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Mais contemplados

quarta-feira, 25 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Divulgadas novas listas do Bolsa Atleta e Bolsa Pódio com 45 nomes

Na última semana, A VOZ DA SERRA noticiou sobre o número recorde de inscrições para a participação no Bolsa Atleta nacional. O Diário Oficial da União do último dia 23 de maio, traz, na Portaria Nº 48 e Portaria Nº 49, a lista complementar com o nome de 45 atletas de categorias olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas, beneficiados com a Bolsa Atleta e a Bolsa Pódio.

Divulgadas novas listas do Bolsa Atleta e Bolsa Pódio com 45 nomes

Na última semana, A VOZ DA SERRA noticiou sobre o número recorde de inscrições para a participação no Bolsa Atleta nacional. O Diário Oficial da União do último dia 23 de maio, traz, na Portaria Nº 48 e Portaria Nº 49, a lista complementar com o nome de 45 atletas de categorias olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas, beneficiados com a Bolsa Atleta e a Bolsa Pódio.

A relação conta com representantes do tênis de mesa, tênis de mesa paralímpico, taekwondo, parataekwondo, atletismo paralímpico, natação paralímpica, surfe, vôlei de quadra, levantamento de pesos, futsal surdolímpico, boliche, triatlo, bocha paralímpica, handebol, futebol de cegos, polo aquático, hóquei sobre grama e futebol.

Entre os atletas contemplados com a Bolsa Pódio, a mais alta categoria do programa Bolsa Atleta, estão estrelas do tênis de mesa, como Hugo Calderano, que em abril levou o Brasil à maior conquista da história do tênis de mesa nacional, ao ser campeão da Copa do Mundo na China, vencendo o número 1 do mundo na final; e Bruna Alexandre, que fez história durante os Jogos de Paris ao se tornar a primeira atleta do Brasil a disputar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos numa mesma edição.

Os 31 novos contemplados para a categoria Bolsa Pódio, na portaria, juntam-se aos 312 representantes de modalidades olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas contemplados na lista divulgada em 23 de abril. O Programa Bolsa Atleta alcançou em 2025 sua maior marca histórica: 9.716 atletas estavam presentes na primeira lista de contemplados para o ano de 2025.

O número representa um crescimento de aproximadamente 11% em relação ao ano anterior, consolidando o segundo ano consecutivo de expansão. A primeira portaria com a lista dos contemplados foi publicada no dia 25 de abril, no Diário Oficial da União.

“É um novo marco histórico. São mais de 10 mil atletas (entre Bolsa Atleta e Bolsa Atleta Pódio) que contam com o apoio do Governo Federal para se dedicarem com tranquilidade e segurança às suas modalidades esportivas. Os recursos também tiveram um salto, passando de R$ 160 milhões para R$ 176 milhões”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca, no dia da publicação.

O Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, destinou R$ 18,3 milhões para o pagamento das quatro categorias do Bolsa Pódio. Eles vão receber uma bolsa que varia de R$ 5,5 mil a R$ 16,6 mil mensais pelos próximos 12 meses. Com a divulgação dos nomes, o próximo passo é assinar e encaminhar o termo de adesão.

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O Bolsa Atleta bate diversos recordes em termos de número na edição deste ano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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Botafogo mostra sua força e vence o Paris Saint Germain

quarta-feira, 25 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Poderia escrever, hoje, sobre vários assuntos como, por exemplo, o falecimento, na terça 17, da minha professora da Comunicação Social e grande amiga, Cristina Gurjão, a quem devo a minha formação jornalística ou ainda da minha viagem de uma semana, num cruzeiro, pelos rios Negro e Solimões, mas esses assuntos ficarão para as próximas colunas.

Poderia escrever, hoje, sobre vários assuntos como, por exemplo, o falecimento, na terça 17, da minha professora da Comunicação Social e grande amiga, Cristina Gurjão, a quem devo a minha formação jornalística ou ainda da minha viagem de uma semana, num cruzeiro, pelos rios Negro e Solimões, mas esses assuntos ficarão para as próximas colunas. Hoje, minha veia alvinegra me fez optar pela vitória maiúscula do Botafogo, quinta- -feira, 19, onde jogadores como Marlon Freitas, Igor Jesus, Savarino, Alex Telles, Gregore e Allan foram os expoentes de um time vencedor, na vitória sobre o Paris Saint Germain. De um lado o campeão da Libertadores da América 2024, do outro o campeão da Champions League 2024, 2025.

Como é de hábito nessa comprometida mídia brasileira, jornalistas esportivos de vários veículos televisivos, do alto de uma empáfia ridícula, apregoavam aos quatro ventos que o problema não era discutir a derrota do Botafogo, mas sim qual seria o placar. Torciam, inclusive, por uma goleada, para mais uma vez denegrirem o plantel alvinegro. Apregoavam que o campeão europeu era infinitamente superior ao brasileiro e que este não teria a mínima chance de vitória. Expunham, a olhos vistos, o velho complexo de cachorro vira lata, tão apregoado pelo genial jornalista Nelson Rodrigues. Aquele complexo que nos faz sempre pensar sermos inferiores aos europeus. O resultado mostrou que o time francês não soube sair do nó tático que Renato Paiva, técnico do Fogão, armou para anular as principais jogadas do adversário. Apesar da maior posse de bola, pouco ameaçou o gol do alvinegro carioca.

Não guardei nomes, pois não me interesso por esses homens da mídia que não sabem fazer outra coisa, a não ser denegrir o futebol brasileiro, no geral e engrandecerem, apenas, Flamengo e Palmeiras, como os únicos dignos representantes do futebol tupiniquim. Mas, foi ridículo desprezarem o Botafogo, atual campeão brasileiro e das Américas, com um futebol que deixou para trás, rubro-negros e alviverdes, no ano passado. Aliás, esses jornalistas, muitos deles sem diploma, denigrem a classe, pois o nível nunca foi tão baixo.

