O Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homologou, na terça-feira, 14, a retotalização dos votos da eleição de 2022 para deputado estadual após a cassação do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil). Com esse procedimento, foi formalizada a nova composição da Assembleia Legislativa fluminense (Alerj). Com a decisão, o Renan Jordy (PL), deixa a condição de suplente e passa a assumir como deputado estadual titular.
A recontagem foi necessária depois de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que excluiu os 97.822 votos recebidos por Bacellar na eleição de 2022. Embora hoje esteja no União Brasil, ele havia sido eleito pelo PL, e por isso a vaga retorna agora à legenda de origem.
A mudança na bancada, porém, não foi automática nem tão simples quanto parecia num primeiro momento. Em janeiro de 2025, o então deputado estadual Dr. Serginho deixou a Alerj para assumir a Prefeitura de Cabo Frio. Com isso, o seu primeiro suplente, Delegado Carlos Augusto, já havia passado a ocupar cadeira na Alerj como deputado estadual titular.
Essa movimentação empurrou Renan Jordy, que teve 36.343 votos em 2022, para a posição de primeiro suplente da fila atual do PL. É essa ordem reconfigurada que agora vale para o preenchimento da vaga aberta com a cassação de Bacellar.
Eleições para a presidência
Com a homologação concluída pelo TRE, a Alerj fica liberada para convocar uma nova eleição para a presidência da casa. A disputa anterior, realizada em 26 de março e vencida por Douglas Ruas (PL), foi anulada pela Justiça porque ocorreu antes da conclusão formal do processo no TRE, quando o colégio eleitoral ainda não estava juridicamente fechado.
O efeito político é imediato para a Alerj, mas não altera, por enquanto, o comando do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Mesmo com a escolha de um novo presidente da Alerj, o Executivo fluminense continua sob comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), por força da renúncia do governador Cláudio Castro (PL) que estava há quase um ano sem vice (Thiago Pampolha deixou a função para assumir vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Essa impedimento (eleição de um novo governador) continua valendo enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não definir se a escolha do novo governador será por eleição indireta (pela Alerj) ou direta (voto popular). O eleito terá um mandato-tampão até 31 de dezembro, pois em 1º de janeiro de 2027 assumirá o vencedor das eleições gerais do próximo 4 de outubro.
Crise
A homologação do TRE desta terça-feira encerrou uma etapa que vinha segurando a sucessão interna da Assembleia desde o fim de março. Agora, com a composição formalmente validada pela Justiça Eleitoral, a expectativa se volta para a convocação da nova disputa pela presidência da Alerj, peça central no rearranjo político do Estado do Rio de Janeiro neste momento.
(Diário do Rio com informações do portal Tempo Real)

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