentido, optar por determinada conduta diante de uma situação de doença, mudar de cidade, de profissão, de relacionamento, de estilo de vida. Algumas vêm aos poucos, como um vento que vai empurrando a gente até a borda do precipício. Outras chegam como um soco no estômago, inesperadas e inadiáveis. O que fazer?

            Muitas vezes, tentamos adiar a decisão esperando o momento perfeito, a certeza absoluta, um sinal divino. Mas a verdade é que o momento perfeito não existe. O que existe é o nosso instinto, a nossa intuição e a nossa capacidade de análise. Tomar uma decisão importante é como saltar no desconhecido sem garantia de pouso seguro. Mas ficar parado também tem um preço: o peso da estagnação.

            É preciso lembrar que toda escolha pode envolver renúncias. Não dá para ter tudo ao mesmo tempo. E está tudo bem. A gente sempre perde alguma coisa para ganhar outra. A vida, no fundo, é um jogo de trocas. A pergunta que realmente importa é: o que você está disposto a abrir mão para conquistar aquilo que deseja?

            No fim das contas, decidir é um ato solitário. Podemos ouvir conselhos, listar prós e contras, mas, no momento final, a decisão é nossa. É nesse instante que descobrimos quem somos, o que queremos e o quanto estamos dispostos a pagar pelo que realmente importa. E é aí que o autoconhecimento pode ser um grande diferencial: saber quem somos, o que se desejamos, a que estamos dispostos a fazer, e qual o sentido de tudo isso. Não é fácil, mas uma coisa que tenho tentado fazer diante de uma escolha difícil, é avaliar as possíveis consequências das decisões compreendendo que não tenho controle sobre tudo, não sei o que realmente vai acontecer e que trará maior satisfação e realização pessoal, e entendendo que diante de uma necessária tomada de decisão, pior pode ser não decidir. Porque viver é, acima de tudo, seguir em frente.

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Oportunidade

sexta-feira, 04 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

CBDU convoca voluntários de todo país para trabalhar no JUBs Futebol

       Estão abertas as inscrições para o Programa de Voluntariado, da Confederação Brasileira de Desporto Universitário, referente aos Jogos Universitários de Futebol. As informações estão disponíveis no formulário, para candidatos de todo país trabalharem nos bastidores de uma das maiores competições universitárias. As inscrições estão abertas até o próximo dia 11. Para cada evento da temporada, novas inscrições serão abertas.

CBDU convoca voluntários de todo país para trabalhar no JUBs Futebol

       Estão abertas as inscrições para o Programa de Voluntariado, da Confederação Brasileira de Desporto Universitário, referente aos Jogos Universitários de Futebol. As informações estão disponíveis no formulário, para candidatos de todo país trabalharem nos bastidores de uma das maiores competições universitárias. As inscrições estão abertas até o próximo dia 11. Para cada evento da temporada, novas inscrições serão abertas.

O Estado de Goiás será palco do primeiro JUBs de 2025. Entre os dias 11 e 18 de maio, os municípios de Trindade e Goianira, além da capital, Goiânia, receberão atletas de todo o Brasil para a disputa dos jogos. Para que o evento aconteça da melhor forma possível, os voluntários são essenciais na organização dos bastidores do JUBs.

O programa de voluntariado da CBDU há anos oferece a oportunidade para jovens talentos e apaixonados por esporte trabalharem com desporto universitário. Em 2025, cada evento terá um formulário de inscrição único e vagas diferentes. Os voluntários serão selecionados por meio de critérios estabelecidos pela CBDU e receberão, em contrapartida, horas complementares para fins educacionais e profissionais.

As vagas disponíveis são para as áreas de Esportes - Individuais e coletivos (nos locais de competição); Esportes - Resultados e classificação; Secretaria; Credenciamento; Comissão disciplinar; Recursos Humanos; Financeiro; Transporte; Competição - transporte receptivo; Cerimonial; Produção; Entretenimento; Reportagem; Fotografia; Social Media Geral; Social Media TikTok; Videomaker; Tecnologia da Informação; Administrativo; Fisioterapia e Hospedagem.

