Blogs

Reciclagem: Transformando resíduos em recursos sustentáveis

terça-feira, 08 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

      Hoje, discutiremos a reciclagem, que é um processo fundamental para a sustentabilidade ambiental, econômica e social, no qual materiais descartados são coletados, separados e processados para serem reintroduzidos no ciclo produtivo como matéria-prima. Por exemplo, garrafas plásticas podem ser recicladas para criar novos produtos, como roupas feitas de poliéster reciclado ou mobiliário urbano. No entanto, apesar dos benefícios evidentes da reciclagem, ainda persistem alguns mitos em torno desse cenário. Um dos mitos mais comuns é a ideia de que a reciclagem não faz diferença ou é muito trabalhosa. Na verdade, a reciclagem pode reduzir significativamente a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários e contribuir para a conservação de recursos naturais.

      O mercado da reciclagem é vasto e está em constante crescimento. Com o aumento da conscientização ambiental e regulamentações mais rigorosas, o setor de reciclagem está se expandindo rapidamente. Além disso, a transição para uma economia circular, na qual os materiais são reutilizados e reciclados continuamente, está impulsionando ainda mais o crescimento do mercado de reciclagem.

       A reciclagem é essencial para mitigar os impactos negativos da produção e do consumo desenfreados no meio ambiente. Ao reciclar, reduzimos a demanda por recursos naturais, economizamos energia, reduzimos a poluição e evitamos a acumulação de resíduos em aterros sanitários. Todos esses benefícios contribuem para a preservação dos ecossistemas e a manutenção do equilíbrio ambiental.

       As pessoas mais beneficiadas com o setor de reciclagem são aquelas que vivem em comunidades próximas a aterros sanitários e áreas industriais. A reciclagem pode criar empregos locais, melhorar a qualidade do ar e da água e reduzir os impactos negativos da disposição inadequada de resíduos. Além disso, a reciclagem pode gerar renda para catadores informais e cooperativas de reciclagem, proporcionando oportunidades de subsistência para comunidades marginalizadas.

 

         Diferença entre reciclagem e reutilização

         A reciclagem envolve o processamento de materiais descartados para criar novos produtos ou materiais. Por exemplo, garrafas de vidro podem ser recicladas para produzir novas garrafas ou outros produtos de vidro. Já a reutilização refere-se à prática de utilizar um item novamente sem modificá-lo significativamente. Por exemplo, uma garrafa de vidro pode ser reutilizada várias vezes ao ser lavada e enchida novamente com água ou outro líquido, sem passar por um processo de reciclagem.

       No Brasil, somente cerca de 3% do lixo gerado é efetivamente reciclado. Esse número reflete um desafio significativo em relação à gestão de resíduos e ao aproveitamento dos materiais descartados de forma sustentável. Em contraste, países como Alemanha, Suíça e Áustria alcançam taxas de reciclagem de resíduos sólidos urbanos de mais de 50%. Esses países implementaram políticas robustas de gestão de resíduos, educação ambiental e infraestrutura adequada para facilitar a coleta seletiva, separação e reciclagem de materiais.

      Por exemplo, na Alemanha, o sistema de "duplo-bin" (duas lixeiras separadas para resíduos orgânicos e recicláveis) é amplamente adotado e incentivado, enquanto na Suíça, as taxas de reciclagem são impulsionadas por incentivos financeiros e campanhas de conscientização pública. Esses exemplos destacam a importância de políticas abrangentes e investimentos em infraestrutura para aumentar as taxas de reciclagem e promover uma economia circular mais eficiente.

       A mensagem sobre a importância da reciclagem começou a ganhar destaque no final do século 20, à medida que as preocupações com o meio ambiente e a sustentabilidade aumentaram globalmente. Isso representou um fortalecimento da economia ao criar novas oportunidades de negócios e empregos na indústria da reciclagem. Além disso, a reciclagem faz parte de um modelo econômico mais sustentável, conhecido como economia circular, que busca minimizar o desperdício e maximizar o uso eficiente dos recursos.

 

Dicas para reciclar

1. Separe corretamente os resíduos em casa, utilizando recipientes separados para papel, plástico, vidro e metal.

2. Esteja atento aos símbolos de reciclagem nas embalagens e siga as orientações locais de reciclagem.

3. Reduza o consumo de produtos descartáveis e opte por itens duráveis e reutilizáveis sempre que possível.

4. Procure comprar produtos feitos com materiais reciclados e apoie empresas que adotam práticas sustentáveis.

5. Participe de programas de reciclagem comunitários e eventos de coleta de resíduos para garantir que seus materiais recicláveis sejam corretamente processados e reintroduzidos no ciclo produtivo.

Tudo verde sempre!

