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Pecamos num bom atendimento ao cliente

quarta-feira, 19 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Quem nunca foi a um estabelecimento - seja uma loja, uma confecção ou um restaurante - e apesar de gostar dos produtos, passou pela frustração de não ser bem atendido? A demora do atendimento, burocracia ou a rispidez de um atendente em lidar com um cliente, estão entre as principais queixas dos consumidores.

Quem nunca foi a um estabelecimento - seja uma loja, uma confecção ou um restaurante - e apesar de gostar dos produtos, passou pela frustração de não ser bem atendido? A demora do atendimento, burocracia ou a rispidez de um atendente em lidar com um cliente, estão entre as principais queixas dos consumidores.

Certamente você e muitas outras pessoas já viveram, na pele, essa desconfortável situação. Nas repartições públicas, engolimos a seco e parece não termos com quem reclamar. Já nos estabelecimentos privados, chegamos ao ponto de prometermos para nós mesmos que nunca mais pisaríamos naquele local. Afinal, como uma cidade com forte potencial turístico, porque precisamos tanto ouvir o que os nossos consumidores tem a nos dizer?

 

A primeira impressão é a que fica

Para produzirmos a primeira impressão sobre algo, levamos entre 30 segundos a três minutos, formando uma opinião duradoura no nosso cérebro. Esta estatística varia, tornando curto o espaço de tempo para conquista do consumidor e a formação de uma clientela fiel, um difícil objetivo.

Todos nós gostamos de ser bem atendidos, e quem não gosta, que jogue a primeira pedra. De acordo com um levantamento que ouviu mais de mil brasileiros nas principais capitais do país, há somente uma certeza: ao comprar um produto, o bom atendimento é mais importante do que o preço ou a qualidade.

A pesquisa, aponta: 61% dos entrevistados afirmam que ser bem atendido é o fator principal quando consomem. Apenas 26% se preocupam primeiro com a qualidade; 24% compram de acordo com a imagem da empresa no mercado e 12% acham o preço importante na hora de decidir o que comprar.

Afastar um cliente insatisfeito, nunca é uma boa alternativa para o negócio. Afinal, como diria o ditado: a primeira impressão é sempre a que fica. A grande virada de chave é quando percebemos que não atendemos somente o consumidor local, mas também, o turista que visita a nossa cidade pela primeira vez.

 

Bom atendimento é vital ao turista

Pense na seguinte situação: é muito bom, por exemplo, quando o cliente chega em um restaurante em que o garçom já o conhece pelo nome, sabe o tira-gosto que ele irá escolher, a bebida preferida. Você, certamente, já deve ter passado por estabelecimentos desse tipo, em algum momento, não é mesmo?

Essa postura gera pertencimento, acolhimento. Prova disso é que em muitos restaurantes existem os chamados ‘clientes cativos’. Estes são, até mesmo, peças importantes da história do lugar. Afinal, todo mundo sabe que é muito mais barato cultivar um cliente antigo do que conseguir um novo.

Percebemos que se torna praticamente impossível ignorar a figura do garçom, afinal estes são a face do restaurante, já que estão na linha de frente da casa. Contudo, quando um cliente novo é mal atendido, cria-se um “pré-conceito”, sem que muitas vezes, o prato especial do chef sequer tenha sido experimentado.

Com a gestão do turismo em nossa cidade, a realidade também não deveria ser diferente. Afinal, quando um visitante não recebe um bom atendimento, seja em hotéis, lojas de lingerie localizadas nos pontos turísticos de nossa cidade, infelizmente, não será só o estabelecimento que sairá prejudicado. Mas sim, todo o turismo da cidade.

É muito importante que entendamos que os turistas são clientes da cidade. Eles buscam boas experiências, seja no simples ato de andar na rua e ver a beleza da cidade ou percorrendo grandes distâncias para comprar em lojas localizadas nos pontos turísticos.

Nova Friburgo não está se preparando para proporcionar uma experiência diferenciada para o consumidor local e muito menos para o turista, é o que afirma Phillipe Lontra, diretor de Hospitalidade do NFCC, gerente Customer Experience na PBS Brasil e detentor de mais de 200 horas em treinamento na Disney, em Orlando.

“Cidades que são exemplos no turismo, como Gramado-RS e Miguel Pereira, no sul fluminense, demonstram claramente que o crescimento do comércio impulsiona o turismo, e o crescimento do turismo, por sua vez, potencializa o comércio. Esses setores se retroalimentam mutuamente. Quando estão alinhados com um propósito comum, tudo tende a crescer. Precisamos entender o que funciona bem e potencializar e identificar o que precisar mudar para encantar as pessoas.”

 

O consumidor tem sempre razão?

Bom, se você já ouviu a frase de que “o cliente sempre tem a razão”, você certamente nunca trabalhou com atendimento ao público. Lidar com diretamente com clientes e consumidores é de longe uma tarefa fácil. Muitas das vezes, é importante reconhecer que o tratamento com os funcionários nem sempre é cordial.

Contudo, como temos um projeto de cidade turística, precisamos para ontem, identificar as problemáticas da cidade. O poder público tem que ter a sensibilidade de ouvir turistas, consumidores locais e acima de tudo, os comerciantes. Afinal, todos os agentes são fundamentais quando se trata de turismo, com uma visão ampla e de longo prazo.

O consumidor nem sempre tem razão, mas devem ser ouvidos com atenção porque tem muito a dizer. E para você? Estamos pecando num bom atendimento ao turista? Estamos cuidando bem da nossa primeira impressão?