Por uma questão de gestão, afinal o Fogão, atualmente, é uma SAF que junta o lado esportivo com o financeiro e, portanto, tem de ter um time à altura para colher vitórias e campeonatos, mas, também, gerar lucros para o investidor. E esse lucro, na maioria das vezes, advém da venda de jogadores que se destacam. Claro que para o torcedor, a manutenção do plantel, por duas ou três temporadas, é o que interessa já que se tem a expectativa de ganhar vários campeonatos. Vide o Palmeiras que apesar de não ser uma SAF, é bancado por uma instituição financeira de porte. Isso faz com que o time colecione uma gama de campeonatos ganhos, nos últimos cinco anos.

Assim, o Botafogo foi campeão de dois campeonatos de peso, mas viu nove de seus jogadores, entre reservas e titulares, serem vendidos, ao final da temporada. Apesar da espinha dorsal do time vencedor ser mantida, perdas como as de Luís Henrique, Almada e Júnior Santos foram sentidas. Novos jogadores foram adquiridos, mas nem sempre os substitutos estão à altura dos que partiram ou levam tempo a se entrosarem, principalmente quando jogam na Europa, América Latina ou Ásia, onde o tipo de jogo é diferente do brasileiro.

No entanto, passados os três primeiros meses de reconstrução do plantel botafoguense, o recado começou a ser dado em campo, com o time classificado para as etapas seguintes das copas do Brasil, da Libertadores da América e ocupando, no momento, o sexto lugar do Brasileirão 2025. Mas aqui, diga-se de passagem, jogou apenas treze das trinta e oito rodadas previstas. Com a subida de produção do elenco alvinegro, com os que chegaram começando a mostrar serviço, acredito que até o final do primeiro turno, estaremos entre os quatro primeiros, sendo de novo real pretendente ao bicampeonato.

A vitória sobre o Paris Saint Germain foi maiúscula, mostrando que o Botafogo continua a ser um time que tem postura tática com alternativas de jogo segundo o adversário, mostra competitividade e, acima de tudo, espírito de luta que não deixa ninguém se acomodar em campo. Tem uma estratégia a ser cumprida e a faz com objetividade. A vitória de quinta-feira sobre um time europeu numa competição de cunho internacional é a primeira em treze anos de um time brasileiro, pois a última foi a do Corinthians, em 2012, quando venceu o Chelsea da Inglaterra e sagrou-se campeão do mundo, na versão anterior dessa competição.

Os atuais representantes brasileiros, na primeira copa mundial de clubes, promovida pela Fifa, estão bem tendo o Botafogo como líder do grupo B, o Palmeiras está na liderança do grupo A, o Flamengo lidera o grupo D e o Fluminense está na primeira colocação do grupo F.  Diga-se de passagem, que o alvinegro do Rio é o único, entre os brasileiros, a ter de enfrentar dois times europeus. No jogo final da fase de classificação, contra o Atlético de Madri, bastaria um empate para ser o primeiro do grupo.

Com a derrota por um a zero, frente ao Atlético de Madri, na segunda-feira, 23, o Botafogo vai enfrentar o Palmeiras, sábado que vem, pelas oitavas de final. O Palmeiras, ao empatar com o Internacional de Miami, conseguiu a primeira colocação no seu grupo. Quanto ao Flamengo e Fluminense, não tenho como destacar, pois não terei tempo hábil para esperar os resultados.

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Para o alto

terça-feira, 24 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Unidos do Alto vence a segunda partida e se destaca na Supercopa SAF

Unidos do Alto vence a segunda partida e se destaca na Supercopa SAF

Uma vitória com autoridade, para manter os 100% de aproveitamento e largar na frente dos adversários. O Unidos do Alto se destacou na rodada do final de semana da Supercopa SAF, ao vencer o Amparo por 3 a 0 e conquistar o segundo triunfo na competição. Os gols foram marcados por Luciano Lima (14 min - 2° T) e Luis Felippe - duas vezes (35 min e 40 min - 2° T). As partidas foram realizadas no domingo, 22, no Estádio Guilherme Gripp, em Amparo. Os árbitros escalados foram: Allan Trindade, Diego Barcelos, Sidney Santana e Júlio César.

Na partida que abriu a rodada, Friburgo Sporting e Estrela do Mar empataram pelo placar de 3 a 3. Paulo Rafael (4 min - 1° T), João Victor (16 min - 2° T) e Natan Vasques (23 min- 2° T) marcaram para o Friburgo Sporting, enquanto Lenilson Júnior (29 min - 1° T), Marcus Paulo (32 min- 2° T) e Vinicius Jandre (38 min - 2° T) balançaram as redes para o time do 7º distrito.

Logo na sequência, o JDA surpreendeu e venceu, por 1 a 0, o São Pedro, atual campeão da competição. Renato Marinho (17 min - 2° T) foi o autor do gol que garantiu o primeiro resultado positivo da equipe na Supercopa SAF. 

Já São Lourenço e Santa Cruz fizeram jogo equilibrado, e empataram pelo placar de 2 a 2. Os gols foram marcados por Wellington Santos – duas vezes (38 min - 1° T e 14 min - 2° T) para o São Lourenço, e Vyctor Huggo (5 min - 2° T) e Matheus Vieira (35 min - 2° T) para o Santa Cruz.

A terceira rodada será promovida no próximo domingo, 29, no Estádio João Mendes da Silva, no distrito de São Pedro da Serra. O primeiro duelo, às 9h, envolve as equipes do São Lourenço e do Amparo. Logo em seguida, por volta de 10h45, Santa Cruz e Friburgo Sporting vão medir forças pelos três pontos, antecedendo o confronto entre Estrela do Mar e JDA. Equipe anfitriã, o São Pedro joga contra o Unidos do Alto, às 14h45.

O Grupo A conta com as participações de Santa Cruz, São Pedro, Amparo e Estrela do Mar. Já o Grupo B terá as equipes do JDA (estreante), Unidos do Alto, São Lourenço e Friburgo Sporting.

Mantendo a essência de percorrer diversas localidades da cidade, a Supercopa deste ano terá as partidas realizadas nos estádios Manoel Cabral Sobrinho, em São Lourenço (Primeira Rodada), Guilherme Gripp, em Amparo (Segunda Rodada), João Mendes da Silva, em São Pedro da Serra (Terceira Rodada) e Jove Aguinaldo Blaudt, também no 7º distrito (Quarta Rodada).