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA - três décadas de lutas

sábado, 05 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 5 e 6 de abril de 1975

Manchetes

Edição de 5 e 6 de abril de 1975

Manchetes

Três décadas de lutas – Este 7 de abril de 1975 é um marco indelével nos anais do jornalismo em Nova Friburgo. No afastado ano de 1945 surgia, para as lides do periodismo nacional, A VOZ DA SERRA, que agora completa seis lustros de serviços inestimáveis prestados à coletividade de nossa terra, cujos anseios de progresso sempre tiveram nela um arauto indormido, baluarte imbatível na defesa das boas causas, trincheira dos ideias da democracia e do nacionalismo mais externado, bandeira que jamais se abateu no fragor das batalhas em que se empenhou. O autor dessas linhas, um dos seus fundadores e seu primeiro diretor, foi convocado pela sua ilustre redação a dar um depoimento sobre como surgiu e como progrediu esse órgão de imprensa, sem dúvida um dos mais atuantes do jornalismo interiorano do Brasil.

Obrigado - Gente boa, leitores, assinantes, todos quantos nos prestigiam, semanalmente. Especialmente aqueles, comércio, indústria, profissionais liberais que estão conosco sempre com suas mensagens publicitárias, prestigiando A VOZ DA SERRA. Nesta edição especial, do nosso 30º ano de fundação, não sabemos como agradecer a todos aqueles que nos prestigiaram. Só podemos dizer uma coisa: Muito obrigado a todos! Não esqueceremos de todos os que nos prestigiam e nos prestigiaram neste nosso 30º aniversário.

Os 30 anos de Uma Voz - Por Dalva Ventura (Bloch Editores) - “Ele (meu pai, Américo Ventura) passava a maior parte de seu tempo batendo nas teclas de sua velha máquina de escrever. Uma Remington quase de museu. Batia com apenas dois dedos, numa rapidez que, se não chegava a surpreender, valia pela perfeição na construção das frases. Isso porque os períodos já vinham acabados de sua cabeça e só era necessário registrá-los no papel. Nunca o vi modificando um original e isso me deslumbra até hoje. Estou falando nele porque A Voz da Serra está para mim profundamente ligada ao seu nome. Desde menina partilhava da construção semanal do jornal, a seu lado. E embora esta participação nunca tivesse sido ativa, ela veio a influenciar toda a minha vida, sob todos os pontos de vista.

Nas sextas-feiras à tarde em geral, o jornal já estava pronto. E o nosso Ventura chegava em casa com um exemplar fresquinho, embaixo do braço, com um assobio mais feliz nos lábios. A cada novo número de A Voz da Serra ele sabia que tinha vencido, mais uma vez. Ele tinha orgulho do jornal que fazia. Sinto que ele amava intensamente o produto final daquele trabalho honesto e cuidadoso. Ele idealizava sua profissão e acreditava nela com força, tenho certeza que A Voz da Serra de seu tempo tinha como único objetivo o de servir a Friburgo. Chegava a constituir de certa forma uma formação de opinião na cidade, estando preso unicamente a posição de seu diretor: opinião honesta, íntima e real.” 

Sociais

Neste dia especial A VOZ DA SERRA completado o seu 30º aniversário. Nosso primeiro número surgiu exatamente no dia 7 de abril de 1945. Junto com A VOZ DA SERRA, festejam aniversário também Sônia Cristina, Alfredo Almeida e Romélia Felga (7); Elias Caputo e Hebe El-Jaick (8); Marly de Assis e Elza Cortês (9); Ezídio Silva e Rejane Lafayte (10); César Guinle, Reny Dessanti, Maria Ângela e Tânia Angela (11); Jayme Segal, Afrânio Veiga, Manoel Carneiro e Yolanda Meconi (12); Laura Milheiros, Edith Pinheiro e Luzia Maria (13).

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Tomada de decisão

sexta-feira, 04 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

            Falarei sobre escolhas. Daquelas que apertam o peito, tiram o sono e fazem a gente pensar e repensar um milhão de vezes antes de dar o próximo passo, ou mesmo às que nos levam a pensar pouco, simplesmente diante do fato de nos paralisarmos diante da necessidade de decidir sobre algo importante que pode impactar nossas vidas. Quem nunca se viu diante de uma encruzilhada, tentando adivinhar qual caminho leva à felicidade e qual pode ser um beco sem saída?

            Falarei sobre escolhas. Daquelas que apertam o peito, tiram o sono e fazem a gente pensar e repensar um milhão de vezes antes de dar o próximo passo, ou mesmo às que nos levam a pensar pouco, simplesmente diante do fato de nos paralisarmos diante da necessidade de decidir sobre algo importante que pode impactar nossas vidas. Quem nunca se viu diante de uma encruzilhada, tentando adivinhar qual caminho leva à felicidade e qual pode ser um beco sem saída?

            Tomar decisões importantes demanda coragem. E coragem não significa ausência de medo, mas sim agir apesar dele. Até porque, por vezes o caminho que parece mais fácil e atrativo é a inércia, enrolar, deixar para depois, fingir que o tema não existe. Mas não tem jeito, diante da necessidade de uma real tomada de decisão, não fazer nada também pode significar a escolha.