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Necrose e Apoptose de Caráter

quarta-feira, 19 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Interessante analisar a diferença entre uma morte chamada “apoptose” e a morte “necrose”. Um tumor ou câncer e um enfarto do coração se desenvolvem pelo tipo “necrose”. A menstruação, por exemplo se processa cada mês pela morte “apoptose”. Uma é a morte agressiva, e outra a natural.

Interessante analisar a diferença entre uma morte chamada “apoptose” e a morte “necrose”. Um tumor ou câncer e um enfarto do coração se desenvolvem pelo tipo “necrose”. A menstruação, por exemplo se processa cada mês pela morte “apoptose”. Uma é a morte agressiva, e outra a natural.

Quando se forma um câncer em nosso organismo, o tumor é composto de células que atacam umas às outras, elas são egocêntricas, competidoras. Mas na morte tipo apoptose as células se ajudam entre si, não competem umas com as outras, mas entram num acordo para preservar o organismo e em alguns casos, produzir o chamado “suicídio celular inteligente”, em que a melhor decisão é interromper aquela função para que não se prolongue o sofrimento pior e mais duradouro.

Vivemos numa sociedade com necrose mais do que com apoptose. Isto porque a corrupção impera e parece que o mal vai vencendo sem limites, sem punição. Mas isto é uma aparência. A verdade não é ingênua. Ela é sólida e sempre vence.

Em vários textos bíblicos é afirmado que o mal destrói o mal. Mas ao olharmos os poderes políticos, sociais, empresariais e religiosos corruptos, parece o contrário. Parece que eles vencem. Sim, eles vencem na mentira, na maldade, mas estão sendo destruídos por eles mesmos porque só a apoptose funciona para o bem, não a necrose. A necrose é uma morte certa, feia, desestruturada, sem volta.

Quando uma pessoa segue com um estilo de vida não saudável, ela vai morrendo mais rápido do que precisava. Estilo de vida envolve o que comemos, o que bebemos, o que pensamos e sentimos, como trabalhamos, como nos relacionamos com as pessoas e que sentido constituímos para vida. Ao mudar para melhor seu estilo de vida, a vida pode ser prolongada, porque passo a passo vamos saindo de diferentes tipos de necroses para a apoptose.

A morte não é a última palavra. Nem a corrupção. Tem jeito. Mas precisamos decidir optar pela morte saudável, a fim de evitarmos a morte doentia, que mata mais rápido, prejudica a qualidade de vida e produz mais sofrimento pessoal, familiar e social ao longo da existência.

É impossível ter saúde na necrose do caráter. Na necrose de caráter pode-se ter muito dinheiro e poder, mas não saúde. Não há medicação psiquiátrica que conserte os sintomas que são consequências da necrose do caráter. Medicamentos tranquilizantes podem diminuir a angústia, mas não têm poder de fazer a pessoa sair da necrose para a apoptose comportamental.

Cada ser humano nesse planeta está decidindo através de seus atos o seu destino final. A vida vencerá porque a morte será destruída para sempre. Falta pouco. Não sei se mais do que uns dez anos. Não sabemos a data do fim do mal, mas sabemos que está muito perto. Os sinais são claros. Somente uma intervenção sobrenatural poderá por um fim à maldade. E ela chegará. Já dá para ouvir seus passos, felizmente. Mas até lá teremos angústias difíceis devido à maldade de poderosos desse mundo movidos por forças das potestades que “operam nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Mas vamos ter esperança. Olhe para cima. Não se desespere. O Designer Inteligente não permitirá que o mal siga indefinidamente. Só falta algumas pessoas tomarem a decisão final ao lado da necrose ou da apoptose. De que lado você vai ficar?

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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Mais líder do que nunca

terça-feira, 18 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Terminada a 15ª rodada do Brasileirão 2023, o Botafogo continua líder isolado, com 39 pontos entre os 45 jogados até agora (são decorridas 15 rodadas) e a frente 12 pontos do Flamengo, segundo colocado. Como falta um jogo do Grêmio adiado em função da Copa do Brasil, essa diferença pode cair para dez pontos, pois aí, o tricolor gaúcho ficaria na frente do rubro negro, em caso de vitória ou empate.

Terminada a 15ª rodada do Brasileirão 2023, o Botafogo continua líder isolado, com 39 pontos entre os 45 jogados até agora (são decorridas 15 rodadas) e a frente 12 pontos do Flamengo, segundo colocado. Como falta um jogo do Grêmio adiado em função da Copa do Brasil, essa diferença pode cair para dez pontos, pois aí, o tricolor gaúcho ficaria na frente do rubro negro, em caso de vitória ou empate.

Alguns comentaristas esportivos ainda insistem em achar que essa campanha do Fogão é fruto do acaso. No entanto, se esquecem que o líder tem em sua equipe um dos melhores, se não o melhor, goleiro (Lucas Perri) do país; um dos melhores zagueiros (Aryelson), um lateral esquerdo (Marçal) de encher os olhos; um meio campista que também está entre os mais cotados (Eduardo), só perdendo, ao meu ver, para Arrascaeta do Flamengo; e um atacante que é o artilheiro da competição, com dez gols marcados, em 15 jogos. Ou seja, praticamente meio time de alta qualidade e ainda tem gente que duvida.

Há ainda os que alegam que num campeonato longo como o Brasileiro, é preciso ter peças de reposição, mas os que têm entrado no segundo tempo, casos de Vitor Sá, Segovinha, Igor, Gustavo Sauer, Luís Segovia, Carlos Alberto (esse inclusive marcou três gols em três jogos seguidos) e Philipe Sampaio dão conta do recado. Isso é fruto de um trabalho bem feito pelo técnico Luís Castro, onde o jogador se encaixa num sistema de jogo e não o contrário.

