Projeto do Ministério da Saúde pretende ampliar assistência a pacientes acamados

Intenção é oferecer acompanhamento multiprofissional na residência de pacientes que não conseguem se deslocar e precisam de cuidados contínuos
quarta-feira, 22 de julho de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Magnific
Foto: Magnific

Idosos com limitações físicas e dificuldade para sair de casa passarão a contar com uma alternativa para receber acompanhamento de saúde. O Ministério da Saúde anunciou, nesta semana, a ampliação do Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (Padi), que permitirá a solicitação de atendimento em domicílio para pessoas que necessitam de cuidados contínuos e apresentam restrições de mobilidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, o programa  será desenvolvido pelas equipes Multiprofissionais (eMulti) da Atenção Primária à Saúde (APS), em articulação com outras equipes, outros níveis de atenção do Sistema único de Saúde (SUS) e a rede intersetorial do território para ampliar e qualificar o cuidado domiciliar. 

Apesar de ser voltado prioritariamente para pessoas com 60 anos ou mais, o programa não estabelece limite de idade. O atendimento é destinado a pacientes em condição clínica estável, restritos ao leito ou ao ambiente domiciliar, e que precisam de acompanhamento frequente, mas cujos cuidados podem ser realizados com segurança dentro de casa. A iniciativa busca garantir a continuidade do tratamento sem a necessidade de permanência prolongada em hospitais.

Como funciona

O Padi reúne equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. O plano de atendimento é elaborado de acordo com as necessidades de cada paciente, permitindo um cuidado mais individualizado e também orientando familiares e cuidadores durante o tratamento.

Entre os pacientes atendidos estão pessoas com doenças crônicas, incapacidades funcionais temporárias ou permanentes, indivíduos que receberam alta após longos períodos de internação, pacientes em cuidados paliativos e aqueles que, por limitações físicas, não conseguem comparecer regularmente aos serviços de saúde. O acompanhamento domiciliar também contribui para reduzir riscos associados ao deslocamento e favorece a recuperação em um ambiente familiar.

Benefícios

Além de proporcionar mais conforto ao paciente, o atendimento em casa traz impactos positivos para o sistema público de saúde. Entre os benefícios apontados estão a redução do tempo de internação, a liberação de leitos para casos de maior complexidade, o estímulo à recuperação da autonomia e o fortalecimento dos cuidados prestados no ambiente domiciliar.

A proposta é oferecer também uma assistência contínua, humanizada e integrada, preservando a qualidade de vida dos pacientes e garantindo um acompanhamento mais próximo da realidade de cada família.

(Fonte: Ministério da Saúde

 
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