            Decidir sobre algo que nos impõe dúvidas, cujas consequências sejam desconhecidas, sobre assuntos que nos remetem a dores ou mesmo que demandem investimentos caros materiais e imateriais, importa em medo e este sentimento é um acompanhante fiel da escolha, um fantasma que sussurra dúvidas no ouvido e nos faz questionar: "E se eu estiver errado?". Só que o erro faz parte da vida. Se nunca errarmos, é porque nunca tentamos.

            Há decisões que mudam tudo. Pedir demissão de um trabalho que não faz mais sentido, optar por determinada conduta diante de uma situação de doença, mudar de cidade, de profissão, de relacionamento, de estilo de vida. Algumas vêm aos poucos, como um vento que vai empurrando a gente até a borda do precipício. Outras chegam como um soco no estômago, inesperadas e inadiáveis. O que fazer?

            Muitas vezes, tentamos adiar a decisão esperando o momento perfeito, a certeza absoluta, um sinal divino. Mas a verdade é que o momento perfeito não existe. O que existe é o nosso instinto, a nossa intuição e a nossa capacidade de análise. Tomar uma decisão importante é como saltar no desconhecido sem garantia de pouso seguro. Mas ficar parado também tem um preço: o peso da estagnação.

            É preciso lembrar que toda escolha pode envolver renúncias. Não dá para ter tudo ao mesmo tempo. E está tudo bem. A gente sempre perde alguma coisa para ganhar outra. A vida, no fundo, é um jogo de trocas. A pergunta que realmente importa é: o que você está disposto a abrir mão para conquistar aquilo que deseja?

            No fim das contas, decidir é um ato solitário. Podemos ouvir conselhos, listar prós e contras, mas, no momento final, a decisão é nossa. É nesse instante que descobrimos quem somos, o que queremos e o quanto estamos dispostos a pagar pelo que realmente importa. E é aí que o autoconhecimento pode ser um grande diferencial: saber quem somos, o que se desejamos, a que estamos dispostos a fazer, e qual o sentido de tudo isso. Não é fácil, mas uma coisa que tenho tentado fazer diante de uma escolha difícil, é avaliar as possíveis consequências das decisões compreendendo que não tenho controle sobre tudo, não sei o que realmente vai acontecer e que trará maior satisfação e realização pessoal, e entendendo que diante de uma necessária tomada de decisão, pior pode ser não decidir. Porque viver é, acima de tudo, seguir em frente.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Oportunidade

sexta-feira, 04 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

CBDU convoca voluntários de todo país para trabalhar no JUBs Futebol

       Estão abertas as inscrições para o Programa de Voluntariado, da Confederação Brasileira de Desporto Universitário, referente aos Jogos Universitários de Futebol. As informações estão disponíveis no formulário, para candidatos de todo país trabalharem nos bastidores de uma das maiores competições universitárias. As inscrições estão abertas até o próximo dia 11. Para cada evento da temporada, novas inscrições serão abertas.

CBDU convoca voluntários de todo país para trabalhar no JUBs Futebol

       Estão abertas as inscrições para o Programa de Voluntariado, da Confederação Brasileira de Desporto Universitário, referente aos Jogos Universitários de Futebol. As informações estão disponíveis no formulário, para candidatos de todo país trabalharem nos bastidores de uma das maiores competições universitárias. As inscrições estão abertas até o próximo dia 11. Para cada evento da temporada, novas inscrições serão abertas.

O Estado de Goiás será palco do primeiro JUBs de 2025. Entre os dias 11 e 18 de maio, os municípios de Trindade e Goianira, além da capital, Goiânia, receberão atletas de todo o Brasil para a disputa dos jogos. Para que o evento aconteça da melhor forma possível, os voluntários são essenciais na organização dos bastidores do JUBs.

O programa de voluntariado da CBDU há anos oferece a oportunidade para jovens talentos e apaixonados por esporte trabalharem com desporto universitário. Em 2025, cada evento terá um formulário de inscrição único e vagas diferentes. Os voluntários serão selecionados por meio de critérios estabelecidos pela CBDU e receberão, em contrapartida, horas complementares para fins educacionais e profissionais.

As vagas disponíveis são para as áreas de Esportes - Individuais e coletivos (nos locais de competição); Esportes - Resultados e classificação; Secretaria; Credenciamento; Comissão disciplinar; Recursos Humanos; Financeiro; Transporte; Competição - transporte receptivo; Cerimonial; Produção; Entretenimento; Reportagem; Fotografia; Social Media Geral; Social Media TikTok; Videomaker; Tecnologia da Informação; Administrativo; Fisioterapia e Hospedagem.

Os critérios de participação são definidos por área, mas o pré-requisito comum a todos, é que os inscritos tenham idade mínima de 18 anos. Os voluntários recebem certificado de horas de participação e a oportunidade de mergulhar no universo esportivo, vivenciando o dia-a-dia de uma competição.

O presidente da CBDU, Luciano Cabral, reforça que viver o JUBs nos bastidores é uma grande oportunidade de crescimento para quem se interessa por esportes e competições universitárias. “É um programa que ajuda a formar pessoas preparadas para atuar em grandes eventos esportivos, mas contribui também para a vida, para o mercado de trabalho, para as suas relações interpessoais e familiares”, destaca Luciano.