Aliás, o glorioso está de técnico novo, pois Luís Castro aceitou uma proposta milionária do futebol árabe e foi treinar o Al-Nassr. Interinamente assumiu Caçapa, auxiliar técnico do Lyon, da França, que teve o mérito de dirigir o Botafogo em quatro partidas, sendo uma internacional, e ganhou as quatro, pelo placar de 2 a 0. Bruno Lage, também, português, assume o comando técnico após aceitar a proposta de John Textor, presidente da SAF Botafogo.

A verdade é que o time da estrela solitária, no momento, encanta a quem assiste seus jogos, com uma grande variedade de movimentação num mesmo jogo, com contra ataques mortais e jogadas ensaiadas, cuja precisão muitas vezes resulta em gols.  A torcida está empolgada e não é para menos, pois são apenas duas derrotas em 15 jogos, ambas fora do estádio Nílton Santos, onde tem uma invencibilidade de oito partidas. Sem contar a praticamente certa classificação nos play-offs da competição Sul Americana, para participar das oitavas de final. Até o momento, o Botafogo está invicto.

A fase é tão contagiante que botafoguenses que tinham desistido de acompanhar o Fogão, num passado recente, voltaram a frequentar estádios e a comprar e vestir a camisa do glorioso. No seu estádio, depois que o time embalou, está com uma média de 20.300 torcedores (não mais testemunhas), um média que não acontecia há 12 anos. Outro mérito do Botafogo é o de ostentar a melhor performance na competição, depois que essa passou a ser por pontos corridos, a partir de 2003. São 15 rodadas na primeira colocação, isolado a partir da terceira e com 39 pontos no total. O Corinthians, campeão de 2017, chegou na 15ª rodada com 36 pontos. Além disso tem a segunda defesa menos vasada do país, sendo a equipe do Cruzeiro a primeira com 25 gols, mas em 29 jogos e o Botafogo vem logo atrás com 26 gols em 42 jogos, aqui incluídos o Campeonato Carioca, Taça Brasil e Copa Sul Americana.

Isso não significa que ao final da competição o time da estrela solitária vá se sagrar campeão, mas certamente estará entre os quatro melhores do Brasil e com vaga assegurada na Libertadores das Américas, edição 2024. Para um time que em 2002 disputou a série B (foi o campeão), que em 2023 disputou a classificação para a Libertadores até a última rodada, conseguindo a da Sul Americana, o feito atual é de encher os olhos e deixar a sua torcida em êxtase.  Aliás, o botafoguense não é um torcedor, é um iluminado.

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AVS é o depositário fiel da história friburguense!

segunda-feira, 17 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

O Caderno Z da edição do último fim de semana veio incluso no primeiro caderno e se fosse receber uma nota musical, seria o “samba de uma nota só”, ou seja, nota mil! Como sempre, caprichosa na escolha dos temas, viajamos com a jornalista Christiane Coelho pela magia do encanto musical. O filósofo Arthur Schopenhauer concluiu em seus estudos que a música, entre as artes, ocupa o grau mais elevado entre todas elas. Platão pensou também sobre a música como a arte que molda a alma e que a educação musical abranda o mal e realça as boas virtudes.

O Caderno Z da edição do último fim de semana veio incluso no primeiro caderno e se fosse receber uma nota musical, seria o “samba de uma nota só”, ou seja, nota mil! Como sempre, caprichosa na escolha dos temas, viajamos com a jornalista Christiane Coelho pela magia do encanto musical. O filósofo Arthur Schopenhauer concluiu em seus estudos que a música, entre as artes, ocupa o grau mais elevado entre todas elas. Platão pensou também sobre a música como a arte que molda a alma e que a educação musical abranda o mal e realça as boas virtudes. Mais próximo de nós, comprovando esse bem que a música nos traz, está Rodolpho, da banda “Os Bartira” que afirmou: “A música me ocupa o dia inteiro e eu dou graças a Deus por isso, porque trabalho com o que amo...”. A musicoterapeuta Edna Santos, entre melodiosas considerações, ressaltou: “A música tem o poder de acalmar, de equilibrar, de controlar a pressão cardíaca e deixar mais relaxados...”.

A música também “tem o poder de transformação de vidas” conforme o depoimento de Luanna Conceição, que vem de uma família musical, começada por seu avô, Chico Bom, que se iniciou na Sociedade Musical Euterpe Friburguense. Dos seus dez filhos, apenas Marcos da Conceição seguiu a carreira, clarinetista da Euterpe e da banda da Guarda Municipal do Rio de Janeiro. O irmão, Igor, também é músico da Euterpe. Ela, por sua vez, atualmente mora em Mogi das Cruzes-SP, é professora de música e clarinetista. Formou família lá e agradece as portas que se abriram em seu caminho.

Nova Friburgo é uma cidade bicentenária que tem bandas mais do que centenárias. A Euterpe Friburguense, por exemplo, no auge dos seus 160 anos, teve sua fundação atípica, por conta de uma tempestade que quase naufragou um navio que partiu de Lisboa rumo a Argentina. No navio, Samuel Antonio dos Santos, maestro, prometeu que se todos fossem salvos, ele fundaria uma banda e uma igreja. A promessa se cumpriu em 1863. A Campesina foi fundada em 1870 por um grupo de republicanos e abolicionistas liderados pelo major Augusto Marques Braga e tem uma história repleta de realizações. A Euterpe Lumiarense, outra centenária, fundada em 1891, formou-se pelo ideal de algumas famílias, entre as quais, Marchon, Spitz, Brust, Berbert,  Heiderich e Martins da Costa. E viva a música em todos os seus elementos!

