A comunidade católica dedicada a Sant’Ana e a São Joaquim, no bairro Cônego, está em festa em louvor aos santos, celebrados no próximo domingo, 26. Eles são pais de Maria e avós de Jesus Cristo, portanto, considerados os protetores dos avós. A festa na Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim, na Praça de Sant’Ana, no centro do Cônego, já começou e reúne , além de celebrações religiosas, uma programação especial de shows.
Nesta quinta-feira, 23, às 19h, será celebrada missa com o padre Jorge Eduardo Coimbra do Almo, seguida de show com Terto Jr., às 20h. Na sexta-feira, 24, tem missa na igreja, às 19h, celebrada pelo padre Leonardo Silveira e, em seguida, a partir das 20h, show da banda As Lumiarinas. No sábado, 25, missa às 17h, com o padre Júlio César, seguida de show do grupo Desafetos do Colírio, também a partir das 20h.
Já no domingo, 26, dia de Sant’Ana e São Joaquim, tem missa às 10h, seguida de carreata pelas ruas centrais do Cônego. Às 17h, missa seguida de procissão luminosa e encerrando a programação de shows, a partir das 19h se apresentam Baião de Três e Comunidade Israel.
Além dos shows, a festa também conta com barraquinhas na praça do bairro que fazem a venda de comidas típicas dos arraiás juninos, além de salgados, doces e refrigerantes.
Proteção aos avós
A celebração de Sant’Ana e São Joaquim, como avós de Jesus, foi oficializada pelo concílio Vaticano II, em 1969, e costuma, todos os anos, atrair devotos às igrejas que fazem orações com pedidos de proteção para os avós.
No entanto, não há nenhuma referência na Bíblia sobre Joaquim e Ana, pais de Maria. As informações existentes foram tiradas dos textos apócrifos, como o Protoevangelho de Tiago e o Evangelho do pseudo Mateus. Sabe-se apenas que ambos moravam em Jerusalém.
Quando se casaram, Joaquim e Ana não tiveram filhos durante 20 anos. Naquela época, para os judeus, não ter descendentes era sinal da falta de bênção de Deus. Certo dia, ao levar suas ofertas ao Templo, Joaquim foi repreendido por um homem pelo fato de não ter filhos. Joaquim ficou transtornado e decidiu retirar-se para o deserto. Durante 40 dias, ele suplicou a Deus que lhe desse descendentes. Ana também passou dias em oração, pedindo a Deus a graça da maternidade, que lhe foi concedida com o nascimento de Maria.

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