O Programa de Voluntários segue as orientações do voluntariado da Federação Internacional do Esporte Universitário (Fesu) e também do Comitê Olímpico Internacional.

  • Foto da galeria

    Jogos Universitários irão acontecer em Goiás nesta edição de 2025 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Inscrições para voluntários interessados ficam abertas até 11 de abril (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Envelhecer entre bancos de praça: o lazer esquecido dos idosos em Nova Friburgo

quinta-feira, 03 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A população idosa de Nova Friburgo enfrenta um desafio crescente: a falta de opções de lazer e aprendizado. Atualmente, as praças públicas são o principal — e, muitas vezes, único — espaço de convivência e recreação. Embora ofereçam momentos de socialização e contato com a natureza, esses locais são insuficientes. A questão que se impõe é: envelhecer em Nova Friburgo significa estar restrito a bancos de praça?

Faltam políticas públicas aos idosos

A população idosa de Nova Friburgo enfrenta um desafio crescente: a falta de opções de lazer e aprendizado. Atualmente, as praças públicas são o principal — e, muitas vezes, único — espaço de convivência e recreação. Embora ofereçam momentos de socialização e contato com a natureza, esses locais são insuficientes. A questão que se impõe é: envelhecer em Nova Friburgo significa estar restrito a bancos de praça?

Faltam políticas públicas aos idosos

O lazer desempenha um papel fundamental na promoção da saúde física e mental dos idosos. Atividades recreativas ajudam a aumentar a autoestima, reduzir o isolamento social e prevenir doenças. No entanto, em Nova Friburgo, as opções de lazer específicas para essa faixa etária são praticamente inexistentes.

Sem espaços apropriados, muitos idosos acabam isolados, sem estímulos que favoreçam um envelhecimento saudável e ativo. Além da falta de atividades de lazer, a escassez de oportunidades de aprendizado contínuo também preocupa. Aprender novas habilidades não só mantém a mente ativa, mas também oferece um senso de propósito e pertencimento.

Cursos e oficinas culturais ou tecnológicas poderiam estimular os idosos e integrá-los à sociedade. Contudo, a cidade não dispõe e nem parece ter interesse em investir em programas acessíveis para esse público, limitando suas possibilidades de desenvolvimento pessoal na melhor idade.

O envelhecimento não deveria ser sinônimo de estagnação, mas a realidade imposta pela ausência de políticas públicas eficientes sugere o contrário. Enquanto crianças e jovens têm acesso a escolas, cursos e espaços de cultura e esporte, os idosos são frequentemente esquecidos no banco das praças.

A estrutura urbana também não colabora, pois faltam centros comunitários e equipamentos públicos adaptados para essa população que carecem de uma atenção especial, porque além de tudo foram e são contribuintes ao longo de toda uma vida. O descaso com o envelhecimento ativo precisa ser discutido com seriedade.

Aprendizado por toda a vida

Iniciativas que estimulam o aprendizado e o convívio social deveriam ser incentivadas e ampliadas. Infelizmente, os idosos de Nova Friburgo acabam limitados a uma rotina monótona, sem perspectivas de crescimento intelectual ou novas experiências. Essa situação reforça o sentimento de exclusão e desvalorização.

As pessoas pensam que pela elevada idade não se pode mais aprender, no entanto, é o momento mais livre que uma pessoa possui para aprender algo diferente. A ampliação do acesso a cursos gratuitos e acessíveis contribuiria para um envelhecimento mais digno e valorizado.

É essencial que o poder público, tanto na Câmara Municipal como na prefeitura, una esforços para mudar esse cenário. Criar centros de convivência voltados à terceira idade, com atividades culturais, esportivas e educacionais, seria um passo significativo. Ignorar essa demanda significa negligenciar uma parte importante da população.

Idoso quer liberdade de escolhas

O que se observa hoje em Nova Friburgo é um envelhecimento marcado pela falta de alternativas. O idoso que deseja sair de casa e interagir socialmente encontra poucas opções além das praças. É inaceitável que uma cidade com potencial turístico e cultural não ofereça o mínimo de infraestrutura adequada para essa parcela da população.

Se a sociedade deseja um futuro mais inclusivo, é preciso investir em políticas públicas que garantam aos idosos mais do que bancos de praça e caminhadas. Criar espaços e atividades que valorizem essa população não é um favor, mas uma necessidade urgente da cidade, que ano após ano, fica mais esquecida.

O envelhecimento deve ser visto como uma etapa rica em possibilidades, não como um período de abandono. Nova Friburgo precisa cuidar melhor dos seus idosos, antes que o silêncio das praças seja o único testemunho de seu descaso.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Crianças são presentes, se as aceitarmos

quinta-feira, 03 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Com esse título a escritora Kathleen Turner Crilly comenta sobre um texto de Melody Beattie, especialista sobre codependência afetiva. Vou citar parte do texto junto com ideias minhas, para nossa reflexão hoje.