Nova Friburgo tem história e grande parte dela tem sido registrada em A VOZ DA SERRA. A coluna “Há 50 Anos” reproduz fatos e feitos memoráveis, como a criação, pela imprensa local, do “Troféu Américo Ventura” conferido, anualmente, ao jornal e ao jornalista que mais tenham se destacado na imprensa friburguense. A matéria foi destaque em 14 e 15 de julho de 1973 e considerou-se que melhor homenagem não poderia existir para honrar a memória do patrono de nossa Voz.

Falando em homenagem, Dalton Carestiato tem sido o detentor de muitos e merecidos louvores. Desta vez, nosso querido empresário recebeu da Firjan uma placa que “reconheceu toda a sua dedicação e contribuição profissional da indústria fluminense”. Dalton é pessoa estimada, bem como toda a sua família. Uma pessoa do bem, o autêntico patrimônio da vida de Nova Friburgo. Parabéns, querido!

A charge de Silvério mostrou o retrato da situação da cidade com seu espaço de circulação caótico. E vem mais por aí, com mudanças compreensíveis no trânsito por conta das obras de substituição de galerias de capacitação das águas de chuvas. A exemplo, a Avenida Comte Bittencourt fica interditada por, pelo menos, uma semana. São várias alterações, inclusive nas linhas de ônibus, quando algumas deixarão de passar pela Praça Getúlio Vargas e Avenida Alberto Braune. A Faol sugere que os usuários de transportes coletivos acompanhem as atualizações pelo Instagram da empresa: @novafaol. Os transtornos são desagradáveis, mas toda essa confusão é um mal que vem para o bem, com mais segurança e conforto para toda a população. As fortes chuvas de verão, sem os alagamentos, darão com os burros n´água!

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Etc & Etc, 38 anos hoje!

segunda-feira, 17 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Esta coluna, de número 1.976, conforme nossos registros e controles, marca nossa participação nas páginas de A VOZ DA SERRA, há exatos 38 anos, pois foi em 20 de julho de 1985, na ocasião, um sábado, o início desta publicação que reúne temas diversos com destaque para os acontecimentos sociais de nossa cidade e região. Esta importante deixa este colunista muito  honrado, pois Etc & Etc, proposta pelo saudoso diretor e hoje patrono do jornal, Laercio Ventura, já está presente em mais da metade do tempo de existência do jornal. 

Carminha Basílio celebrando

Esta coluna, de número 1.976, conforme nossos registros e controles, marca nossa participação nas páginas de A VOZ DA SERRA, há exatos 38 anos, pois foi em 20 de julho de 1985, na ocasião, um sábado, o início desta publicação que reúne temas diversos com destaque para os acontecimentos sociais de nossa cidade e região. Esta importante deixa este colunista muito  honrado, pois Etc & Etc, proposta pelo saudoso diretor e hoje patrono do jornal, Laercio Ventura, já está presente em mais da metade do tempo de existência do jornal. 

Carminha Basílio celebrando

O último fim de semana foi de festa, alegria e muitas demonstrações de carinho para a sempre querida Carminha Basílio, que celebrou, com orgulho, mais um ano de vida no domingo, 16, agradecendo a Nossa Senhora do Carmo pelo dom de sua vida e de sua família. A aniversariante é super simpática e tem como hobby colecionar boas e sinceras amizades. Sua nova idade foi motivo de celebração junto ao filho querido, o jornalista Felipe Basílio, que já integrou a equipe de A VOZ DA SERRA e atualmente reforça o time do canal por assinatura Globo News. Parabéns, Carminha. Tudo de bom para você.  

Irmãs com novas idades

Amanhã, 19, o dia será de comemoração em dose dupla de felicidades para o querido casal Gérson e Eliana Pistila de Abreu e seus familiares.

É que suas lindas filhas, Thais e Vanessa (foto), estarão comemorando para felicidade também de seus esposos e filhos, respectivamente, 35 e 37 anos de idades. Por isso, desde já os parabéns em dobro para elas.

Bodas, com tempos bem contados

O queridos Irene e Francisco de Assis Silva, o famoso Assis da gráfica Atlas, chegaram a uma marca expressivamente importante e feliz na última sexta-feira, 14, tanto para eles, assim como para os filhos Nélson, Fausto, Thais e Tatiana, nora Patrícia, genros Diogo e Felipe, os netos  Arthur, Pietra e Marina.

É que a Irene e Assis (foto) completaram 49 anos de casados, portanto bodas de heliotrópio, que marcam a união do casal por exatos 588 meses, 17.885 dias, 429.240 horas e 25.754.400 segundos.

Esta coluna, com a satisfação de todos os familiares e amigos, parabeniza o casal com votos de contínuas felicidades e tudo de bom.

Euterpe, nossa Musa Musical

A nossa querida Banda Euterpe Friburguense ganhou ainda mais destaque no último sábado, 15, e volta a ser o centro de atenções também a partir desta quarta-feira, 19.

É que, no sábado, a plataforma digital Globoplay lançou festivamente, para convidados no cinema, o primeiro musical criado e produzido pelos estúdios Globo denominado "Vick e a Musa", que a partir de amanhã terá disponibilizado para assinantes os sete primeiros capítulos da série.

Esta produção, mostra num bairro fictício do Rio de Janeiro a relação de amizade abalada entre duas personagens, que só se resolve na sequência, com a entrada em cena da música, através da mitologia enfocando Euterpe, a filha de Zeus, Musa da Música.

Assim, tal produção nos faz lembrar e com satisfação, a Musa da história musical de Nova Friburgo, a nossa admirada banda Euterpe Friburguense.

