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Revés em casa

sexta-feira, 09 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense é derrotado pelo América no primeiro jogo pela Copa Rio

Friburguense é derrotado pelo América no primeiro jogo pela Copa Rio

        Um jogo morno em Nova Friburgo para abrir a temporada do Friburguense. Ainda longe do ritmo ideal, com muitos garotos e aguardando pelos reforços, o Frizão faz da Copa Rio um importante teste para o seu principal objetivo, que é a Série B1 do Campeonato Carioca. Diante de um adversário já pronto e com ritmo de competição, o Tricolor apresentou pontos positivos e negativos, e acabou sofrendo uma derrota em casa. Como esperado, ainda falta conjunto, criatividade e um pouco mais de experiência, embora tenha sobrado disposição.

        Com a vitória por 1 a 0 na última quarta-feira, 7, no Eduardo Guinle, para o total de 395 pessoas presentes ao estádio, o América joga por empate no duelo de volta neste sábado, 10, às 14h45, no Giulite Coutinho, em Mesqsuita, na Baixada Fluminense. Para se classificar, o Friburguense terá que vencer por dois gols de diferença no tempo normal, ou por um gol de vantagem para forçar a decisão da vaga nas penalidades. Quem avançar no confronto irá encarar o Volta Redonda nas oitavas de final.

 

O jogo

        Um Friburguense com muitos garotos, que dentro da política de valorização da base, amadurecem em campo. No comando do ataque, o recuperado Victor Hugo, após grave lesão em 2023, além do retorno do lateral Ricardinho. Dentre novidades e peças conhecidas, à exemplo de Ronaldo, o experiente Gerson Andreotti estava novamente na área técnica. Do outro lado, um América com modificações importantes em relação à Série A2 – a principal delas, talvez, a ausência de André, que deixou o clube.

        O Tricolor da Serra tentou tomar a iniciativa do duelo, com posse de bola e acionando o lado esquerdo, mas sem conseguir produzir chances claras. A primeira boa chance foi do América, em chute de Bruno Paulo, após vencer disputa pelo alto na grande área. Pouco depois o meia acertou o alvo, e obrigou Matheus Eduardo a fazer boa defesa no canto esquerdo. O América, começando a ter o domínio da partida naquela altura, carimbou o travessão aos 19 minutos, aproveitando falha da defesa friburguense. Ezequiel parou no goleiro do Frizão no minuto seguinte.

Aos 21, contudo, Matheus Eduardo tentou cortar a cobrança de escanteio, e a bola caiu para Bruno Paulo emendar, de primeira, e abrir o marcador em Nova Friburgo. O time visitante diminuiu o ritmo, mas o Friburguense, sem sofrer pressão, pouco produziu. Sem praticamente articular as jogadas para criar boas tramas, a equipe não conseguiu ameaçar a meta adversária.

 

Segundo tempo

        Nicolas e Danilo foram as novidades do Friburguense para a etapa final. E foi pelo lado direito, completamente modificado, que saiu o cruzamento para Victor Hugo tentar uma bicicleta, sem direção. Melhor posicionado, o Tricolor teve uma postura melhor nos primeiros instantes e certo controle das ações.

        Com o passar do tempo, a parte física começou a pesar para o Friburguense. O técnico Gerson Andreotti buscou a tentar renovar o fôlego da equipe, com a entrada de Yuri na vaga do aplaudido Ryan. Logo depois, Carlos Henrique e Kauã Medeiros foram a campo. O América, praticamente na primeira investida no segundo tempo, passou perto de ampliar na finalização de Romarinho. Sobrou luta, mas faltou ritmo e inspiração para o Tricolor tentar o empate no Eduardo Guinle.

O Friburguense foi a campo com Matheus Eduardo, Juninho, Gustavo, Cauã Cabral e Ricardinho; Ronaldo, Ryan, Israel e Pedrinho; Daniel Neves e Victor Hugo.

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    América sai em vantagem com gol solitário em Nova Friburgo (Foto: Wandré Silva/AFC)

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    Decisão da vaga será neste sábado, no estádio Giulite Coutinho (Foto: Divulgação)

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    Em mais um momento que será guardado na memória de organizadores e atletas, foi promovida a quarta edição do amistoso misto de vôlei entre amigos e família, realizado pelas atletas master do vôlei friburguense. O evento aconteceu no último sábado, 3, no ginásio Helena Decache, do Friburguense. A competição foi acirrada, com direito a torcida e apoio entre todos os envolvidos. De acordo com a organização, houve momentos intensos e diversas jogadas incríveis, com direito a participação de famílias que nunca tinham entrado dentro de quadra para jogar. O amistoso deste ano contou com seis times, nas cores branco, azul, vermelho, verde, preto e cinza. Ao final dos duelos, o time branco foi o vencedor, seguido pelas equipes preta e vermelha. “Jogar entre família e amigos, a vitória é sempre compartilhada. Porque o verdadeiro prêmio é o tempo que passamos juntos. Na quadra, todos são campeões, mas a amizade foi o maior troféu”, resume Luciana Ribeiro, uma das atletas e organizadoras do torneio amistoso (Divulgação)

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Previdência privada: o guia definitivo para esclarecer suas dúvidas

sexta-feira, 09 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

            O que é previdência privada?