Com esse título a escritora Kathleen Turner Crilly comenta sobre um texto de Melody Beattie, especialista sobre codependência afetiva. Vou citar parte do texto junto com ideias minhas, para nossa reflexão hoje.

Não tenho dúvidas de que crianças são presentes. Elas são como flores que enfeitam nossa casa. Alegram o ambiente com sua espontaneidade e pureza. Nossos filhos, se tivermos filhos, são um presente para nós. Pense bem que nós, como filhos, éramos presentes para nossos pais, não é mesmo? Entretanto, é verdade e uma infelicidade, que muitos de nós não recebemos a mensagem de nossos pais de que éramos presentes para eles e para o Universo. Talvez nossos pais estivessem sofrendo; talvez eles estivessem esperando que fôssemos seus cuidadores; talvez tenhamos nascido em um momento difícil na vida deles; talvez eles tivessem seus próprios problemas e simplesmente não foram capazes de aproveitar, aceitar e nos apreciar pelos presentes que somos.

Atendi em meu consultório ao longo do tempo muitas pessoas que sofriam com uma insegurança emocional de tal maneira que ao terem filhos se sentiam despreparados para isso e por causa dessa fraqueza emocional, não puderam curtir seus filhos, pelo menos nos anos em que o problema emocional os perturbava.

Muitos têm uma crença profunda, às vezes subconsciente, de que eram e são um fardo para o mundo e as pessoas ao redor. Essa crença pode bloquear a capacidade de aproveitar a vida e relacionamentos com os outros. Essa crença pode até prejudicar o relacionamento com Deus, o Criador do Universo.

Tem gente que sente ser um fardo para Deus. Essa sensação pode ser mesmo baseada nas experiências vividas ao longo da infância com pai e mãe, um ou outro, ou ambos, despreparados para a paternidade e a maternidade. Esse despreparo emocional é muito comum hoje em dia em milhares de jovens rapazes que engravidam garotas e nessas jovens que dão à luz crianças que sofrerão por falta de condições emocionais dos pais cuidarem delas.

Se você tem essa crença de ser um fardo para as pessoas e até para Deus, é hora de deixá-la ir embora. É hora de acabar com ela. É hora de começar a lutar para não permitir que ela fique em sua consciência perturbando. Você não é um fardo. Nunca foi, ainda que tenha sido uma criança mais peralta. Se você recebeu essa mensagem de seus pais, é hora de reconhecer que esse problema é deles para eles resolverem. Eles é que precisariam ou precisarão refletir sobre isso e aceitar que erraram com os filhos de uma forma que favoreceu o surgimento da crença psicológica na mente das crianças que diz que elas são um fardo.

Você tem o direito de lidar consigo mesmo como um presente para si, para os outros, para o mundo e para o Universo. Eu e você estamos aqui na vida e temos esse direito que nos foi dado pelo Criador.

Se você luta com este tipo de crença destrutiva, se achando um fardo, pense e decida agir com você mesmo dizendo assim: “Hoje, tratarei a mim mesmo e a quaisquer filhos que eu tiver como sendo um presente. Deixarei de lado quaisquer crenças que eu tenha sobre ser um fardo, e isso para meu Deus, para meus amigos, minha família e para mim mesmo.” E sendo pai ou mãe, pense: “Meus filhos são presentes especiais para mim.”

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

www.youtube.com/claramentent

Tik-Tok  @claramentent

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Rumo à Itália

quinta-feira, 03 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Jovem Helena Barroso busca recursos para primeira competição internacional

        Ela é prodígio. Em relativamente pouco tempo de treinamento e dedicação, o talento aflorou indicando que o tatame era o caminho para Helena Barroso brilhar. E a nova porta que se abre para a jovem lutadora é a possibilidade de participar de sua primeira competição internacional: a European Kids Jiu-Jítsu, a ser realizada em Roma, na Itália, nos dias 17 e 18 de maio.

Jovem Helena Barroso busca recursos para primeira competição internacional

        Ela é prodígio. Em relativamente pouco tempo de treinamento e dedicação, o talento aflorou indicando que o tatame era o caminho para Helena Barroso brilhar. E a nova porta que se abre para a jovem lutadora é a possibilidade de participar de sua primeira competição internacional: a European Kids Jiu-Jítsu, a ser realizada em Roma, na Itália, nos dias 17 e 18 de maio.

       A participação da Helena é de extrema importância para a trajetória esportiva da atleta, e para conseguir concretizar esse objetivo, a família, a equipe e os amigos se empenham para angariar os recursos necessários. Desta forma, está promovendo uma rifa, no valor de R$ 20. Para participar e contribuir com mais um grande talento do esporte friburguense, basta entrar em contato pelo WhatsApp: (22) 99851 3283, ou através das redes sociais de Helena.

Dentre os prêmios estão diárias de hospedagem, vale-compra em uma loja de artigos esportivos da cidade, passeios e a oportunidade de fazer rapel e rafting, através do Lumiar Aventura.