Aniversário bem comemorado

A jovem Isabella Barroso Morett, na foto com o noivo Arthur, comemorou seu aniversário completado dia 14 com amigos em Niterói e neste domingo, 16, em Nova Friburgo, com almoço na casa dos pais Érika e Guilherme, com presença da vovó Marly, irmão Guilherminho e os sogros Tânia e Fábio Iório.

Com carinho e alegria compartilhados por todos, enviamos os parabéns e os votos de um mundo de felicidades para a super Isabella.

São Cristovão, bênçãos e ajudas

O querido padre Roberto Pinto, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, no simpático distrito de Riograndina, convida desde já os fiéis e todos os motoristas para terça-feira da semana que vem, dia 25, às 19h.

É que após a santa missa em louvor a São Cristovão, o padroeiro dos motoristas, celebrado neste dia, haverá procissão motorizada solidária. Na ocasião, serão arrecadadas doações de alimentos não perecíveis para ajudar famílias carentes daquele distrito.

Tesouros da vida

Amanhã, 20, é o "Dia do Amigo". Por isso, envio abraços muito especiais aos incontáveis amigos que possuo, certamente como um grande patrimônio da vida.

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O Papa Francisco e a sinodalidade

segunda-feira, 17 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Um extraordinário e inédito processo de escuta de todo o povo de Deus, por dois anos, lançado nos últimos dias 9 e 10 de outubro de 2021, em Roma, pelo profético Papa Francisco, nos projeta num caminho já proposto e resgatado pelo Concílio Vaticano II e impulsionado pelo iluminado Papa São Paulo VI - a sinodalidade.

Um extraordinário e inédito processo de escuta de todo o povo de Deus, por dois anos, lançado nos últimos dias 9 e 10 de outubro de 2021, em Roma, pelo profético Papa Francisco, nos projeta num caminho já proposto e resgatado pelo Concílio Vaticano II e impulsionado pelo iluminado Papa São Paulo VI - a sinodalidade. Isto foi expresso nas últimas décadas, pela implementação do Sínodo dos Bispos, como um forte e rico momento de escuta do Sucessor de Pedro dos seus irmãos sucessores dos apóstolos, espalhados no mundo inteiro, representando e ecoando as realidades e anseios de seus milhares de rebanhos. Estes processos enriqueceram muito a reflexão de toda a Igreja sobre diversos temas, com a contribuição das mais variadas culturas e especificidades dos países representados por seus pastores, com a contribuição de vários peritos, clérigos, religiosos e leigos. Estas proposições dos padres sinodais serviram de base para importantes e renovadoras Exortações Apostólicas pós-sinodais, assinadas pelos pontífices desde São Paulo VI.

Mas, com certeza, faltava um aprofundamento sobre a própria sinodalidade, exercitando não só a colegialidade episcopal, alcançando de forma indireta as comunidades. Já há tempos, era sugerido, inclusive pelo próprio Papa Francisco, um processo de "caminhar juntos", escutando diretamente todas as expressões do povo de Deus, colhendo das bases das comunidades e dos cristãos, dos não cristãos e da sociedade em geral, as impressões, testemunhos e dados referentes à essencialidade da Igreja, em sua "comunhão, participação e missão", ouvindo, deixando que todos tomem a palavra, falando com coragem, integrando liberdade, verdade e caridade; celebrando a Palavra e a Eucaristia, na corresponsabilidade missionária, participando da comunidade eclesial e no serviço à sociedade, com responsabilidade social e política, no diálogo e na busca da justiça e do bem comum, salvaguardando os direitos humanos, no cuidado com a casa comum; fomentando a união e diálogo ecumênico, a partir de um único Batismo.

A dimensão da sinodalidade como um princípio educativo para a formação da pessoa humana e do cristão, das famílias e das comunidades, numa decisão por discernimento com base num consenso que dimana da obediência comum ao Espírito, tornando as lideranças e membros da Igreja mais capazes de caminhar juntos, de se ouvir mutuamente e de dialogar, num crescimento em comunhão, aumentando a participação ministerial e o comprometimento missionário. 

O Papa Francisco recupera a centralidade da perspectiva sinodal que remonta à fundação e constituição da própria Igreja, inserindo-a no contexto de toda a comunhão humana: com a casa comum, na plena integração do homem com a natureza, numa sinodalidade ecológica. Para o processo de escuta, neste sentido é preciso rever os ensinamentos da sua encíclica Laudato Si, com a reflexão de que tudo está interligado na corresponsabilidade do cuidado e da preservação, rumo a uma consciente Ecologia Integral, na defesa de toda vida, especialmente a vida e a dignidade humana, numa verdadeira conversão ecológica.

Na mesma linha, numa atitude dialógica, o profético sucessor de Pedro, situa a sinodalidade social, apresentando o caminho e partilha comum da solidariedade, da amizade de todos os homens, construindo uma sociedade de justiça, igualdade, fraternidade e paz. É necessário aprofundarmos a temática da sua outra encíclica Fratelli Tutti, acompanhados das propostas da Economia de Francisco e de Clara e do Pacto Educativo Global, que recolocam o horizonte da partilha solidária e do crescimento comum fraterno, com equidade e desenvolvimento sustentável, partindo da educação dos valores e princípios de um humanismo cristão, na concepção universal de que todos somos irmãos, filhos de Deus

Para a missão evangelizadora da Igreja permanentemente em saída, Francisco insiste numa comunhão dinâmica, superando uma igreja autorreferencial, que pelo impulso do Espírito refaça a unidade humana e cristã, numa reconstrução comum, pelo testemunho do Amor, expressão da Misericórdia de Deus e da Verdade, anunciando a alegria do Evangelho, restauradora e libertadora da pessoa humana integral, para a transformação da sociedade em Reino de Deus. Neste âmbito, é riquíssima a contribuição da sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, propondo uma forte sinodalidade eclesial missionária, na esteira da conversão pastoral da Igreja do Documento de Aparecida, grandemente talhado por sua redação.

