Uma jaguatirica atropelada na noite da última segunda-feira,13, por volta das 20h, na altura do quilômetro 130 da rodovia RJ-116, próximo ao trevo de acesso a Cantagalo, mobilizou uma força-tarefa que garantiu o resgate ágil e aumentou as chances de sobrevivência do animal. O felino jovem com cerca de dez quilos, apresenta boa recuperação após receber atendimento emergencial.
A operação foi conduzida de forma integrada por equipes da ONG SOS Vida Silvestre e da concessionária Rota 116, responsáveis pelo monitoramento do trecho privatizado da rodovia. Assim que o acidente foi comunicado, os profissionais se deslocaram até o local e realizaram o resgate com segurança, priorizando a estabilização do animal ainda na pista.
Atendimento imediato e cuidados intensivos
Após o resgate, a jaguatirica foi encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). No local, o animal passou a receber os primeiros atendimentos veterinários.
A avaliação inicial apontou um impacto na cabeça, o que exigiu tratamento intensivo nas primeiras horas. Apesar da gravidade potencial, a resposta rápida das equipes foi determinante para estabilizar o quadro clínico. Segundo os responsáveis, o animal encontra-se fora de perigo e segue em recuperação, com evolução considerada positiva.
Parceria fortalece proteção da fauna
O caso evidencia a importância do trabalho contínuo de monitoramento da fauna silvestre ao longo da RJ-116. A atuação conjunta entre a concessionária e a SOS Vida Silvestre já dura oito anos e tem contribuído significativamente para reduzir o número de mortes de animais na rodovia.
De acordo com o dirigente da ONG, Leandro Francis, a parceria permite respostas rápidas em situações de emergência. “Esse trabalho conjunto tem sido fundamental para a proteção da fauna. Conseguimos agir com agilidade e já evitamos centenas de mortes ao longo desse trecho”, destacou.
Expectativa de retorno à natureza
A jaguatirica permanece sob cuidados especializados no CRAS, com acompanhamento do médico veterinário Jeferson Pires. A expectativa é de que, com a continuidade do tratamento e a boa evolução do quadro, o animal possa ser reabilitado e, futuramente, devolvido ao seu habitat natural.
O resgate reforça não apenas a importância da preservação da fauna silvestre, mas também o papel da conscientização dos motoristas que trafegam por áreas de mata, onde a presença de animais na pista é frequente.

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