Uma trajetória de conquistas

        Helena Barroso vem se destacando ao longo dos últimos meses, e o potencial a levou a ser uma das atletas beneficiadas com o Bolsa Atleta Municipal, nível Internacional, no valor de R$ 6.000,00. Friburguense de nascimento e de coração, ela ingressou no projeto Jiu-Jítsu Para a Vida, do professor Juramidam Gracie, no distrito de Lumiar, em Nova Friburgo, há pouco mais de um ano. A dedicação à rotina de treinos, a técnica e a aptidão para a prática da modalidade logo despertou a atenção do treinador, que a incentivou a federar-se na Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu e participar de competições de alto rendimento.

        A partir de então, a jovem tem disputado diversas competições, e fechou a temporada 2024 na primeira colocação no ranking da Federação de Jiu-Jítsu do Rio de Janeiro, e na sexta colocação do ranking da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation.  Dentre outras conquistas, foi primeiro lugar na competição Rei do Rio, no Rolls Gracie, Open Barra de São João e da 19ª Copa Transformação de Jiu-Jítsu. Foi ainda vice-campeã brasileira e participou e conquistou medalhas em diversas outras competições.

        A atleta friburguense está se preparando e programando para participar de, nada menos, que 18 campeonatos ao longo deste ano, demonstrando seu compromisso e dedicação ao esporte. A recente vitória no Campeonato Rio Summer, organizado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu, foi outro marco importante na carreira de Helena.

  • Foto da galeria

    Helena e suas diversas medalhas conquistadas no ano passado: busca por desafio internacional (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Menina prodígio, a atleta friburguense mira primeira competição fora do país e busca recursos (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A inveja mata, deixem o Botafogo em paz

quarta-feira, 02 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

A rodada inicial do Campeonato Brasileiro 2025, começou no último domingo, 29 de março, e terminou na segunda-feira, 31. Antes mesmo do torneio começar, a imprensa safada, com jornalistas esportivos mal-intencionados, já alardeavam que o Botafogo era a quinta força do campeonato. Colocavam o Flamengo, Atlético Mineiro e Internacional, como prováveis campeões, num torneio de 38 rodadas. Além de maus profissionais ainda se travestem de adivinhos.

A rodada inicial do Campeonato Brasileiro 2025, começou no último domingo, 29 de março, e terminou na segunda-feira, 31. Antes mesmo do torneio começar, a imprensa safada, com jornalistas esportivos mal-intencionados, já alardeavam que o Botafogo era a quinta força do campeonato. Colocavam o Flamengo, Atlético Mineiro e Internacional, como prováveis campeões, num torneio de 38 rodadas. Além de maus profissionais ainda se travestem de adivinhos.

Isso tudo porque o atual campeão brasileiro e da Libertadores, o Fogão, começou a temporada pouco inspirado. Esqueceram que o Glorioso só entrou de férias uma semana antes do Natal, em função do antigo campeonato mundial promovido pela Fifa, e quando o torneio do estado começou, o time tinha apenas dez dias de pré-temporada. John Textor, presidente da SAF Botafogo nunca escondeu seu desprezo pelo torneio caça votos promovido pela Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e sabia que não teria muitas chances contra o Flamengo na Super Copa e contra o Racing, da Argentina, times que já tinham começado a pré-temporada pelo menos 15 dias antes do Fogão.

Além do mais, com a saída do técnico Artur Jorge, o time ficou sem técnico mais de um mês. Some-se a isso a perda de Luís Henrique e Almada, que fazem falta a qualquer plantel, mas não são insubstituíveis. Só Pelé o era. Na realidade, fora do malfadado carioca, o Fogão teve 30 dias de preparação, antes da estreia no Brasileirão. Já com novo técnico, desprezado por essa mesma mídia, pela sua pífia campanha no Bahia, ano passado. Esqueceram que o badalado Arthur Jorge, campeão pelo Botafogo, em 2025, está com uma atuação para lá de morna à frente do Al-Rayyan da Arábia Saudita, com ameaça de dispensa.

No entanto, o time da Rua General Severiano incomoda, pelo seu passado glorioso, o maior fornecedor de jogadores para a seleção brasileira, quando essa era formada só por profissionais que atuavam no Brasil e era de encher os olhos, vencedora nata. E, também, pela sua trajetória dentro da história do futebol brasileiro. O Botafogo sempre marcou presença nos torneios sérios que disputou.

Terminada a rodada inicial da competição nacional, tivemos cinco jogos que terminaram empatados e cinco que terminaram com um vencedor. No entanto, Botafogo 0 x Palmeiras 0, Flamengo 0 x Internacional 0 foram jogos que não tiveram um vencedor por um detalhe, a falta de gols, mas foram disputados em alto nível.