De acordo com o regulamento da Supercopa SAF, os jogos acontecerão em turno único, com as equipes dos grupos enfrentando adversários da outra chave. A competição contará ainda com uma fase decisiva (semifinal e final).

 

Tabela da Primeira Fase

1ª RODADA

Domingo (15 de junho)

Local: Estádio Manoel Cabral Sobrinho - São Lourenço

Unidos do Alto 3x1 Santa Cruz

Amparo 3x3 JDA                    

Friburgo Sporting 1x1 São Pedro   

Estrela do Mar 0x1 São Lourenço

 

2ª RODADA

Domingo (22 de junho)

Local: Estádio Guilherme Gripp - Amparo

Friburgo Sporting 3x3 Estrela do Mar

São Pedro 0x1 JDA

Santa Cruz 2x2 São Lourenço

Amparo 0x3 Unidos do Alto

 

3ª RODADA

Domingo (29 de junho)

Local: Estádio João Mendes da Silva - São Pedro

09h - São Lourenço x Amparo

10h45min - Santa Cruz x Friburgo Sporting

12h45min - Estrela do Mar x JDA

14h45min - São Pedro x Unidos do Alto

 

4ª RODADA

Domingo (6 de julho)

Local: Estádio Jove Aguinaldo Blaudt - Estrela do Mar

09h - São Lourenço x São Pedro

10h45min - JDA x Santa Cruz

12h45min - Amparo x Friburgo Sporting

14h45min - Estrela do Mar x Unidos do Alto

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    Estrela e Friburgo Sporting fizeram duelo de seis gols, com um ponto para cada lado (Créditos: Rafael Seabra)

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    Primeira vitória na Supercopa foi conquistada com autoridade, diante do São Pedro (Créditos: Rafael Seabra)

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    Santa Cruz e São Lourenço fizeram jogo equilibrado, resultado em empate (Créditos: Rafael Seabra)

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    Unidos do Alto buscou a segunda vitória seguida, diante dos donos da casa (Créditos: Rafael Seabra)

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Cristo, resposta à fome do homem

terça-feira, 24 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Queridos irmãos e irmãs, é bom estar com Jesus. Confirma-o o Evangelho proclamado na Santa Missa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Ele nos conta que as multidões ficavam horas e horas com Jesus, que falava do Reino de Deus e curava os doentes (cf. Lc 9, 11). A compaixão de Jesus pelos sofredores manifesta a amorosa proximidade de Deus, que vem ao mundo para nos salvar. Quando Deus reina, o homem é liberto de todo o mal. No entanto, a hora da prova chega também para aqueles que recebem de Jesus a boa nova.

Queridos irmãos e irmãs, é bom estar com Jesus. Confirma-o o Evangelho proclamado na Santa Missa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Ele nos conta que as multidões ficavam horas e horas com Jesus, que falava do Reino de Deus e curava os doentes (cf. Lc 9, 11). A compaixão de Jesus pelos sofredores manifesta a amorosa proximidade de Deus, que vem ao mundo para nos salvar. Quando Deus reina, o homem é liberto de todo o mal. No entanto, a hora da prova chega também para aqueles que recebem de Jesus a boa nova. Naquele lugar deserto, onde as multidões ouviram o Mestre, cai a noite e não há nada para comer (cf. v. 12). A fome do povo e o pôr do sol são sinais de um limite que paira sobre o mundo e sobre cada criatura: o dia termina, assim como a vida dos homens. É nesta hora, no tempo da indigência e das sombras, que Jesus permanece entre nós.

Justamente quando o Sol se põe e a fome aumenta, enquanto os próprios apóstolos pedem para despedir a multidão, Cristo surpreende-nos com a sua misericórdia. Ele tem compaixão do povo faminto e convida os seus discípulos a cuidar dele: a fome não é uma necessidade alheia ao anúncio do Reino e ao testemunho da salvação. Pelo contrário, esta fome diz respeito à nossa relação com Deus. Cinco pães e dois peixes, no entanto, não parecem suficientes para alimentar o povo: aparentemente razoáveis, os cálculos dos discípulos evidenciam, em vez disso, a sua falta de fé. Porque, na realidade, com Jesus há tudo o que é necessário para dar força e sentido à nossa vida.

Perante o brado da fome, Ele responde com o sinal da partilha: levanta os olhos, pronuncia a bênção, parte o pão e dá de comer a todos os presentes (cf. v. 16). Os gestos do Senhor não inauguram um complexo ritual mágico, mas testemunham com simplicidade a gratidão para com o Pai, a oração filial de Cristo e a comunhão fraterna que o Espírito Santo sustenta. Para multiplicar os pães e os peixes, Jesus divide os poucos que há, e assim mesmo são suficientes para todos, e ainda sobram. Depois de terem comido – e terem comido até ficarem saciados –, recolheram doze cestos (cf. v. 17).

Esta é a lógica que salva o povo faminto: Jesus age segundo o estilo de Deus, ensinando a fazer o mesmo. Hoje, no lugar das multidões recordadas no Evangelho estão povos inteiros, humilhados pela ganância alheia mais ainda do que pela própria fome. Diante da miséria de muitos, a acumulação de poucos é sinal de uma soberba indiferente, que produz dor e injustiça. Em vez de partilhar, a opulência desperdiça os frutos da terra e do trabalho do homem. Especialmente neste ano jubilar, o exemplo do Senhor continua a ser para nós um critério urgente de ação e serviço: partilhar o pão, para multiplicar a esperança, proclama o advento do Reino de Deus.

Ao salvar as multidões da fome, Jesus anuncia que salvará todos da morte. Este é o mistério da fé, que celebramos no sacramento da Eucaristia. Assim como a fome é sinal da nossa radical indigência de vida, assim também partir o pão é sinal do dom divino de salvação.