Numa decisão inédita e histórica, o Papa Francisco inseriu a participação, com direito a voto, de leigos, homens e mulheres, jovens, sacerdotes, religiosos e religiosas, representantes dos diversos trabalhos eclesiais, de vários países, na própria Assembleia Sinodal dos Bispos, em outubro deste ano, estendendo o processo de escuta e discernimento até outubro de 2024, quando haverá a segunda sessão da Assembleia Sínodo, direcionando, então para toda a Igreja, iluminações, frutos de toda a comunhão-participação do povo de Deus para a melhor realização de sua missão. Em comunhão com este processo e tema, realizamos nossa Assembleia Diocesana, nos últimos dias 7 e 8 deste mês, com maduras reflexões e eleição das prioridades pastorais, com ótimos encaminhamentos.

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é assessor eclesiástico da Comunicação Institucional da Diocese de Nova Friburgo

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Da voz feminina, nasce a escritora

segunda-feira, 17 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Estou com o livro nas mãos “Um grande dia para as escritoras”, idealizado por Giovana Madalosso, sentindo o cheiro das folhas que deslizam com o movimento dos dedos, fazendo os olhos absorverem a vibrante cor rósea misturada com a coral. Deixando-me inebriar ao admirar as 53 fotos de escritoras em várias cidades do mundo, totalizando 2.302 mulheres. As fotos foram tiradas em diferentes lugares das cidades, como praças, escadarias, anfiteatros, museus, prédios históricos, além de tantos outros usados de cenário para o registro de um momento tão feminino e grandioso.

Estou com o livro nas mãos “Um grande dia para as escritoras”, idealizado por Giovana Madalosso, sentindo o cheiro das folhas que deslizam com o movimento dos dedos, fazendo os olhos absorverem a vibrante cor rósea misturada com a coral. Deixando-me inebriar ao admirar as 53 fotos de escritoras em várias cidades do mundo, totalizando 2.302 mulheres. As fotos foram tiradas em diferentes lugares das cidades, como praças, escadarias, anfiteatros, museus, prédios históricos, além de tantos outros usados de cenário para o registro de um momento tão feminino e grandioso. Aqui em Nova Friburgo, as escritoras foram cuidadosamente lideradas por Márcia Lobosco, nossa Produtora Cultural na área de literatura. Tirada por Osvaldo Enoc, a foto recebeu o acolhimento da Escadaria do Antigo Fórum, na Praça Presidente Getúlio Vargas, onde pisamos os degraus com determinação, tomadas pelo sentimento de orgulho.

Estou lendo os textos escritos pelos organizadores e autoras que participaram das fotos, curtindo a maciez do papel e absorvendo o cheiro do livro. O livro tem um perfume especial que me remete à criatividade, vitória e vozes. “Um grande dia para as escritoras” traz o som da mulher: sua fala e desejos, seu nascimento, sua morte. A mulher aprende a viajar pelos dias com resiliência, abrindo suas asas a cada passo e construindo paulatinamente a vontade de ir além. De ser mulher com inteireza, de jamais ser rasgada.

Ainda estamos aprendendo a falar, a dizer nossas palavras, únicas e universais. Somos as mais puras testemunhas do fazer da vida no ventre. Temos seios que produzem alimento nutritivo. Somos as coletivas que se precipitam sobre o papel com caneta em punho e começam a narrar a beleza que a vida faz e desfaz. Escrevemos para sentir o gozo de ver nossa voz escrita, soletrada e sublinhada.

É um júbilo me ver na escadaria do Antigo Fórum ao lado de tantas amigas. A literatura une as pessoas. As histórias tocam nossas almas e temos a vontade de sentir, uma ao lado da outra, o trajeto das palavras, de perceber a sua força e dormir ao som de suas letras. De sonhar para desejar e realizar. Se vogais ou consoantes, se maiúsculas ou minúsculas, elas agasalham os vazios do nosso próprio olhar. É tão bom descobrir o que elas preenchem, como uma peça de um quebra-cabeça que precisa ser encaixada. No meu há peças desencaixadas, misturadas e caídas no chão. Mas tenho peças coloridas, delineadas e reluzentes, já acertadas no tabuleiro.

As fotos no livro nos contagiam, nos fazem resistir à fragilidade do suposto sexo frágil. A escrita não nos deixa calar. Pelo contrário, à cada frase exalamos os perigos da sobrevivência feminina. Penso que compor um livro é mais do que chegar a algum lugar para vislumbrar horizontes. É realizar o propósito de ver uma criança correndo sobre a linha que delineia o possível  e o desejável.  

A mulher escritora não tem idade. 

A mulher nasce escritora e morre se assim o quiser.

A escritora traz a beleza de ser mulher.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Povo de olho nos vereadores

sábado, 15 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 14 e 15 de julho de 1973 

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes 

Povo de olho nos vereadores - A criação de 11 cargos pedidos pelo prefeito importará numa despesa de Cr$ 233 mil anuais com a concessão de tempo integral e dedicação exclusiva para os assessores indicados. A aprovação da criação dos cargos é considerada como ato antipopular. 

Edição de 14 e 15 de julho de 1973 

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes 

Povo de olho nos vereadores - A criação de 11 cargos pedidos pelo prefeito importará numa despesa de Cr$ 233 mil anuais com a concessão de tempo integral e dedicação exclusiva para os assessores indicados. A aprovação da criação dos cargos é considerada como ato antipopular. 