            Investimento com características de longo prazo, a previdência privada é direcionada a pessoas físicas com a necessidade de complemento de renda durante a aposentadoria.

            Contudo, apesar de ser esse um dos objetivos mais comuns, a previdência também pode ser destinada a planejamentos de longo prazo sem a necessidade de geração de renda futura, como planejamento sucessório, por exemplo.

 

            Como funciona?

            O que é previdência privada?

            Investimento com características de longo prazo, a previdência privada é direcionada a pessoas físicas com a necessidade de complemento de renda durante a aposentadoria.

            Contudo, apesar de ser esse um dos objetivos mais comuns, a previdência também pode ser destinada a planejamentos de longo prazo sem a necessidade de geração de renda futura, como planejamento sucessório, por exemplo.

 

            Como funciona?

            Basicamente, aqui podemos separar a dinâmica em dois momentos antes de partirmos para a funcionalidade técnica.

            O primeiro momento é o de acumulação, quando o contratante (investidor) se responsabiliza pelas contribuições mensais ao longo do prazo e de acordo com o valor definido no momento da contratação. Se você contratou um plano de previdência aos 30 e pretende se aposentar aos 65 anos, por exemplo, essa contribuição vai se estender ao longo desses 420 meses subsequentes à contratação. A partir daqui, chegamos no segundo momento, a renda: hora de começar a receber o benefício com características de renda mensal (ou, se for o caso, o resgate total do plano).

            Partindo para a funcionalidade técnica, a previdência nada mais é do que um fundo de investimentos. A partir desse pressuposto, fique atento às estratégias adotadas pelo seu plano: podendo passar por títulos públicos, crédito privado, câmbio, juros ou, até mesmo ações e derivativos. Portanto, fique atento para não tomar uma decisão equivocada.

 

            Taxas cobradas

            - Administração: cobrança sobre o valor total investido;

            - Performance: taxa facultativa, um fundo de investimentos pode fazer essa cobrança caso julgue necessário ser remunerado pela boa performance da gestão ativa;

            - Carregamento: também facultativa, esta é uma cobrança percentual sobre toda aplicação realizada;

            - Saída: ainda facultativa, a taxa de saída pode ser cobrada sempre que for solicitado algum resgate financeiro antes do prazo predeterminado.

 

            Tributação

            - PGBL: possibilitando o abatimento de até 12% da renda bruta tributável (como salário, por exemplo), este plano é recomendado aos contribuintes que fizerem a declaração completa de IR;

            - VGBL: por não haver nenhuma possibilidade de incentivo tributário, este plano é recomendado para aqueles que declaram IR pelo modelo simplificado;

            - Regressivo: base de cálculo atrelada ao tempo, as alíquotas podem variar de 35 a 10%;

            - Progressivo: base de cálculo atrelada a volume financeiro, as alíquotas podem variar de 7,5 a 27,5%.

 

            Contudo, dadas as circunstâncias individuais, eu não consigo te dizer o que é melhor ou pior, mas é importante saber que planos de previdência privada se encontram nas mais diversas estratégias e uma decisão equivocada pode trazer péssimas experiências. Portanto, busque o aconselhamento de um especialista (que, de fato, seja de confiança e não apenas mais um vendedor). A propósito, vale ressaltar, a regulamentação de fundos de previdência permitem a portabilidade e isso pode te salvar de um investimento ruim. Busque seus direitos, principalmente o de um futuro tranquilo.

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Credibilidade

sexta-feira, 09 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Eis um fato: confiança não tem preço. Pela definição do dicionário, confiança significa crédito, fé, boa fama, segurança e bom conceito que inspiram as pessoas de probidade, talento, discrição. Depositar confiança em alguém é crer na honradez, ter em bom conceito, em alta estima. A credibilidade é definida por atributo, qualidade, característica de quem ou do que é crível e confiável.

Eis um fato: confiança não tem preço. Pela definição do dicionário, confiança significa crédito, fé, boa fama, segurança e bom conceito que inspiram as pessoas de probidade, talento, discrição. Depositar confiança em alguém é crer na honradez, ter em bom conceito, em alta estima. A credibilidade é definida por atributo, qualidade, característica de quem ou do que é crível e confiável.

A credibilidade pessoal não é criada do nada. Ela é fruto do acúmulo de  esforço e mérito protraídos no tempo. Tem a ver com moral, ética, honra, com valores tão abstratos quanto importantes, valores esses que tantas vezes vemos ao relento das relações sociais.

A confiança é um tesouro e ser confiável é realmente uma verdadeira e rara virtude. Não se pode brincar com isso. É coisa séria. Credibilidade não se compra, não se vende, não é transferível.  Confiança é patrimônio personalíssimo, é crédito pessoal, sem valor material estimável.

Por isso, um dos grandes trunfos que alguém pode ter é a construção de uma vida pautada na credibilidade, seja na esfera pessoal, seja no âmbito profissional. Hoje em dia, com a informatização da vida e as redes sociais fazendo parte de nosso cotidiano em grandes proporções, nos deparamos todo o tempo com uma falta de coerência absurda, com pessoas que se esforçam para parecer serem o que não são, que dizem coisas que não praticam, que levantam bandeiras em que não acreditam, que são matéria e muitas vezes esquecem que têm alma.