Caríssimos, Cristo é a resposta de Deus à fome do homem, porque o seu corpo é o pão da vida eterna: tomai todos e comei! O convite de Jesus abrange a nossa experiência quotidiana: para viver, precisamos nos alimentar da vida, tirando-a das plantas e dos animais. No entanto, comer algo morto lembra-nos que, por mais que comamos, também nós morreremos. Porém, quando nos alimentamos de Jesus, pão vivo e verdadeiro, vivemos por Ele. Oferecendo-se totalmente, o Crucificado Ressuscitado entrega-se a nós, que assim descobrimos que fomos feitos para nos alimentarmos de Deus.

A nossa natureza faminta traz o sinal de uma indigência que é saciada pela graça da Eucaristia. Como escreve Santo Agostinho, Cristo é verdadeiramente «panis qui reficit, et non deficit; panis qui sumi potest, consumi non potest» (Sermo 130, 2): um pão que alimenta e não falta; um pão que se pode comer, mas não se esgota. Com efeito, a Eucaristia é a presença verdadeira, real e substancial do Salvador (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1413), que transforma o pão em si mesmo, para nos transformar n’Ele. O Corpus Domini, vivo e vivificante, torna-nos a nós, isto é, a própria Igreja, corpo do Senhor.

Portanto, segundo as palavras do apóstolo Paulo (cf. 1 Cor 10, 17), o Concílio Vaticano II ensina que «pelo sacramento do pão eucarístico, ao mesmo tempo é representada e se realiza a unidade dos fiéis, que constituem um só corpo em Cristo. Todos os homens são chamados a esta união com Cristo, luz do mundo, do qual vimos, por quem vivemos, e para o qual caminhamos» (Const. dogm. Lumen Gentium, 3). A procissão desta solenidade é sinal deste caminho. Juntos, pastores e rebanho, alimentamo-nos do Santíssimo Sacramento, adoramo-lo e levamo-lo pelas ruas. Ao fazê-lo, apresentamo-lo ao olhar, à consciência e ao coração das pessoas: ao coração de quem acredita, para que acredite mais firmemente; ao coração de quem não acredita, para que se interrogue sobre a fome que temos na alma e sobre o pão que a pode saciar.

Restaurados pelo alimento que Deus nos dá, levemos Jesus ao coração de todos, porque Jesus a todos envolve na obra da salvação, convidando cada um a participar da sua mesa. Felizes os convidados, que se tornam testemunhas deste amor!

Homilia do Papa Leão XIV, Santa Missa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo celebrada na Basílica de São João de Latrão, última quinta-feira, 19

Fonte: Vatican News

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A nossa língua, nosso bem maior

terça-feira, 24 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

E a gente acorda, vai falando porta afora e escutando o blá-blá-blá quotidiano, vai trabalhando, estudando e discursando, vai lendo e escrevendo, fazendo declarações de amor e tanto mais, sem pensar que estamos inseridos na vida através da língua, o nosso português. Que não é somente falado no Brasil, mas em mais outros países, como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Até na China, na Região Administrativa de Macau.

E a gente acorda, vai falando porta afora e escutando o blá-blá-blá quotidiano, vai trabalhando, estudando e discursando, vai lendo e escrevendo, fazendo declarações de amor e tanto mais, sem pensar que estamos inseridos na vida através da língua, o nosso português. Que não é somente falado no Brasil, mas em mais outros países, como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Até na China, na Região Administrativa de Macau.

Sim. No Brasil, o português é o nosso bem maior. “Quem não se comunica, se trumbica”, ditado popular que expressa: quem não domina a sua língua tem dificuldades de interagir e está cercado de limitações.

Mas quem sabe sobre a nossa língua? Ora, pois sim, o português veio de longe, veio além-mar, que se originou no latim vulgar, falado pelas classes populares do antigo Império Romano. O latim foi a base para a formação de vários idiomas, como o português, o espanhol, o italiano, o francês e o romeno, que em seu conjunto são chamados de romance ou romanço. Também pertencem a esse grupo o catalão, o galego, o sardo e o romanche (falado na Suíça).

Conversando com uma amiga e poetisa a respeito, constatei que falar bem o português é uma dignidade para o brasileiro. A comunicação, verbal e escrita, é o nosso maior patrimônio pessoal e cultural. Perde-se a noção de tempo ao escutar uma pessoa falando bem o português como Mia Couto, cujo conhecimento da língua e fluência são tão profundos, que ele fala com simplicidade, possibilitando a compreensão daqueles que o ouvem.

O domínio da língua pátria é uma das mais complexas capacidades cognitivas que construímos ao longo de toda uma vida, começando na convivência com a família, amigos e com uma infinidade de pessoas com quem trocamos afetos, ideias e informações, com os processos de aprendizagem e com a leitura, que seja em livros, revistas, jornais, filmes etc. Quem chega aos cem anos, de certo, ainda vai aprender o português. Que seja, ao menos, uma gíria, um modo de construir frases e de se expressar com mais clareza.

A comunicação é a maior prioridade que temos para sobreviver no quotidiano, expandir capacidades, inclusive, dominar áreas do conhecimento exato, como, por exemplo, a física e a matemática.

Soube que Guimarães Rosa valorizava o estudo de línguas, como português, alemão, francês, espanhol, italiano, russo, sueco, holandês, latim e grego porque, através das quais, ele poderia conhecer melhor a própria língua, a portuguesa. Foi tal domínio que o permitiu escrever “Grande Sertão: Veredas”, repletos de palavras criadas por ele, os famosos neologismos, como “ensimesmudo”, descreviver, velhouco.

O universo virtual reverte os valores da língua. Hoje, tem-se a utilizado com tantas abreviações e substituições por imagens que reúnem múltiplos sentidos, que sua riqueza e beleza têm sido prejudicadas. O pior, a qualidade da comunicação e de expressão estão se apequenando. O emprego do “OK” guarda significados valiosos que ficam nas esferas subliminares, às vezes, pouco percebidas.  

Nossa língua é tão linda... Deveria ser admirada como uma estrela guia.

Cada vez mais, usa-se o português de qualquer forma e modo descuidado. De certo, é uma língua que exige conhecimentos aprofundados por quem a escreve, lê, fala e ouve decorrentes da sua ortografia, morfologia, gramática, sintática e semântica. Não é por menos que a grade curricular prevê o ensino da Língua Portuguesa em, pelo menos, 12 anos da escolaridade. 