Troféu Américo Ventura Filho vai ser instituído - Os nossos colegas da imprensa friburguense pretendem instituir um troféu que se denominará Américo Ventura Filho a ser conferido anualmente ao jornal e ao jornalista que mais tenham se destacado na imprensa de Friburgo. Melhor homenagem não se poderia prestar à memória do nosso patrono, ele que foi um incansável batalhador da imprensa friburguense, que teve nele um de seus maiores defensores. Incentivador de vocações novas, respeitado por todos os colegas, Américo Ventura Filho foi também um intransigente defensor da liberdade de imprensa. A VOZ DA SERRA como não poderia deixar de ser, associa-se à ideia de instituição do troféu que levará o nome do nosso patrono e agradece a lembrança da imprensa local.

Pronto o Country para a Festa da Cerveja - Cercada de grande expectativa e atraindo as atenções do Rio, Niterói e cidades vizinhas vem aí a IX Festa do Colonizador do Nova Friburgo Country Clube. Essa festa da cerveja, que já se tornou tradicional no mês de julho e conhecida em todo Brasil, é uma promoção que recebe todo o carinho do Nova Friburgo Country Clube, já que é uma das festas consideradas como carro-chefe do calendário social do clube do Parque São Clemente. A exemplo dos anos anteriores, grande número de friburguenses e turistas de todos os lugares devem lotar as dependências do simpático clube presidido pelo dr. Walter Soares da Cunha. A Festa do Colonizador, com sua farta distribuição de chope e animação de conjuntos musicais, se constitui também tradicionalmente num verdadeiro desfile de moda de inverno.

Caviar & Feijão com arroz - A mensagem em que o prefeito Amâncio Azevedo solicita a aprovação da Câmara para a criação de dez cargos de assessor é, como não poderia deixar de ser, uma mensagem vasada em termos grandiloquentes. Nela pode-se ler frases como “novo espírito e mentalidade já implantados”, “renovar o processo político-administrativo”, “oportunidades à nova geração de participar”, “soluções maiores dos graves e sérios problemas”... 

Pílulas

Essa criação dos cargos para 11 assessores como é de conhecimento geral e tinha sido feita pelo prefeito, sem a devida consulta à Câmara, o que provocou uma representação da Procuradoria Geral do Estado contra a Prefeitura de Friburgo, pois aquela criação incorria num erro elementar de Direito Administrativo. O nosso tão querido prefeito-teleferista prontamente fez “cessar os efeitos” do ilegal decreto. Aliás esse “cessar os efeitos” ainda vai dar o que falar… 

Embora reconhecendo que dentre os assessores que serão agraciados com uma nomeaçãozinha legal, há alguns que realmente vêm fazendo um trabalho produtivo, mesmo, muitas vezes, cerceados em sua liberdade de ação pela atuação do secretário geral, Paulo Azevedo, que possui o que um sábio e matreiro deputado mineiro chama de “volúpia de poder”, há de se reconhecer todavia, que dentre os “bem aventurados” existem “acessores” e até mesmo “açeçores”. Agora 11 assessores técnicos, nem o presidente tem… 

E mais…

  • Os monstros não existem… 
  • Carmo promove inaugurações… 
  • Dia Nacional do Comerciante… 

Reservistas receberam certificados… 

Sociais 

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Patrícia Medeiros (15); Zuleika Alves e Bernardo Braune (16); Aristides Machado, Lygia de Freitas, Rosemarie Kunzel e Marina Perestrelo Braune (17); Consuelo Carestiato, Otto Spinelli e Paulo Fernando Costa (18); Marcos Haiut (19); Roberto Ventura e Elias Buaiz (20); João Queiroz, Germano Ferreira, Carlos Alberto Jacoud, George Henze, Marcos Bento de Mello, Janine Jordão e Marcello Merecci (21); Katia Rocha e Francisco Romano Motta (22); Lúcia Souza, Carlos Cúrio e Roberto Solon de Pontes (23).

Foto da galeria
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Um degrau abaixo...

quinta-feira, 13 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Sim, parece ser chato, entediante, difícil e, até mesmo, impossível para algumas pessoas, mas viver “um degrau abaixo” do limite de seu orçamento pode trazer grandes mudanças para o seu futuro. Não estou pedindo para deixar de aproveitar a vida ou fazer o que gosta, mas você tem uma responsabilidade enorme com o seu futuro. Mais do que as contas do mês, você precisa pagar as contas da vida. Viver "um degrau abaixo” não passa de uma metáfora para representar o ato de se gastar menos do que ganha, adotando um estilo de vida mais frugal e consciente em relação às finanças pessoais.

Sim, parece ser chato, entediante, difícil e, até mesmo, impossível para algumas pessoas, mas viver “um degrau abaixo” do limite de seu orçamento pode trazer grandes mudanças para o seu futuro. Não estou pedindo para deixar de aproveitar a vida ou fazer o que gosta, mas você tem uma responsabilidade enorme com o seu futuro. Mais do que as contas do mês, você precisa pagar as contas da vida. Viver "um degrau abaixo” não passa de uma metáfora para representar o ato de se gastar menos do que ganha, adotando um estilo de vida mais frugal e consciente em relação às finanças pessoais.

Hoje eu não vim pontuar os passos para readaptar seu orçamento, mas identificar algumas conquistas desta prática. Essa abordagem pode proporcionar vantagens importantes no âmbito financeiro. Vou listar algumas delas:

- Economizar e construir reserva financeira: viver abaixo do orçamento permite economizar dinheiro regularmente. Essa prática de poupança cria uma reserva financeira que pode ser utilizada em emergências, para alcançar metas financeiras de longo prazo ou para lidar com imprevistos na vida.