Ultimamente, com as máscaras tecnológicas que nos escondem por trás dos computadores, tablets e celulares, as impressões que temos sobre os outros (e por vezes sobre nós) não necessariamente condizem com a realidade. Não que haja problema nisso. Contudo, naturalmente vamos aguçando nosso senso crítico sobre o que é real e o que é propaganda enganosa.

Como construir sinceros sentimentos de confiança com seres que são a personificação do marketing de suas vidas? Como aferir a credibilidade de alguém por meio tão-somente de uma bela apresentação pessoal? Tudo isso regado pela falta de tempo de conhecermos direito quem é quem, a coerência da vida e da postura das pessoas. Isso tem acontecido e é perigoso sob algum aspecto. Estranha essa realidade moderna.... mas precisamos saber lidar com os novos paradigmas, sem deixar que valores elementares sejam rebaixados nas novas escalas. Aprender com os mais antigos pode ser uma boa escola sobre construção da credibilidade: o bom nome, a palavra, as dívidas morais quitadas, o “olho no olho”, o comprometimento, a sinceridade, a coerência, a assiduidade, o altruísmo, a cortesia e o trabalho honesto são valiosas pistas que não caem em desuso.

Ainda tem valor ser o que parece ser, agir conforme o que pensa e fala. Acho que esse é um valor eterno e intransponível aos olhos daqueles que conseguem ver por trás dos muros da matéria, da estética, da forma, que tantas pessoas insistem em erguer sobre si mesmas.

Estamos diante da edificação de algumas pontes de isopor, sem base alguma que sustente uma sólida construção. Mais do que nunca é preciso valorizarmos a confiabilidade inspirada por alguém como um dos critérios que coloque essa pessoa no topo da pirâmide de valores.  

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Preocupação excessiva

quinta-feira, 08 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Para lidar melhor com sua ansiedade excessiva comece a pensar que não importa o quanto você se preocupa, algumas coisas irão dar errado, várias emoções serão desagradáveis e alguns problemas não terão solução. Quanto melhor e mais cedo aceitar isso, menos ansiedade aparece. Preocupação excessiva produz ansiedade, e ansiedade leva a pessoa a evitar o que ela precisaria enfrentar, e favorece continuar com pensamentos negativos e condutas sofridas.

Para lidar melhor com sua ansiedade excessiva comece a pensar que não importa o quanto você se preocupa, algumas coisas irão dar errado, várias emoções serão desagradáveis e alguns problemas não terão solução. Quanto melhor e mais cedo aceitar isso, menos ansiedade aparece. Preocupação excessiva produz ansiedade, e ansiedade leva a pessoa a evitar o que ela precisaria enfrentar, e favorece continuar com pensamentos negativos e condutas sofridas.

Michel Dugas é diretor do Laboratório de Transtornos da Ansiedade do Departamento de Psicologia da Universidade Concórdia no Canadá. Em sua técnica para tratar transtornos de ansiedade ele recomenda: reconhecer se existe intolerância para com a incerteza; reavaliar a utilidade da preocupação e ter treinamento de solução de problemas, definindo os conflitos, criando metas para enfrentá-los, pensando nas alternativas, prática de soluções e exposição com imagens do que produz ansiedade.

Ao compreender que sua preocupação com algo é inútil, não permita que este tipo de preocupação lhe prenda não a alimentando, questionando-a e enfrentando-a. Ajuda a lidar com a preocupação: identificar a preocupação que é produtiva e a que é improdutiva; aceitar a realidade e se comprometer a mudar; desafiar o pensamento olhando para o que no fundo produz a ameaça; chegar a um acordo com o fracasso e usar as emoções em vez de se preocupar com elas.

Muitas crianças se tornam muito preocupadas porque seus pais também são muito preocupados, muito ansiosos, superprotetores, que enfatizam a vergonha e não elogiam o filho quando ele consegue vencer algo difícil para aquela criança. Muitos adultos ansiosos tiveram problemas de apego na infância. Crianças que não experimentaram segurança, seja por negligência, abusos e falta de proteção, têm propensão a desenvolverem apegos inseguros, com dificuldade de formar relações afetivas próximas, ou são ansiosas exigindo muito contato e cuidado.

Pensar no que você pensa, melhora a autoconsciência, e auxilia no combate à ansiedade excessiva. Pensando no que você pensa, ajuda a perceber que você pode ter pensamentos distorcidos, como a tendência de pensar em catástrofes, achar que estão todos contra sua pessoa, entre outros tipos de distorção de pensamento.

Pessoas muito preocupadas têm necessidade exagerada em controlar resultados, já que ligam o fracasso ao valor de quem elas são. Um fracasso não quer dizer que você não é de valor. Seu valor como pessoa não deve estar no que você faz, no que possui materialmente e nem no que dizem de você. Seu valor é baseado no fato de que você é único nesse planeta, criado e amado pelo Deus Criador do Universo.

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Cesar Vasconcellos de Souza

www.doutorcesar.com    -    www.youtube.com/claramentent

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Em qual Nova Friburgo você vive?

quinta-feira, 08 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Havia ruas, todas muito semelhantes umas às outras. Havia também ruelas ainda mais semelhantes umas às outras, onde moravam pessoas também semelhantes umas às outras, que saíam e entravam nos mesmos horários, pelas mesmas calçadas, para fazer o mesmo trabalho sacal.