Aliás, diga-se de passagem, para calar a boca dessas aves de mau agouro da nossa imprensa esportiva, o Fogão fez uma senhora partida, encurralou o Palmeiras e só não saiu vencedor, no Alianz Park, estádio do verdão paulista, pela má pontaria de seus atacantes e pela ótima atuação de Weverton, goleiro palmeirense. A atuação de Arthur, substituto de Luís Henrique, mostrou que ao ganhar ritmo e entrosamento no time alvinegro fará uma ótima temporada, tem futebol para isso. O mesmo podemos dizer de Patrick de Paula, substituto de Almada, que após ficar um ano parado por causa de uma contusão para lá de séria, aos poucos vai recuperando o futebol que o fez ser a contratação mais cara do Botafogo, antes de Luís Henrique e Almada.

O mais curioso é que terminada a rodada, os “coleguinhas” mudaram o tom e reconheceram a boa atuação do Fogão, que na realidade começou no domingo a sua temporada oficial. Como disse antes, John Textor despreza o cariocão, pois sabe que é com ele que o presidente da Ferj se reelege sempre e passa a ocupar o cargo de maneira vitalícia. É também uma maneira de ajudar o Flamengo que adora ser campeão, num torneio que não representa nada, a não ser o treinamento dos chamados grandes do Rio de Janeiro, para o restante da temporada. Isso é corroborado pelas baixas rendas que o campeonato acarreta. Botafogo X Flamengo, que em campeonatos sérios leva mais de 40 mil torcedores ao estádio, teve pouco mais de oito mil torcedores no estádio Nilton Santos.

Concluindo, o Botafogo não precisa desses maus profissionais e, é sim, sério candidato ao bicampeonato do Brasileirão e da Libertadores da América.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Melhor do ano

quarta-feira, 02 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Gilberto Frossard recebe o “Oscar do Kickboxing” por desempenho em 2024

Presença recorrente nas matérias esportivas de A VOZ DA SERRA, geralmente com as suas conquistas, Gilberto Frossard recebeu o devido reconhecimento por mais um ano recheado de títulos. No último sábado, 29, o atleta de Nova Friburgo recebeu a premiação de melhor atleta do ano de 2024, por ter sido o primeiro colocado do ranking da Federação Estadual do Rio de Janeiro (FKBERJ). A premiação ocorreu no Teatro Municipal de São Gonçalo.

Gilberto Frossard recebe o “Oscar do Kickboxing” por desempenho em 2024

Presença recorrente nas matérias esportivas de A VOZ DA SERRA, geralmente com as suas conquistas, Gilberto Frossard recebeu o devido reconhecimento por mais um ano recheado de títulos. No último sábado, 29, o atleta de Nova Friburgo recebeu a premiação de melhor atleta do ano de 2024, por ter sido o primeiro colocado do ranking da Federação Estadual do Rio de Janeiro (FKBERJ). A premiação ocorreu no Teatro Municipal de São Gonçalo.

O evento foi organizado pela FKBERJ, e recebe o nome de "Oscar do Kickboxing", pela sua importância e por premiar aqueles que de fato de destacam pelo desempenho durante a temporada. Algumas das vitórias de Gilberto ajudam a entender e justificar mais esse gesto de reconhecimento.

Na Modalidade k1 Style, por exemplo, o lutador se sagrou campeão Estadual, em São Gonçalo (RJ), além de ter sido Campeão Intermunicipal Adulto. Frossard também foi vice-campeão Brasileiro, em Vila Velha, no Espírito Santo, sendo também o vencedor no Campeonato da Seleção Brasileira para o Panamericano, em Cascavel, no Paraná. Vencedor no WGP 77, em Brasília, foi ainda o quinto colocado no Campeonato Panamericano, realizado em Santiago, no Chile.

Além de todos esses resultados, Gilberto Frossard também foi Campeão Intermunicipal Universitário, na modalidade Light Contact.

 

Novidade

Alto do Floresta deve ter o campo de futebol reformado

Através de suas redes sociais, o prefeito Johnny Maycon anunciou, recentemente, que o campo de futebol do Alto do Floresta vai passar por requalificação. De acordo com o projeto apresentado, o espaço ganhará um campo totalmente revitalizado, com novo gramado, e será cercado com alambrado. Dentre outras atividades, o espaço abriga um projeto social.

A obra está sendo executada através de parceria entre a Prefeitura de Nova Friburgo e o Governo do Estado, por meio da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop). “Por isso, registramos nosso agradecimento ao presidente da Emop, André Braga, ao governador Cláudio Castro e ao deputado estadual Chico Machado”, disse o prefeito.

Segundo o chefe do Executivo municipal, a Prefeitura também adquiriu outro terreno, na Rua Aurélio Barbosa Faria, próximo à Escola Municipal Lafayette Bravo Filho, onde em breve deve ser construída a quadra do Alto do Floresta.