Habitamos na língua materna, a casa que nos faz humanos e ser o que somos: brasileiros!

“Natureza é divina, e ela não é divina...

Se falo dela como um ente

É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens

Que dá personalidade às cousas,

E impõe nome às cousas.”

Fernando Pessoa

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Os desafios de educar o consumidor sobre o valor dos produtos sustentáveis

terça-feira, 24 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável!

Em um mundo que clama por práticas mais responsáveis com o meio ambiente e com as pessoas, os produtos sustentáveis têm ganhado espaço — ainda que de forma tímida — nas prateleiras físicas e digitais. No entanto, um dos maiores entraves para sua consolidação no mercado está na educação do consumidor, que muitas vezes desconhece o valor real por trás desses produtos e os compara, de forma injusta, com versões convencionais mais baratas.

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável!

Em um mundo que clama por práticas mais responsáveis com o meio ambiente e com as pessoas, os produtos sustentáveis têm ganhado espaço — ainda que de forma tímida — nas prateleiras físicas e digitais. No entanto, um dos maiores entraves para sua consolidação no mercado está na educação do consumidor, que muitas vezes desconhece o valor real por trás desses produtos e os compara, de forma injusta, com versões convencionais mais baratas.

Para quem empreende com propósito, o desafio vai além da produção ecológica: é preciso investir pesado em comunicação, qualificação da equipe, conhecimento profundo do mercado e estratégias de marketing eficazes para traduzir esse valor ao público. Explicar que um tecido reciclado evita toneladas de resíduos têxteis em aterros, que uma embalagem biodegradável reduz impactos no oceano, ou que um brinde ecológico carrega uma cadeia produtiva socialmente justa — tudo isso exige tempo, recursos e constância na narrativa.

“Muitas vezes, o cliente olha apenas o preço final sem compreender o processo envolvido, que é mais complexo e custoso que o da produção tradicional”, explica Adriana Santos, empresária da área de moda sustentável. Segundo ela, educar o consumidor é parte essencial do negócio, mas também uma missão diária exaustiva. “Temos que formar um novo olhar. Mostrar que preço e valor são coisas diferentes.”

O consumidor consciente, quando bem-informado, está mais disposto a pagar um pouco mais por produtos alinhados com seus valores. Contudo, essa disposição vem acompanhada de um senso crítico mais aguçado, principalmente diante do aumento do greenwashing — quando marcas se apropriam indevidamente do discurso sustentável apenas como ferramenta de marketing, sem práticas reais que o sustentem. Esse tipo de conduta gera desconfiança generalizada e prejudica inclusive quem trabalha de forma séria e transparente no setor.

Além de educar, o empreendedor precisa conquistar a confiança do cliente e provar, com evidências, o impacto positivo que se entrega. É um trabalho de base, que começa na origem do produto e vai até o atendimento ao cliente. Diante desse cenário, empreender de forma sustentável exige não apenas criatividade e inovação, mas resiliência para enfrentar um mercado ainda em transformação. E quanto mais consumidores forem educados e conscientes, maior será o espaço para marcas que verdadeiramente fazem a diferença. Porque, no fim, sustentabilidade também é sobre escolhas — e escolher bem começa com informação.

Tudo verde sempre!

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A VOZ DA SERRA é uma fonte de memórias e surpresas

terça-feira, 24 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        O inverno chegou! Eu tento ser tolerante. Procuro me contentar com as coisas boas: dias ensolarados, cerejeiras floridas, pocãs docinhas, sopas, caldos e o irresistível chocolate quente. Fora isso, o banho é um ato de heroísmo, a cama fica gelada; quando ela esquenta, está na hora de se levantar. Mas tudo passa e o inverno também.

        O inverno chegou! Eu tento ser tolerante. Procuro me contentar com as coisas boas: dias ensolarados, cerejeiras floridas, pocãs docinhas, sopas, caldos e o irresistível chocolate quente. Fora isso, o banho é um ato de heroísmo, a cama fica gelada; quando ela esquenta, está na hora de se levantar. Mas tudo passa e o inverno também.

        A sorte é que Nova Friburgo tem belezas naturais e apresenta cenários imperdíveis. O Caderno Z nos trouxe um guia completo para a “alta temporada fluminense”. A começar pelo Pico do Caledônia, com sua robusta imponência, o conjunto rochoso forma uma cordilheira deslumbrante. Não é só lindo de se apreciar. É uma beleza que pode ser tocada, escalada, na prática do montanhismo. Ana Borges não economizou provocações. A pedra, conhecida também como Pico Maior, possui 2.257m de altitude, “o segundo maior da Serra do Mar e o cume pode ser alcançado por uma escadaria com 632 degraus ou por trilha”. A vista é deslumbrante. Avista-se a Baía de Guanabara e até uma parte da cidade do Rio de Janeiro, Região Serrana e dos Lagos, em dias claros. O local recebe visitantes. Já foram registrados mais de 500 turistas em um só fim de semana.

        O Parque Estadual dos Três Picos é outro atrativo imperdível. Sua extensão abrange Cachoeira de Macacu, Teresópolis, Silva Jardim, Guapimirim e Nova Friburgo. Toda a região oferece um percurso lindo. Em abril passado, fui fazer uma palestra na Escola Municipal Rei Alberto I, onde tudo é encantamento. Do pátio, avista-se o conjunto rochoso, mas não tive sorte de fotografá-lo, pois o dia todo ficou encoberto por nuvens. Mesmo assim, foi emocionante estar no ambiente e tão perto dos Três Picos.

        São tantas emoções envolvendo as nossas montanhas que me lembro da trova de Rodolpho Abbud: “Nas majestosas colinas / de Friburgo, reina o amor: / na Olaria, as Catarinas namoram o Imperador!”. E esse namoro possui testemunhas nos quatro cantos da cidade, como o Cão Sentado e o Chapéu da Bruxa. E toda essa formação rochosa faz com que a nossa cidade continue sendo a “princesa dos órgãos gentil, maravilhosamente descrita no Hino de Nova Friburgo. E com tanta beleza assim, temos a responsabilidade com o turismo sustentável, aproveitando essas delícias, mas consciente de nosso dever de preservação do patrimônio ambiental. E a charge de Silvério, sempre antenada, nos traz a estátua do inverno com um alerta: “Não Solte Balões!” – Qualquer que seja o balão, não é seguro. A segurança vale muito mais do que a pura diversão.