E para quem cada dia era o mesmo de ontem e de amanhã, e cada ano o equivalente do próximo e do anterior. Afinal, nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa e tudo sempre passará – de um modo para uns e de outro modo para outros. Cada um, com a sua luta e sua jornada.

Havia ruas, todas muito semelhantes umas às outras. Havia também ruelas ainda mais semelhantes umas às outras, onde moravam pessoas também semelhantes umas às outras, que saíam e entravam nos mesmos horários, pelas mesmas calçadas, para fazer o mesmo trabalho sacal.

E para quem cada dia era o mesmo de ontem e de amanhã, e cada ano o equivalente do próximo e do anterior. Afinal, nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa e tudo sempre passará – de um modo para uns e de outro modo para outros. Cada um, com a sua luta e sua jornada.

No entanto, Nova Friburgo é uma cidade, mas não a mesma para todos que moram nela. A depender do seu CEP, renda mensal e cor de pele, a cidade revela-se de modos diferentes, numa escala que varia entre ir ou não tranquilamente para o trabalho, acessar ou ter negado seu direito à saúde e manter-se ou não seguro em casa durante uma chuva forte.

 

Nova Friburgo de uns e de outros

Podemos falar do foco no Turismo. Uma cidade turística que revolucionou os seus índices de visitantes nos últimos anos com as inovações propostas. Festas? E quem não gosta de festas? Festejar significa estar junto de quem gostamos com o único e sincero propósito de ser feliz.

Seria uma hipocrisia negar que a nossa cidade fica ainda mais linda em épocas de festas! Eu como morador da Avenida Alberto Braune e apaixonado por Friburgo, me encantava todos os dias com o que via pela janela. Grandes e pequenos shows. Natal Luz, Carnaval e tudo mais que tivemos em nossa cidade.

Abriram-se muitas oportunidades. Muitas pessoas tiveram oportunidades para mudar de vida nesses tempos de festa. Desde os hotéis que puderam dar um respiro desde a tragédia até as pessoas envolvidas nas festividades como os barraqueiros, artistas, produtores artísticos e donos de infraestrutura de eventos.

No entanto, aprendi que não posso me contentar com uma paixão cega e desarrazoada. É preciso também olhar para as outras Nova Friburgo existentes e suas inúmeras dificuldades. Em se tratando de saúde, vemos uma cidade cujas soluções estão distantes de podermos comemorar.

Em uma cidade com pessoas com plano de saúde – que reclamam do serviço – as pessoas que dependem do SUS, já não tem mais para quem reclamar. Em março de 2023 tivemos deflagada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal a operação Baragnose cuja finalidade foi desarticular uma organização acusada de fraudar licitações no Hospital Municipal Raul Sertã.

Um pouco mais tarde, mais más notícias. O teto da recepção do hospital caiu em meio às chuvas de final de ano. Mais um baque. Meses depois, foram detectados riscos biológicos, como: fezes de rato, pombos, risco de incêndio e de colapso na infraestrutura devido às infiltrações no principal hospital de nossa região.

Já em 2024, zero comemorações! A Operação Raio X detectou quase 20 irregularidades, desde o risco de infecção hospitalar até produtos químicos mal acondicionados no hospital. Pouco depois, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro detectou problemas que iam desde o alvará dos bombeiros até com a água potável da unidade.

E se não bastasse, quase perdemos um ente querido. Por meio de uma determinação judicial a interdição do Hospital Maternidade por conta de problemas na rede elétrica havendo riscos de incêndio deixou friburguenses apreensivos. Usuários frequentes do atendimento público de saúde, no qual eu me incluo, sabem que a situação é desesperadora.

Há também a Nova Friburgo para quem se locomova a pé, no conforto de morar perto do trabalho ou dos afazeres da vida em bairros próximos ao Centro. Doce é a vida de quem caminha olhando para as vitrines do comércio. Em outros bairros, como Nova Suiça e Ponte da Saudade, pessoas se arriscam no meio das ruas escuras, face a falta de calçadas e de iluminação pública.

Há ainda uma outra cidade para quem dirija. Anda, para. Anda, para. Anda para. Uma velha conhecida friburguense: a falta de gestão de trânsito de uma cidade, que apesar de arrecadar muito com multas, pouco investe no trânsito e na locomoção de quem precisa de carro.

Todavia não podemos esquecer que há ainda um município especial para pessoas que necessitam diariamente do transporte coletivo. Pagar caro para andar espremido. Não contam com qualquer pontualidade ou muito menos com o mínimo de infraestrutura nos pontos de ônibus que muitas vezes não tem banco, nem teto e nem placa indicativa.

Há também uma Nova Friburgo para os que possuem filhos que estudam na rede privada de educação, que apesar dos altíssimos preços na mensalidade, podem ter a certeza de contar com um ensino de qualidade. Entretanto, há outra cidade para aqueles que não possuem tal condição.

Em 2023, diante da realidade de muitos, da impossibilidade de pagar um ensino particular e conseguir trabalhar, uma decisão judicial teve que obrigar a Prefeitura de Nova Friburgo a atender diversas crianças de 0 a 3 anos que não estavam sendo atendidas nas creches municipais.

Mas o que faz uma única, pequena e pacata Nova Friburgo se transformar em tantas outras? A resposta é uma só: as políticas públicas. Quem está à frente das decisões da cidade precisa considerar as múltiplas realidades que ela contém. E quem está por trás, enxergar as necessidades além das nossas dores.