  • Foto da galeria

    Atleta friburguense fatura mais uma premiação individual, ampliando a galeria recheada de conquistas (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Prêmio recebido no Rio de Janeiro é considerado o Oscar da modalidade (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Gilberto Frossard tem se destacado, em alto nível, no cenário do kickboxing nos últimos anos (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA tem poesia em seu trabalho feito com amor e dedicação

terça-feira, 01 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra

         Embarcar no Caderno Z é a garantia de uma viagem de surpresas. Na bagagem, apenas o Jornal A VOZ DA SERRA e o prazer de caçar elementos para minha coluna das terças-feiras. No tema “Poesia”, lá vou eu remando versos e autores, onde, por gentilezas do convite recebido, estou inserida entre grandes nomes. Não sou poeta, mas dizem que minha prosa é poética e assim me sirvo das palavras para compartilhar minhas vivências e só posso resumir que na infância, “lá em casa a poesia não dormia”.

         Embarcar no Caderno Z é a garantia de uma viagem de surpresas. Na bagagem, apenas o Jornal A VOZ DA SERRA e o prazer de caçar elementos para minha coluna das terças-feiras. No tema “Poesia”, lá vou eu remando versos e autores, onde, por gentilezas do convite recebido, estou inserida entre grandes nomes. Não sou poeta, mas dizem que minha prosa é poética e assim me sirvo das palavras para compartilhar minhas vivências e só posso resumir que na infância, “lá em casa a poesia não dormia”. E, já que “eu cresci com hábitos de beber poesia em goles exagerados”, aprecio aqueles que não deixam a poesia dormir, como tem feito Álvaro Ottoni. A sua “Árvore que fugiu do quintal” fez muito bem de fugir para contar ao mundo literário que despontaria um escritor e dos bons.  Parabéns, Companhia Arteira por nos trazer Ottoni, nosso ícone literário, sempre amado.

         A poesia como forma de arte é um veículo que alcança distancias inimagináveis, quer sejam no tempo ou no espaço. Nela cabem todos os formatos e circunstâncias. A diferença entre os estilos não interfere na poética dos enunciados, pois tudo acaba em encantamentos e sutilezas. O haicai, por exemplo, em sua síntese, torna-se um instantâneo, um clique na rapidez de um acontecimento. Em sua definição na origem japonesa, é passageiro como tudo no mundo, buscando exibir uma relação com a natureza. Entretanto, sua estrutura ganhou liberdade e há poetas que se utilizam de sua brevidade para traduzir as mais variadas ocorrências. Guilherme de Almeida, “o poeta das pazes de meus pais”, também se dedicou ao haicai e lembrou a infância: Um gosto de amora / comida com Sol. A vida / chamava-se ‘Agora’!

         Nossos primeiros habitantes foram os indígenas. E poderia haver coisa alguma mais poética do que adorar o Sol, a Lua, as águas, as matas e tudo o mais ao redor, tendo com eles uma relação de amor e respeito? “A poesia estava ali, só faltava ser escrita...”. Contudo, nem se concebe mais a poesia apenas em sua forma escrita. A poesia está em toda a parte. No céu azul, nas noites estreladas, nas flores, no sorriso da criança, na planta que vence o concreto, na ave que voa e vem beijar a flor; na luz, na escuridão, na alegria, nas dores, em todas as antíteses, nos extremos, em tudo o que se possa imaginar e até na inexistência das coisas. Sua presença marca inícios e finais, chegadas e partidas, é presença constante no grito e no silêncio... Na vida, no além. A diversidade do verso é tanta que o Universo é pequeno para tantas vertentes poéticas. Tudo o que nos rodeia tem ao menos uma gota de poesia e, como uma vacina, é aquela gotinha que salva.

         Depois do banho de poesia que o Caderno Z nos proporcionou estamos mais leves, mais sensíveis, mais prontos para apreciar até mesmo o quintal da nossa casa. E a nossa apreciação não pode ser impedida de visitar a mostra de artes visuais do Projeto Resistência Artística – “Nativa”. A exposição na Usina Cultural Energisa fica em cartaz até 24 de maio, trazendo ao público “uma imersão em ambientes temáticos com obras em diversas abordagens, proporcionando a experiência em instalações artísticas, lúdicas e questionadoras”. É estar num mundo além da imaginação em pleno centro da cidade.

         A Usina Cultural Energisa no projeto Usina Viva promoverá o curso gratuito de teatro com inscrições até a próxima quinta-feira, 03 de abril. O curso será ministrado pelo professor, ator e diretor Tomás Braune e terá aulas às terças e quartas-feiras, das 19h às 21h, na sede da própria Usina Cultural, na Praça Getúlio Vargas, 65. O estudo terá dois eixos: dimensão psicofísica e composição de cenas. Vamos descobrir novos dons!

         “Cansaço ou fadiga?” – Sabemos identificar as diferenças entre essas duas ocorrências?  Em resumo – o cansaço passa com boa alimentação, descanso e hidratação. A fadiga insiste, interfere em nosso humor e no bem-estar geral. Precisa de cuidados. E vamos que vamos festejar o mês de abril. Agora é reta de chegada. Faltam 06 dias para o esperado 07 de Abril. Na próxima terça-feira, A VOZ DA SERRA estará com seus 80 anos, mais jovem, mais atual e, cada vez mais, a Voz de Nova Friburgo para o mundo!

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.