Uma onda de pichações vem tomando conta de Nova Friburgo nos últimos dias. Diversos monumentos, fachadas de imóveis e até mesmo o mobiliário urbano do centro da cidade têm sido alvo dos vândalos. Basta uma pequena caminhada pelas praças Dermeval Barbosa Moreira e Getúlio Vargas, incluindo seus arredores para se perceber uma crescente quantidade de pichações. Nem mesmo monumentos clássicos com as estátuas do ex-presidente Getúlio Vargas, do ex-deputado federal Galdino do Valle Filho e do médico Dermeval Barbosa Moreira, assim como do poeta romano Vergilius foram totalmente rabiscadas com sprays. Até as bordas do chafariz da Praça Dermeval não foi poupado das ações criminosas.

Moradores e turistas lamentam a dilapidação do patrimônio público friburguense com a sequência de pichações. “Isso não pode continuar acontecendo. Será que as câmeras de monitoramento do programa da prefeitura, Cidade Inteligente, não registram essas infrações a tempo de acionar a polícia para flagrar esses infratores?”, questiona um morador e frequentador assíduo da Praça Getúlio Vargas.
Outro morador sugere que se os pichadores forem identificados não deveriam ser punidos com multa em dinheiro. “O certo, na minha opinião, seria obrigar esses infratores a terem que comprar os materiais necessários para a limpeza desses monumentos e eles próprios terem que fazer isso. Não é certo ocupar as equipes de servidores da prefeitura para fazer a limpeza. Talvez obrigando os pichadores a limpar, eles pensem melhor antes de voltarem a pichar”, completa outro morador.
Pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, com pena de detenção variando de três meses a um ano conforme a lei 9.605/98. Se a pichação ocorrer em monumentos ou bens tombados, a pena é ainda mais rigorosa, podendo variar de seis meses a um ano de detenção, além de multa. Em alguns casos, como o uso da pichação para ofender a honra ou como forma de causar prejuízo ao bem público, a detenção pode ser de seis meses a três anos, com multa.




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