Nova Friburgo tem potencial para ser exemplo de cidade inovadora para as pessoas e não precisamos de muita inovação para isso.

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Preparação aqui

quinta-feira, 08 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo será a casa da Seleção de Futsal antes do Mundial

Nova Friburgo será a casa da Seleção de Futsal antes do Mundial

        Historicamente, Nova Friburgo já recebeu inúmeras equipes e seleções em suas preparações para grandes campeonatos. Em 1954 e 1962 o selecionado brasileiro de futebol, por exemplo, esteve por aqui, além de ter visitado a cidade por três dias em 1958, numa cortesia em agradecimento à recepção quatro anos antes. Em 1962 foram vários treinamentos abertos ao público local e jogos com combinados dos times locais. Bons tempos que serão revividos com a presença dos nossos representantes com a bola pesada.

        Nova Friburgo será a sede de parte da preparação da seleção masculina de futsal, que disputará o mundial da categoria no Uzbequistão, entre 14 de setembro e 6 de outubro deste ano. O acordo foi selado nos últimos dias, quando o coordenador de Seleções de Futsal da CBF e ex-goleiro da seleção, Lavoisier Freire, esteve na cidade e se reuniu com autoridades municipais.

        O período de treinamentos vai acontecer entre os dias 14 e 22 de agosto, e provavelmente as atividades serão realizadas no ginásio do Sesc. A estadia em Nova Friburgo prevê também uma série de ações de integração com a cidade, especialmente com as crianças, que devem ter acesso aos treinos em dias específicos.

        A viagem ao Uzbequistão acontecerá no dia 2 de setembro. No país asiático, o Brasil fará dois amistosos contra os donos da casa antes da estreia. O técnico Marquinhos Xavier anunciou no final da última semana a lista com 15 atletas que vão representar a seleção brasileira na Copa do Mundo de Futsal de 2024. Como o regulamento da competição permite apenas 14 jogadores na relação final, um deles será cortado até a estreia. O Brasil está no Grupo B, ao lado de Cuba, Croácia e Tailândia.

        Líder do ranking mundial da Fifa, a seleção brasileira chega como grande favorita ao lado de Portugal e Espanha, que completam o top-3 de equipes da entidade. O Brasil é pentacampeão mundial de futsal (1989, 1992, 1996, 2008 e 2012) e detém o recorde de conquistas da modalidade. A Espanha vem em segundo, com dois títulos (2000 e 2004), enquanto Argentina (2016) e Portugal (2021) completam a lista de campeões. A última edição da competição aconteceria em 2020, mas foi adiada em um ano por conta da Covid-19.

        O Brasil conquistou ainda outros dois títulos mundiais de futsal (1982 e 1985) antes da Fifa assumir o torneio, em 1989. A entidade máxima do futebol, porém, não reconhece as conquistas dos tempos da Federação Internacional de Futebol de Salão (Fifusa).

Copa do Mundo de Futsal de 2024

  • Grupo A: Uzbequistão, Holanda, Paraguai e Costa Rica;
  • Grupo B: Brasil, Cuba, Croácia e Tailândia;
  • Grupo C: Argentina, Ucrânia, Afeganistão e Angola;
  • Grupo D: Espanha, Cazaquistão, Nova Zelândia e Líbia;
  • Grupo E: Portugal, Panamá, Tajiquistão e Marrocos;
  • Grupo F: Irã, Venezuela, Guatemala e França.

- Das 24 seleções da fase de grupos, 16 seguirão para as oitavas de final. Além das duas primeiras de cada chave, avançam ao mata-mata também as quatro melhores terceiras colocadas.

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    Brasil em uma das suas conquistas recentes: Nova Friburgo na rota de preparação para buscar mais uma taça (Foto: Divulgação)

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    Ginásio do Sesc deve receber as atividades do time brasileiro (Foto: Divulgação)

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Animizades

quarta-feira, 07 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Pessoas que, embora nos conhecendo, gostam de nós

Pessoas que, embora nos conhecendo, gostam de nós

Pior do que encontrar um inimigo é dar de cara com um ex-amigo, porque este traz consigo, além da inimizade, a lembrança da amizade que acabou. Essa foi a ideia que me ocorreu quando, no labirinto das prateleiras do supermercado, esbarrei com uma pessoa com a qual convivi fraternalmente por alguns anos. Não sei se eu errei, se ele errou, ou se foram as circunstâncias que, no passado, ergueram entre nós uma parede tão concreta que, se um de nós escorregar, bate com a cabeça nela e ganha um galo na testa. Para falar a verdade, eu acho que eu estava com a razão e ele, claro, com a desrazão. Mas está na cara (dele) que ele pensa exatamente o contrário.

Em uma de suas palestras, Leandro Karnal conta uma história (ou será anedota?) sobre Voltaire. O famoso filósofo iluminista já estava nos últimos suspiros, partindo desta para a melhor (embora ele não acreditasse em outra vida e menos ainda em outra vida melhor). Um padre, querendo salvar aquela alma rebelde, insistiu com ele: “Abandona o demônio, renega o diabo!” Voltaire, ateu que era, respondeu: “Padre, eu estou pra morrer. Não é hora de fazer inimigos”.