        Paula Farsoun disse tudo de bom em “curtir o inverno”, propondo outra lente: “E se, em vez de resistir, a gente acolhesse o inverno? E se, em vez de sobreviver a ele, a gente acolhesse o inverno?” - É isso, amiga, que eu tento fazer, buscando as qualidades do frio.

        Lucas Barros foi “Além das Montanhas” em suas considerações sobre “Israel, Irã, o prefeito e Friburgo”. Parabéns! Nós somos afetados, sim, mesmo distantes. Quanto ao nosso prefeito que, na “ironia do destino”, foi aprender sobre segurança em Israel, eu me lembrei de uma música de Gilberto Gil: “O melhor lugar do mundo é aqui e agora...”.

        Celebramos no dia 19, o Dia do Cinema Nacional, data escolhida para homenagear a primeira exibição de um filme brasileiro em 19 de junho de 1898, quando o cineasta italiano, Afonso Segreto registrou imagens da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. São passados 127 anos e “ainda estamos aqui” apaixonados pela sétima arte.       

        Em “Há 50 Anos”, registrou-se o convite para a instalação do Pronaos Rosacruz Nova Friburgo – Amorc, no dia 29 de julho de 1975, à Rua Mac Niven, 61. Diz a nota: “Visando o estudo e a evolução da raça humana, baseada em princípios elevados, sendo uma entidade fraternal...”. Seria, então, “devidamente autorizada pela Grande Loja do Brasil, a efetivação de um corpo subordinado da Amorc, depois de satisfeitas as condições estabelecidas pela Ordem Rosacruz”. Sendo uma estudante rosacruz, muito me honra comentar essa notícia, já que estamos, neste ano de 2025, festejando o cinquentenário dessa memorável instalação em Nova Friburgo. “Paz Profunda”!

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​Israel, Irã, o prefeito e Friburgo

quinta-feira, 19 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Embora a ironia do destino tenha levado o prefeito de Nova Friburgo a viajar para Israel em busca de soluções para a segurança, o mandatário acabou tendo que retornar às pressas, fugindo da insegurança que vive aquele país, que entrou em uma nova guerra – o que embora parecesse óbvio para muitos, não pareceu aos prefeitos brasileiros.

Embora a ironia do destino tenha levado o prefeito de Nova Friburgo a viajar para Israel em busca de soluções para a segurança, o mandatário acabou tendo que retornar às pressas, fugindo da insegurança que vive aquele país, que entrou em uma nova guerra – o que embora parecesse óbvio para muitos, não pareceu aos prefeitos brasileiros.

No entanto, o conflito entre Irã e Israel pode influenciar muito mais a vida do friburguense do que apenas acompanhar notícias de soldados, explosões, sirenes distantes ou as centenas de publicações realizadas no Instagram do prefeito sobre os riscos da sua viagem em busca de soluções de segurança.

Não é preciso ser especialista em política internacional para perceber que a tensão crescente entre Israel e Irã interfere em muito mais do que manchetes de jornal. Ela chega, por exemplo, ao posto de gasolina da esquina, ao carrinho de compras do mercado e à realidade de agricultores e empreendedores da serra fluminense.

As consequências dessas tensões internacionais chegam silenciosamente ao nosso cotidiano, afetando preços, o abastecimento de produtos essenciais e até mesmo a economia local. É um lembrete de que, mesmo vivendo entre montanhas, estamos conectados a um mundo cada vez mais interdependente e vulnerável às crises globais.

Guerra em Israel e seus possíveis desdobramentos

Israel bombardeou o Irã na sexta-feira, 13. O ataque ocorreu no mesmo dia em que as tropas israelenses completavam 616 dias de guerra ininterrupta contra a Faixa de Gaza. Essas duas ações foram intercaladas por bombardeios israelenses contra o sul do Líbano, a Síria e o Iêmen nos últimos meses.

Note que no espaço de um parágrafo, cinco países foram citados – Israel, Líbano, Síria, Iêmen e Irã – além de um território, Gaza, que muita gente sequer sabe dizer que status possui. Não é à toa que é difícil entender o que acontece; a situação é mesmo complicada e tende a se escalar para um nível ainda maior.

Nesse tabuleiro tenso, os Estados Unidos e a China desempenham papéis centrais. Washington é o principal aliado de Israel e tem enviado armamentos, recursos e apoio diplomático desde o início das hostilidades. Ao mesmo tempo, busca conter o envolvimento direto do Irã, para evitar um conflito regional de larga escala que comprometa seus interesses econômicos e estratégicos.

Já a China, que mantém boas relações com Teerã, adota uma postura de cautela — mas claramente busca aproveitar a crise para se firmar como mediadora e reforçar sua presença na diplomacia do petróleo. A disputa entre as duas potências por influência global, somada à instabilidade no Oriente Médio, gera um efeito dominó que chega rapidamente aos mercados de energia, de commodities agrícolas e às rotas marítimas de abastecimento.

Com a alta dos combustíveis, o encarecimento dos alimentos e a valorização do dólar, quem sentirá primeiro o impacto é o consumidor comum — inclusive aquele que abastece seu carro, faz feira e compra gás de cozinha em Nova Friburgo. O mundo, afinal, já não é feito de ilhas.

Além disso, não é exagero afirmar: desde 1991, o mundo não esteve tão perto de uma nova grande guerra. Disputas territoriais, alianças militares instáveis e o envolvimento de potências nucleares, e os EUA ficando para trás na economia, criam um cenário alarmante.

Inflação sobe

O Brasil, embora produtor de petróleo, ainda depende totalmente do mercado internacional para definir o preço dos combustíveis, especialmente, do Oriente Médio – um dos maiores fornecedores do país. Isso significa que, a cada míssil disparado no Oriente Médio, o friburguense sentirá o impacto no momento de abastecer.