Os critérios de participação são definidos por área, mas o pré-requisito comum a todos, é que os inscritos tenham idade mínima de 18 anos. Os voluntários recebem certificado de horas de participação e a oportunidade de mergulhar no universo esportivo, vivenciando o dia-a-dia de uma competição.

O presidente da CBDU, Luciano Cabral, reforça que viver o JUBs nos bastidores é uma grande oportunidade de crescimento para quem se interessa por esportes e competições universitárias. “É um programa que ajuda a formar pessoas preparadas para atuar em grandes eventos esportivos, mas contribui também para a vida, para o mercado de trabalho, para as suas relações interpessoais e familiares”, destaca Luciano.

O Programa de Voluntários segue as orientações do voluntariado da Federação Internacional do Esporte Universitário (Fesu) e também do Comitê Olímpico Internacional.

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    Jogos Universitários irão acontecer em Goiás nesta edição de 2025 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Inscrições para voluntários interessados ficam abertas até 11 de abril (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Rumo à Itália

quinta-feira, 03 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Jovem Helena Barroso busca recursos para primeira competição internacional

        Ela é prodígio. Em relativamente pouco tempo de treinamento e dedicação, o talento aflorou indicando que o tatame era o caminho para Helena Barroso brilhar. E a nova porta que se abre para a jovem lutadora é a possibilidade de participar de sua primeira competição internacional: a European Kids Jiu-Jítsu, a ser realizada em Roma, na Itália, nos dias 17 e 18 de maio.

Jovem Helena Barroso busca recursos para primeira competição internacional

        Ela é prodígio. Em relativamente pouco tempo de treinamento e dedicação, o talento aflorou indicando que o tatame era o caminho para Helena Barroso brilhar. E a nova porta que se abre para a jovem lutadora é a possibilidade de participar de sua primeira competição internacional: a European Kids Jiu-Jítsu, a ser realizada em Roma, na Itália, nos dias 17 e 18 de maio.

       A participação da Helena é de extrema importância para a trajetória esportiva da atleta, e para conseguir concretizar esse objetivo, a família, a equipe e os amigos se empenham para angariar os recursos necessários. Desta forma, está promovendo uma rifa, no valor de R$ 20. Para participar e contribuir com mais um grande talento do esporte friburguense, basta entrar em contato pelo WhatsApp: (22) 99851 3283, ou através das redes sociais de Helena.

Dentre os prêmios estão diárias de hospedagem, vale-compra em uma loja de artigos esportivos da cidade, passeios e a oportunidade de fazer rapel e rafting, através do Lumiar Aventura.

Uma trajetória de conquistas

        Helena Barroso vem se destacando ao longo dos últimos meses, e o potencial a levou a ser uma das atletas beneficiadas com o Bolsa Atleta Municipal, nível Internacional, no valor de R$ 6.000,00. Friburguense de nascimento e de coração, ela ingressou no projeto Jiu-Jítsu Para a Vida, do professor Juramidam Gracie, no distrito de Lumiar, em Nova Friburgo, há pouco mais de um ano. A dedicação à rotina de treinos, a técnica e a aptidão para a prática da modalidade logo despertou a atenção do treinador, que a incentivou a federar-se na Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu e participar de competições de alto rendimento.

        A partir de então, a jovem tem disputado diversas competições, e fechou a temporada 2024 na primeira colocação no ranking da Federação de Jiu-Jítsu do Rio de Janeiro, e na sexta colocação do ranking da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation.  Dentre outras conquistas, foi primeiro lugar na competição Rei do Rio, no Rolls Gracie, Open Barra de São João e da 19ª Copa Transformação de Jiu-Jítsu. Foi ainda vice-campeã brasileira e participou e conquistou medalhas em diversas outras competições.

        A atleta friburguense está se preparando e programando para participar de, nada menos, que 18 campeonatos ao longo deste ano, demonstrando seu compromisso e dedicação ao esporte. A recente vitória no Campeonato Rio Summer, organizado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu, foi outro marco importante na carreira de Helena.