Pois eu devoto a mais radical inimizade àquele “cujo nome não se diz”. Concordo com Riobaldo: “Deus a gente respeita, do demônio se esconjura e aparta”. Afora isso, procuro me dar bem com todo mundo. Outro dia tive o trabalho de contar as pessoas que viram a cara quando dão o azar de passar por mim. Vai ver que são centenas, mas que eu saiba, declaradas, não foram além dos cinco dedos da mão direita. Depois disso, uma dessas pessoas faleceu, infelizmente antes que tivéssemos fumado o cachimbo da paz ou ao menos tomado em paz um cafezinho. As outras quatro estão aí, e eu peço a Deus que lhes dê vida longa, cheia de saúde e sucesso.

Porque a vida não é mais do que um pequeno jardim no fundo do quintal. Não vale a pena desperdiçar esse espaço, que já é pouco, cultivando ervas daninhas. Rancores e antipatias, raivas e animosidades. Ódio, então, nem se fala, que esse não só estraga o jardim inteiro como envenena quem o plantou.  A triste verdade é que somos mesquinhos demais para amar a todos de todo o coração. Mas não custa reservar ao menos um cantinho do jardim para aquelas pessoas que olham para as nuvens quando passam por nós. Ou mesmo para as que lamentam que já tivéssemos chegado na calçada quando o caminhão passou.

Lembremo-nos de Mandela, que, após décadas nas prisões do apartheid, saiu delas não para vingar, mas para pacificar. Lembremo-nos de Ghandi, que pagou com a vida sua teoria e prática de resistência pacífica, mas libertou a Índia do jugo inglês. E não nos esqueçamos de Teresa de Calcutá e Dulce da Bahia.

O que não falta no mundo é gente do mal, agentes do mal. Gente cheia de ódio, preconceito, fanatismo. Melhor deixá-las no fundo baú do esquecimento e lembrar apenas de quantas pessoas boas existem, daquelas que, embora nos conhecendo, gostam de nós.

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A lambança da americana Toris Penso

quarta-feira, 07 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Mesmo acostumados que estamos com as trapalhadas da arbitragem brasileira, ficamos estarrecidos com a má fé da juíza americana, Toris Penso, que apitou o confronto França X Brasil, nas olimpíadas de Paris 2024, e que eliminou a seleção anfitriã da competição. Digo má fé porque tal lambança foi injustificável em dois sentidos. O primeiro atribuído à própria juíza ao dar um acréscimo de 19 minutos, mais do que metade de uma de prorrogação normal; o segundo pela escalação de uma americana para tal jogo.

Mesmo acostumados que estamos com as trapalhadas da arbitragem brasileira, ficamos estarrecidos com a má fé da juíza americana, Toris Penso, que apitou o confronto França X Brasil, nas olimpíadas de Paris 2024, e que eliminou a seleção anfitriã da competição. Digo má fé porque tal lambança foi injustificável em dois sentidos. O primeiro atribuído à própria juíza ao dar um acréscimo de 19 minutos, mais do que metade de uma de prorrogação normal; o segundo pela escalação de uma americana para tal jogo. A seleção americana é forte e é uma das semifinalistas do torneio, contra a Alemanha, portanto tinham de ter escolhido outra nacionalidade, ficando de fora as alemãs, americanas e, obviamente, francesas e brasileiras.

O jornal Lance publicou: “A Seleção Brasileira chocou o mundo do futebol feminino com a vitória diante da França, por 1 a 0, nas quartas de final da modalidade nos Jogos de Paris. Retratos do resultado, a garra e a determinação brasileira, por pouco, não foram atrapalhadas pelos quase 20 minutos de acréscimos sinalizados pela árbitra americana Toris Penso”. E continuou: “Sem motivo aparente, a juíza acrescentou quase uma prorrogação inteira à partida em Nantes. Após a vitória, a volante Ana Vitória não escondeu a revolta com a atuação da árbitra e fez um sinal de 'roubo' com as mãos”. Ela poderia ter sido advertida ou mesmo expulsa, o que prejudicaria a equipe.

O gesto dessa gringa, sopradora de apito, deveria ser investigado pelo Comitê Organizador das Olimpíadas, pois Toris poderia ter causado uma confusão generalizada. Se, por uma infelicidade da seleção brasileira, a França tivesse empatado, o tempo iria fechar com protestos mais do que justificados por parte das brasileiras. E, após quase 20 minutos de acréscimo, jogar mais 30 de prorrogação seria um desgaste enorme, o que, certamente, favoreceria a Espanha, futura adversária da seleção brasileira.

Particularmente acho que ela estava de má fé desde o início, ao marcar uma falta com cartão amarelo contra as brasileiras com 20 segundos de jogo; o próprio pênalti aos 11 minutos, também do primeiro tempo, defendido pela Lorena, nossa goleira. Aliás, essa foi a segunda penalidade que parou nas mãos dela. Infelizmente, para mim, passou a ideia de que estava torcendo pela França. Pena que nesses 19 minutos suplementares não marcamos mais um gol nos “bleues”. Oportunidades não faltaram, com a exibição muito consistente do escrete canarinho.

Não é digno nem defensável no esporte, não importa qual modalidade, que árbitros favoreçam os atletas da casa. O que faz a diferença nessas competições é que, com raríssimas exceções, os mais capazes sempre levam a melhor. Claro está que o país patrocinador quer ganhar o maior número possível de medalhas de ouro, mas que seja pelo esforço pessoal do atleta e não pela ajuda de terceiros.