Como o custo do transporte influencia toda a cadeia de abastecimento, o aumento no preço do diesel e da gasolina, por exemplo, se reflete também no frete de alimentos, no gás de cozinha, no material escolar e até no pão francês. Ou seja, é inerente que tenhamos um aumento da inflação nos próximos meses.

Vendas da região caem

O setor têxtil de Nova Friburgo, já pressionado por altos custos de produção, pode enfrentar ainda mais dificuldades diante da instabilidade internacional. A elevação no preço dos combustíveis e o encarecimento da energia impactam diretamente na fabricação e no transporte. Além disso, mercados compradores no exterior tendem a retrair pedidos em momentos de incerteza. Isso afeta não só a indústria, mas também o comércio e os empregos locais.

O polo metal mecânico, por sua vez, também não sai ileso. A importação de insumos encarece com o dólar alto e os gargalos logísticos, prejudicando a cadeia de produção. Muitas empresas trabalham sob demanda e sofrem com prazos mais longos e margens mais apertadas. O efeito é em cadeia: menos produção, menos faturamento, menos renda circulando na cidade.

Friburgo, o Brasil e o mundo

Pensar que Nova Friburgo está distante demais para ser afetada pelos conflitos entre Israel e Irã é uma ilusão confortável. Os impactos são indiretos, mas contínuos. Eles atravessam o posto de combustíveis, o supermercado, a roça, o terminal urbano e, sim, o gabinete do prefeito.

Reconhecer essas conexões é o primeiro passo para exigir políticas públicas mais preparadas para lidar com um mundo interdependente. Porque as montanhas podem até nos proteger das tempestades de verão, mas não nos isolam das turbulências globais.

 

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Violência feminina

quinta-feira, 19 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Viu na mídia algo sobre violência feminina contra homens? Não são só homens frágeis vítimas de agressão feminina. Mulheres agressivas dão socos, pontapés nos testículos, beliscões, agridem o homem com ele dirigindo um veículo. Ele se defende bloqueando golpes, porque sabe que se revidassem iriam ferir a agressora.

Viu na mídia algo sobre violência feminina contra homens? Não são só homens frágeis vítimas de agressão feminina. Mulheres agressivas dão socos, pontapés nos testículos, beliscões, agridem o homem com ele dirigindo um veículo. Ele se defende bloqueando golpes, porque sabe que se revidassem iriam ferir a agressora.

Há argumentos de que o abusador é maior e mais forte, e a vítima é menor e mais fraca. Alguém de 1,60 de altura, violenta e raivosa pode causar mais dano em alguém de 1,80 de altura não violento. A abusadora não precisa ser grande ou forte para jogar um facão, chicotear, picotar a roupa, chamar a polícia mentindo que está sendo abusada. Mulheres disparam tiros de arma de fogo em homens, agridem com objetos pesados, quebrando o braço dele, jogam o carro contra eles, esfaqueiam.

Mulheres usam violência só em autodefesa? Não. Homens atacados por mulheres agressivas contam: “Liguei meu carro, ela colocou o bebê no chão da garagem onde eu não o podia ver, e não podia sair.” “Ela usou cocaína e me esfaqueou na barriga. Não denunciei porque não queria ver a mãe de meus filhos presa”.

Homens vítimas de mulheres abusivas ficam no lar para proteger os filhos da mãe cruel, e porque ela promete mudar e procurar ajuda para o descontrole dela; eles a amam, eles querem ficar com ela, mas sem os abusos. Existem delegacias para crianças, adolescentes e mulheres adultas. Você conhece em nosso país alguma Delegacia do Homem? Mesmo em número muito menor, homens também são violentados por mulheres agressivas no Brasil e no mundo.

Coline Cardi e Geneviève Pruvost no texto “O controle social das mulheres violentas”, citam que o primeiro trabalho científico que ousou combinar o estudo da violência contra mulheres e produzida por elas, foi feito por A. Farge e C. Dauphin. Coline, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas na Universidade Paris-VIII, e Pruvost, socióloga do Centro de Pesquisa Sociológica em Direito e Instituições Penais, citam Marie-Élisabeth Handman, antropóloga: “… é necessário dizer que as mulheres não são menos violentas que os homens; simplesmente as causas da violência delas e as formas que elas assumem são usualmente diferentes daquelas dos homens e que o exercício de sua [das mulheres] violência cai dentro das margens deixadas para elas pelos homens.” (Marie-Élisabeth Handman, (Handman, 2003, 73).

Em “Mulheres e Práticas Violentas: Silêncio e Desvelamentos”, do Seminário Internacional Fazendo Gênero, Univ. Fed. de Santa Catarina, Florian., 2013, Claudia Priori, da Universidade Estadual do Paraná, cita Elizabeth Badinter: “[...] do lado feminista, o assunto é tabu. Permanece impensável e impensado tudo aquilo que diminui o alcance do conceito de dominação masculina e da imagem das mulheres vítimas. Quando se fala disso, é sempre da mesma maneira: primeiro, a violência feminina é insignificante; segundo, é sempre uma resposta à violência masculina; por último, essa violência é legítima.” (UFSC 2013), cita Elizabeth Badinter, Rumo Equivocado, O feminismo e alguns destinos, Editora Civilização Brasileira, 2005.

C. Priori afirma: “A ideologia dominante nos discursos e representações é a de uma feminilidade passiva e amistosa em oposição a uma masculinidade ativa e violenta. Um dualismo que coloca a mulher sempre como vítima e o homem sempre como o agressor, o algoz.” www.fazendogenero.ufsc.br/10/resources/anais/20/1384359615_ARQUIVO_ClaudiaPriori.pdf.

“Se queremos que nossa cultura reconheça a capacidade das mulheres para liderança e competição, é hipocrisia negar e minimizar a capacidade das mulheres para a agressão e mesmo maldade. ...É tempo de ver as mulheres como completamente humanas – o que inclui o lado negro da humanidade.”

Cathy Young, “The Surprising Truth About Women and Violence”, [“A Supreendente Verdade Sobre Mulheres e Violência”], Time 25 Junho 2014 http://time.com/2921491/hope-solo-women-violence.