- Reduzir o endividamento: gastar menos do que se ganha ajuda a evitar o acúmulo de dívidas excessivas. A maioria das dívidas é acompanhada por juros, o que aumenta o custo dos produtos ou serviços adquiridos. Ao viver com um orçamento mais ajustado, você pode reduzir suas despesas e evitar a necessidade de recorrer a empréstimos ou financiamentos frequentemente.

- Ter flexibilidade financeira: viver abaixo do orçamento cria flexibilidade financeira e reduz o estresse relacionado a problemas financeiros. Se surgirem desafios inesperados, como perda de emprego ou problemas de saúde, ter um orçamento mais folgado permite enfrentar essas situações de forma mais tranquila, sem depender totalmente de crédito ou de ajuda externa.

- Ter liberdade de escolha: estando “um degrau abaixo”, você tem mais liberdade para tomar decisões financeiras importantes. Optar por trabalhar em empregos mais satisfatórios em vez de buscar apenas altos salários, fazer uma pausa na carreira para buscar novas oportunidades ou dedicar mais tempo a projetos pessoais. A liberdade financeira proporcionada por um orçamento equilibrado permite tomar decisões com base em valores pessoais, em vez de ser forçado a aceitar qualquer oportunidade que ofereça dinheiro suficiente para sobreviver.

- Construir um futuro financeiramente seguro: ao economizar e investir regularmente, é possível acumular patrimônio e planejar uma aposentadoria confortável. Além disso, essa abordagem também permite lidar melhor com imprevistos e reduz a dependência de benefícios governamentais ou de assistência financeira no futuro.

É importante ressaltar que viver abaixo do orçamento não significa privar-se completamente de prazeres ou não desfrutar da vida. Trata-se de adotar uma abordagem equilibrada em relação às finanças, priorizando gastos conscientes, economizando e investindo para alcançar uma maior estabilidade financeira e alcançar metas de longo prazo.

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Cinquenta perguntas

quinta-feira, 13 de julho de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Oi, tudo bem? Como você está? E sua mãe, o pessoal da sua casa, todos bem? O que você tem feito? Quase não te vejo, por que sumiu por tanto tempo? Nem me liga mais, hein! Tá trabalhando muito? Como vão os estudos? E as provas? Pretende fazer concurso? A cunhada da filha da minha vizinha estudou e passou em três meses. Sempre foi muito inteligente, sabe... E o namorado, vai casar? Ah, está solteira? Isso aí, vai curtir a vida. Saindo muito?  Tem feito o quê? Tá pensando em filhos? Vai ter mais um? Tá morando aonde? Sozinha? Voltou para a casa dos pais.

Oi, tudo bem? Como você está? E sua mãe, o pessoal da sua casa, todos bem? O que você tem feito? Quase não te vejo, por que sumiu por tanto tempo? Nem me liga mais, hein! Tá trabalhando muito? Como vão os estudos? E as provas? Pretende fazer concurso? A cunhada da filha da minha vizinha estudou e passou em três meses. Sempre foi muito inteligente, sabe... E o namorado, vai casar? Ah, está solteira? Isso aí, vai curtir a vida. Saindo muito?  Tem feito o quê? Tá pensando em filhos? Vai ter mais um? Tá morando aonde? Sozinha? Voltou para a casa dos pais. Hum, não é mole não, mas pelo menos não tem que se preocupar com aluguel. Tudo tem um lado bom. Tem visto o pessoal da faculdade? Nem me chamam mais. Mas me conta, o que você está fazendo para parecer mais jovem? Gostei desse tom de loiro em você, rejuvenesceu, parece uma menina. E lá se vão minutos de existência só ouvindo o questionário daquela antiga conhecida que não se importa com você mas tem toda a curiosidade sobre a sua vida e despeja todas as próprias frustações na primeira oportunidade que tem de fazê-lo e o faz assim, em forma de perguntas impregnadas de cobranças.

Quem nunca passou por isso? Numa situação dessas a vontade que dá, lá no fundo, é de cortar o papo e tocar a vida, mas por educação e dificuldade de impor limites, muitas vezes o que fazemos é responder ao questionário na sequência insana proposta pelo questionador. Sentimo-nos, então, réus de nós mesmos, porque acabamos por abrir demais nossas vidas a quem não faz parte dela. Sem vontade. E então, por que o fazemos? Já pararam para pensar.

Ninguém precisa prestar contas da própria vida aos conhecidos que encontram na esquina, em algum evento ou até mesmo nos encontros de Natal. Não é necessário. E eu nem acho que seja saudável também. Além de ser incômodo e chato. Sei lá, deixa as coisas fluírem. Falem sobre o que tiverem vontade. Abram suas vidas e corações às pessoas da sua confiança. Ao seu rol seleto – ou nem tanto - de pessoas escolhidas para saberem de você. Es-co-lhi-das por você. Esse é o ponto.

 O checklist social às vezes faz mal, porque te impõe a lembrança despreparada sobre suas frustrações, rupturas, preocupações, desejos. Gera preocupações. Te obriga a pensar rápido sobre o que você fez e tem feito, como vive, com quem se relaciona. Te joga em uma clássica “sinuca de bico” entre ter que responder e falar sobre o que não quer com quem não tem intimidade ou exercer suas habilidades para disfarçar, mudar de assunto, sair pela tangente. Interrogatório inesperado feito por conhecidos que não participam da sua vida, não te amam, não te conhecem direito, não compartilham a vida com você e não detém sua confiança, acredite: não é legal.  É chato.  Inconveniente. Constrange as pessoas. Ainda que com a melhor das intenções, meu conselho seria: não forcem a barra, apenas não forcem.

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