Não se deve duvidar da intenção, seja boa ou má, das pessoas, mas essas, também, devem agir de maneira coerente para que suas decisões não sejam interpretadas com desconfiança. No entanto, a atuação dessa sopradora de apito levantou sérias dúvidas sobre a lisura de sua atuação. Pareceu, pelo menos para mim, que ela torcia descaradamente pela França.

Temos um conhecido time brasileiro, muito favorecido pelos juízes locais, que deve pensar seriamente em propor à CBF, a contratação de Toris Penso, para apitar os seus jogos. Seria um reforço de peso.

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Pra valer

quarta-feira, 07 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense recebe o América em jogo de estreia na Copa Rio

        Depois de todo o imbróglio envolvendo o Friburguense na Copa Rio, enfim, a espera vai terminar para o torcedor tricolor. Depois de longos meses, o time profissional volta a campo por uma competição profissional, com objetivos bem definidos, base mantida – embora boa parte não esteja disponível neste primeiro momento – e novas perspectivas. O primeiro desafio de 2024, embora não seja prioridade, tem a sua devida importância.

Friburguense recebe o América em jogo de estreia na Copa Rio

        Depois de todo o imbróglio envolvendo o Friburguense na Copa Rio, enfim, a espera vai terminar para o torcedor tricolor. Depois de longos meses, o time profissional volta a campo por uma competição profissional, com objetivos bem definidos, base mantida – embora boa parte não esteja disponível neste primeiro momento – e novas perspectivas. O primeiro desafio de 2024, embora não seja prioridade, tem a sua devida importância.

        O jogo de ida contra o América, rival já com ritmo de competição, embora pressionado pela eliminação na Série A2, acontece nesta quarta-feira, 7, às 14h45, no Eduardo Guinle. Os ingressos são vendidos nas bilheterias do estádio, e custam R$ 20, com meia entrada a R$ 10. O duelo de volta está marcado para este sábado, dia 10, neste mesmo horário, no Giulite Coutinho. Ao todo são cinco fases, sendo que os clubes classificados das Séries A2, B1 e B2 se enfrentam na Primeira Fase, sempre em jogos de ida e volta.

Já as equipes da Série A Carioca ficam esperando os vencedores dos confrontos da primeira fase para enfrentá-los nas oitavas. Caso avance, o Frizão irá encarar o Volta Redonda. Equipes como Portuguesa, Audax e Nova Iguaçu podem pintar no caminho tricolor até uma hipotética decisão. Além de Friburguense x América, a 1ª Fase da Copa Rio de Profissionais terá os embates entre Maricá x Duque de Caxias; Petrópolis x Paduano; Artsul x Serrano; Americano x Zinzane; Sampaio Corrêa x Bonsucesso; Olaria x São Cristóvão e Cabofriense x Belford Roxo.

        Vale ressaltar que a disputa da Série B1 é o principal objetivo do Tricolor da Serra na temporada – a competição começa apenas em setembro. Quanto à montagem do elenco, Frizão já tem feito uma série de contatos com equipes que disputam a Série A2 atualmente, alinhando algumas possibilidades de reforços para se juntarem aos garotos. O centroavante Victor Hugo, que estava se destacando e se lesionou gravemente no ano passado, já treina no clube, assim como Johnny, recuperado de uma cirurgia no joelho. O goleiro Júlio César, o volante Ronaldo e os zagueiros Maurício e Magrão, Pedro e os garotos Ryan, Barrozo e Igor também devem compor o plantel.

A Copa Rio será disputada essencialmente com os garotos, e servirá como uma composição para a Série B1. A expectativa é que a manutenção do elenco leve o Friburguense a disputar, de fato, o acesso para a Série A2 Estadual.

        A rodada de abertura da Copa Rio já aconteceu, e foi realizada no dia 24 de julho. Dos seis jogos disputados, cinco terminaram empatados. Somente a Cabofriense venceu o Belford Roxo por 1 a 0, no Nélio Gomes, na Baixada Fluminense. No Ronaldo Nazário, Recife abriu a contagem para o Olaria, mas Philipinho empatou para o Cristóvão: 1 a 1. Este foi o mesmo resultado (1 a 1) de Bonsucesso e Sampaio Corrêa, no Leônidas da Silva, de Duque de Caxias e Maricá, no Marrentão, em Xerém, e Serrano e Artsul, no Atílio Marotti, em Petrópolis. Já Zinzane e Americano fizeram uma partida recheada de gols, em Moça Bonita, mas que ficou também igual: 2 a 2.

 

Homenagem a Adílio

        Na segunda-feira morreu Adílio, um dos maiores ídolos do clube e terceiro jogador que mais vestiu a camisa na história do Flamengo, com 617 partidas. O craque lutava contra um câncer no pâncreas e estava internado em um hospital na Freguesia de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu quadro piorou na semana passada, e ele não resistiu ao avanço da doença.

