O aumento do preço dos alimentos não é uma novidade. Basta ir à feira, aos sacolões ou ao supermercado para comprovar. Nos últimos dias, o tomate tem liderado o ranking da disparada de preços assustando os consumidores com um aumento de 20% apenas no mês de maio e alta de 45,4% acumulada desde o início de 2026, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Preço pode aumentar de novo na semana que vem
O indicador do Centro de Pesquisas Aplicadas (Cepea) apontou que, em abril, o tomate longa vida chegou a custar R$ 129,41 a caixa de 20 quilos, um aumento de 16,3%. Em Nova Friburgo, os consumidores já começam a sentir o impacto desse aumento. Em apenas uma semana o preço da fruta se tornou assunto entre os consumidores.
Nesta terça-feira, 17, o preço do quilo do tomate nos hortifrutis do centro da cidade variava entre R$ 9,99 a R$ 18,98, o quilo. Na semana passada, o tomate ainda era encontrado a partir de R$ 4,99 nos hortifrutis que observam queda acentuada nas vendas do item devido a disparada no preço.
Tão caro, por quê?
De acordo com o Cepea, o motivo do aumento exacerbado é resultado da menor oferta do alimento, causado pela desaceleração da safra de verão e baixa oferta da safra de inverno, que apresenta pouca produtividade. A alta também pode ser justificada pelo frio, que vem adiando o ciclo das plantas e a maturação dos frutos.
A expectativa para a próxima semana é de que os valores se mantenham, podendo ocorrer um novo aumento. Apesar da safra de inverno seguir, aos poucos, se intensificando, as produtividades devem permanecer abaixo do potencial, com a previsão climática de frio para os próximos meses.
Outros alimentos
Entre os produtos que apresentaram redução de preço, o café moído foi um dos destaques. Após meses consecutivos de aumento, o item registrou queda de 2,38% em maio. As frutas também ficaram mais baratas, com recuo médio de 0,70%, ajudando a amenizar parcialmente os gastos das famílias com alimentação.
Mesmo com a queda no preço de alguns produtos, os alimentos continuaram sendo os principais responsáveis pela inflação registrada em maio. Em 2026 houve um acúmulo de inflação nos primeiros cinco meses, com 3,20%, apesar disso, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira, 12, mostra que no mês de maio foi registrado um aumento de 0,58%, considerado baixo se comparado a porcentagem de abril (0,67%).
Apesar do alívio em alguns produtos, a maior parte dos alimentos pesquisados continuou registrando aumentos. A batata-inglesa liderou as altas, com aumento de 44,69% em apenas um mês, junto com a cebola, que teve um aumento acumulado de 16,80%. Já as carnes, item presente na mesa da maioria dos brasileiros, ficaram 1,39% mais caras.
Além da inflação estar relacionada à menor oferta de alguns produtos agrícolas e aos custos de transporte, o aumento das despesas com frete e insumos utilizados na produção, como fertilizantes, também contribuiu para pressionar os preços ao consumidor.
O resultado fez com que a inflação dos alimentos registrasse o terceiro mês consecutivo acima de 1%. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o grupo Alimentação e Bebidas já soma alta de 4,81%, mostrando que a comida continua sendo um dos itens que mais pesam no orçamento das famílias brasileiras.
(Com informações do Globo Rural)
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
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