Provérbios 27:15 diz: “O gotejar constante e ruidoso num dia de chuva e uma mulher implicadora [rixosa] têm muito em comum. Conter uma pessoa assim? Seria mais fácil reter o vento ou apanhar um objeto liso com as mãos cheias de óleo.” (versão “O Livro”).

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Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com

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Publicidade volante: licenciamento só vai até 31 de dezembro

quinta-feira, 19 de junho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 21 e 22 de junho de 1975

Manchetes:

Projeto assinado: publicidade volante até 31 de dezembro - Foi assinado na última terça-feira o projeto que irá proibir o licenciamento e a propaganda volante no município de Nova Friburgo, a partir de 31 de dezembro de 1975. A deliberação 1.254 se encontrava na prefeitura para sanção. O prazo foi ultrapassado. A matéria pendente retornou à Câmara Municipal, onde segundo a Constituição Estadual foi assinada pelo presidente Manoel Carneiro Menezes.

Edição de 21 e 22 de junho de 1975

Manchetes:

Projeto assinado: publicidade volante até 31 de dezembro - Foi assinado na última terça-feira o projeto que irá proibir o licenciamento e a propaganda volante no município de Nova Friburgo, a partir de 31 de dezembro de 1975. A deliberação 1.254 se encontrava na prefeitura para sanção. O prazo foi ultrapassado. A matéria pendente retornou à Câmara Municipal, onde segundo a Constituição Estadual foi assinada pelo presidente Manoel Carneiro Menezes.

Lei contra a poluição sonora: registra-se para a história – No último dia 17, o sr. Manoel Carneiro de Menezes, na condição de presidente da Câmara de Vereadores de Nova Friburgo, promulgou a deliberação 1.254, que proíbe o licenciamento e propaganda volante na cidade. Essa deliberação, promulgada pelo sr. presidente da Câmara Municipal, pede, como justiça, que passe a ser conhecida, daqui para frente, como Lei Geraldo Pinheiro, em homenagem ao vereador que, com sensibilidade, sentiu a revolta popular contra a poluição sonora e conseguiu vedá-la por força de lei. Nossas felicitações ao vereador Geraldo Pinheiro, um lutador. Parabéns ao sr. Manoel Carneiro Menezes, um promulgado.

Rosacruzes Visando o estudo e a evolução da raça humana, baseada em princípios elevados sendo uma entidade fraternal e milenar, está sendo anunciada a instalação Pronaos Nova Friburgo - Amorc Rosacruzes em nossa cidade, no dia 29 de julho, na Rua Mac Niven, 61. Segundo nota distribuída pela entidade, “depois de satisfeitas as condições estabelecidas pela Ordem Rosacruz Amorc, para a criação de um dos seus Corpos Subordinados, é um motivo de grande alegria, por parte dos membros designados pela Grande Loja no Brasil”.

Blitz do gás O sr. Manoel Gonçalves, da equipe da Associação Brasileira de Distribuidora de Gás Liquefeito, anunciou a realização de seguidas blitzes no município, tentando pôr fim ao comércio clandestino de venda de gás em Friburgo. Ele afirmou à reportagem de A VOZ DA SERRA que as blitzes são feitas em concordância com a Polícia Civil. Em Friburgo, há cerca de 120 postos clandestinos de venda de gás. Os postos existem pela oportunidade de financiamento do garrafão feito ao comprador que não possui dinheiro para pagar o gás à vista na concessionária.

Padre condenado – O Supremo Tribunal Militar, em Brasília, condenou o padre Gerson da Conceição, que é acusado de tentar a derrubada do governo através da luta armada e ação violenta. Padre Gerson pregava em uma paróquia de Friburgo. O STM resolveu que camponeses comprometidos, que teriam tido inocentemente arrastados pelas intenções do sacerdote, ouviram a pregação apenas na qualidade de fiéis em favor da reforma agrária.

Câmara libera Ítalo para viagem à Alemanha - A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou, por unanimidade, a liberação do sr. Ítalo Spinelli, do cargo de vice-prefeito, no período de 40 dias. O sr. Ítalo viajará à Alemanha aceitando uma bolsa de estudos cedida por um órgão cultural daquele país. O cargo de vice-prefeito ficará vago. Os vereadores elogiaram a viagem do sr. Ítalo acentuando que ela resultará em grandes benefícios culturais para Friburgo. Também ainda não foi anunciado um substituto para a chefia do SAAE (Serviço Autônomo de Águas e Esgotos). 

Posicionamento do vereador Bento Ferreira – Depois de elogiar o sr. Ítalo Spinelli, o vereador Bento Ferreira lamentou que “somente doutores” conseguem este tipo de viagem e que os vereadores só servem para angariar votos para o prefeito. Em discurso, Bento pediu para que, na próxima houvesse oportunidade para quem não é doutor. O vereador Alencar Barroso, por sua vez, desejou boa viagem ao vice-prefeito, e afirmou que atua na política há mais de 30 anos e nunca foi convidado para nada.

José Carlos Schuenck - Presidente da Arena - O diretório local da Arena, como chapa única, receberá uma total transformação em Friburgo. São membros do diretório: João Carlos Schuenck, Mário Dutra de Castro, Francisco Fernandes, Francisco Cantelmo, Benício Valladares, Jofre Ferreira da Costa, Joel Heringer, Hélio Francisco e Nelson Spitz. A eleição da comissão executiva está marcada cinco dias após a posse do Diretório Local.

E mais: 

Em Salinas, dois assassinatos – Morreram assassinados Walnei Francisco Brantes e José Manoel Rodrigues, vítimas de disparos por arma de fogo efetuados por Jair Fernandes Ribeiro. O motivo do crime prende-se a uma discussão que envolveu os três. O assassinato ocorreu próximo ao Armazém de Josá Antunes Nogueira, em Salinas.

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Leila Elias, João Batista, Anchises Werneck, George Henze e Edir Carestiato (21); Kátia Rocha, Homero Caputo, Worther Almeida e Maria Carolina (22); Silvio Alberto, Yone Chevrand, Ítalo Sérgio e Friedrich Schlupp (23); João Batista, João Pimentel e João Côrtes (24), Gilberto Filho e Edith Cardinalli (26); João Henriques e Ernesto Victor (27).

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

Foto da galeria
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