        Além de toda a inquestionável ligação com o rubro-negro, Adílio também teve parte de sua história ligada ao Friburguense. Em 1994, quando atuava no futebol alemão, aceitou uma oferta de 400 dólares por partida para disputar a série A1 do carioca (antiga 2ª divisão) pelo Tricolor da Serra. Em 19 jogos, o Friburguense conquistou 12 vitórias, três empates e perdeu apenas quatro partidas. Ao todo foram 30 marcados e 12 sofridos. Uma campanha irretocável, que rendeu o título ao clube.

Em 2014, para celebrar a data, ex-jogadores, integrantes da comissão técnica, imprensa local e colaboradores foram homenageados durante o encontro promovido pelo Friburguense na sede do clube. Adílio esteve presente à época, e durante entrevista, falou sobre seu carinho pelo clube e cidade. “O Flamengo é o time do meu coração, mas o Friburguense e a cidade de Nova Friburgo estão na minha alma.”

        Em nota, o Tricolor lamentou a perda, lembrou sua passagem marcante pelo clube e afirmou que “o Friburguense respeitará um minuto de silêncio em homenagem a Adílio, antes do jogo contra o América, na quarta-feira, válido pela Copa Rio.”

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    Centroavante Victor Hugo, recuperado de grave lesão, é uma das apostas do Friburguense (Foto: Divulgação)

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    Equipe volta a disputar uma partida profissional oficial de-pois de longos meses (Foto: Divulgação)

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Papa: as coisas materiais não preenchem a vida, sigamos o caminho da caridade

terça-feira, 06 de agosto de 2024
por Jornal A Voz da Serra

O Papa Francisco rezou ao meio-dia do último domingo, 4, a oração do Angelus, diante dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. “Se cada um der aos outros o que tem, com a ajuda de Deus, mesmo com pouco, todos podem ter algo", afirmou.

"As coisas materiais não preenchem a vida: somente o amor pode fazer isso. E para que isso aconteça, o caminho a seguir é o da caridade, que não guarda nada para si, mas compartilha tudo": foi o que disse o Papa, antes do Angelus, diante dos fiéis e peregrinos reunidos neste domingo na Praça São Pedro.

O Papa Francisco rezou ao meio-dia do último domingo, 4, a oração do Angelus, diante dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. “Se cada um der aos outros o que tem, com a ajuda de Deus, mesmo com pouco, todos podem ter algo", afirmou.

"As coisas materiais não preenchem a vida: somente o amor pode fazer isso. E para que isso aconteça, o caminho a seguir é o da caridade, que não guarda nada para si, mas compartilha tudo": foi o que disse o Papa, antes do Angelus, diante dos fiéis e peregrinos reunidos neste domingo na Praça São Pedro.

"Hoje, o Evangelho nos fala de Jesus que, depois do milagre dos pães e dos peixes, convida as multidões, que o procuram, a refletir sobre o que aconteceu, para entender seu significado. Eles haviam comido aquele alimento compartilhado e puderam ver como, mesmo com poucos recursos, graças à generosidade e coragem de um jovem, que colocou à disposição dos outros o que ele tinha, todos foram alimentados até a saciedade”.

O sinal era claro, destacou o Papa: “se cada um der aos outros o que tem, com a ajuda de Deus, mesmo com pouco, todos podem ter algo". E, em vez disso, eles não entenderam – completou o Santo Padre: “confundiram Jesus com uma espécie de mágico, e voltaram para procurá-lo, esperando que repetisse o prodígio como se fosse uma magia".

"Eles foram protagonistas de uma experiência para seu caminho, mas não compreenderam o significado dela: sua atenção estava voltada apenas para os pães e peixes, para o alimento material, que acabou imediatamente – continuou o Papa. Eles não perceberam que isso era apenas um instrumento, que o Pai, enquanto saciava a fome deles, lhes revelava algo muito mais importante: o modo de vida que dura para sempre e o sabor do pão que sacia para além da medida".

O verdadeiro pão, em resumo, - disse o Papa - "era e é Jesus, seu Filho amado feito homem, que veio para compartilhar nossa pobreza para nos conduzir, por meio dela, à alegria da plena comunhão com Deus e com nossos irmãos e irmãs, em dom".

"As coisas materiais não preenchem a vida: somente o amor pode preenchê-la. E para que isso aconteça, o caminho a ser seguido é o da caridade que não guarda nada para si, mas compartilha tudo", observou o Santo Padre.

"Isso não acontece também em nossas famílias? Pensemos naqueles pais que lutam a vida inteira para educar bem seus filhos e deixar-lhes algo para o futuro. Como é bonito quando essa mensagem é compreendida, e os filhos são gratos e, por sua vez, tornam-se solidários uns com os outros como irmãos! E como é triste, ao contrário, quando eles brigam por herança, e talvez não se falem por anos", enfatizou.

A mensagem da mamãe e do papai, seu legado mais precioso, não é o dinheiro, - enfatizou o Papa - "mas o amor com o qual eles dão a seus filhos tudo o que têm, assim como Deus faz conosco, e dessa forma eles nos ensinam a amar".

"Vamos nos perguntar, então: qual é a minha relação com as coisas materiais? Eu sou escravo delas ou as uso livremente, como instrumentos para dar e receber amor? Sei dizer "obrigado" a Deus e a meus irmãos e irmãs pelos dons recebidos e compartilhá-los? Francisco concluiu pedindo a Maria, que deu a Jesus toda a sua vida, que nos ensine a fazer de todas as coisas um instrumento de amor.

 

Fonte: Vatican News

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