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    Helena e suas diversas medalhas conquistadas no ano passado: busca por desafio internacional (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Menina prodígio, a atleta friburguense mira primeira competição fora do país e busca recursos (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Envelhecer entre bancos de praça: o lazer esquecido dos idosos em Nova Friburgo

quinta-feira, 03 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A população idosa de Nova Friburgo enfrenta um desafio crescente: a falta de opções de lazer e aprendizado. Atualmente, as praças públicas são o principal — e, muitas vezes, único — espaço de convivência e recreação. Embora ofereçam momentos de socialização e contato com a natureza, esses locais são insuficientes. A questão que se impõe é: envelhecer em Nova Friburgo significa estar restrito a bancos de praça?

Faltam políticas públicas aos idosos

A população idosa de Nova Friburgo enfrenta um desafio crescente: a falta de opções de lazer e aprendizado. Atualmente, as praças públicas são o principal — e, muitas vezes, único — espaço de convivência e recreação. Embora ofereçam momentos de socialização e contato com a natureza, esses locais são insuficientes. A questão que se impõe é: envelhecer em Nova Friburgo significa estar restrito a bancos de praça?

Faltam políticas públicas aos idosos

O lazer desempenha um papel fundamental na promoção da saúde física e mental dos idosos. Atividades recreativas ajudam a aumentar a autoestima, reduzir o isolamento social e prevenir doenças. No entanto, em Nova Friburgo, as opções de lazer específicas para essa faixa etária são praticamente inexistentes.

Sem espaços apropriados, muitos idosos acabam isolados, sem estímulos que favoreçam um envelhecimento saudável e ativo. Além da falta de atividades de lazer, a escassez de oportunidades de aprendizado contínuo também preocupa. Aprender novas habilidades não só mantém a mente ativa, mas também oferece um senso de propósito e pertencimento.

Cursos e oficinas culturais ou tecnológicas poderiam estimular os idosos e integrá-los à sociedade. Contudo, a cidade não dispõe e nem parece ter interesse em investir em programas acessíveis para esse público, limitando suas possibilidades de desenvolvimento pessoal na melhor idade.

O envelhecimento não deveria ser sinônimo de estagnação, mas a realidade imposta pela ausência de políticas públicas eficientes sugere o contrário. Enquanto crianças e jovens têm acesso a escolas, cursos e espaços de cultura e esporte, os idosos são frequentemente esquecidos no banco das praças.

A estrutura urbana também não colabora, pois faltam centros comunitários e equipamentos públicos adaptados para essa população que carecem de uma atenção especial, porque além de tudo foram e são contribuintes ao longo de toda uma vida. O descaso com o envelhecimento ativo precisa ser discutido com seriedade.

Aprendizado por toda a vida

Iniciativas que estimulam o aprendizado e o convívio social deveriam ser incentivadas e ampliadas. Infelizmente, os idosos de Nova Friburgo acabam limitados a uma rotina monótona, sem perspectivas de crescimento intelectual ou novas experiências. Essa situação reforça o sentimento de exclusão e desvalorização.

As pessoas pensam que pela elevada idade não se pode mais aprender, no entanto, é o momento mais livre que uma pessoa possui para aprender algo diferente. A ampliação do acesso a cursos gratuitos e acessíveis contribuiria para um envelhecimento mais digno e valorizado.

É essencial que o poder público, tanto na Câmara Municipal como na prefeitura, una esforços para mudar esse cenário. Criar centros de convivência voltados à terceira idade, com atividades culturais, esportivas e educacionais, seria um passo significativo. Ignorar essa demanda significa negligenciar uma parte importante da população.

Idoso quer liberdade de escolhas

O que se observa hoje em Nova Friburgo é um envelhecimento marcado pela falta de alternativas. O idoso que deseja sair de casa e interagir socialmente encontra poucas opções além das praças. É inaceitável que uma cidade com potencial turístico e cultural não ofereça o mínimo de infraestrutura adequada para essa parcela da população.

Se a sociedade deseja um futuro mais inclusivo, é preciso investir em políticas públicas que garantam aos idosos mais do que bancos de praça e caminhadas. Criar espaços e atividades que valorizem essa população não é um favor, mas uma necessidade urgente da cidade, que ano após ano, fica mais esquecida.

O envelhecimento deve ser visto como uma etapa rica em possibilidades, não como um período de abandono. Nova Friburgo precisa cuidar melhor dos seus idosos, antes que o silêncio das praças seja o único testemunho de seu descaso.

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