Passageiros de Alto de Olaria querem mais oferta de horários de ônibus

MP abre canal para reclamações de “sumiço de linhas” em todo o Estado do Rio
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
Passageiros pegam ônibus em Friburgo (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)
Passageiros pegam ônibus em Friburgo (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)

A VOZ DA SERRA tem recebido relatos de passageiros descontentes com a redução de algumas linhas de ônibus e também de horários. Por conta da pandemia, em março deste ano, devido às recomendações de isolamento, a empresa Friburgo Auto Ônibus (Faol) foi autorizada a operar com frota reduzida. Mesmo após a retomada das atividades comerciais, a empresa optou por aglutinar algumas linhas, o que acabou reduzindo o número de coletivos em determinados bairros. Segundo o diretor da empresa, Paulo Valente, em recente entrevista ao jornal, disse que o motivo é a redução de custos, já que a empresa enfrenta uma crise financeira por conta da redução de passageiros pagantes.

A baixa demanda, resultante da pandemia, mesmo com a flexibilização, fez com que a Faol revisasse sua logística. Em meados de julho, noticiamos que, por conta dessa baixa demanda, como justificou Valente, linhas de bairros mais distantes como Furnas, servem a usuários de outras quatro localidades: Belmonte, Bairro Novo, Parque das Flores e Alto do Catete. O mesmo ocorre nas linhas que ligam o Centro ao Alto de Olaria. Antes eram três linhas (Alto de Olaria via Rua Paraná, via Barroso e via Rua São Paulo). Hoje, são duas linhas que percorrem a localidade, assim como as linhas Vale dos Pinheiros e Granja Spinelli que absorveram há algum tempo a linha Cordoeira-Lagoinha.

No Alto de Olaria, também houve um ajuste nos horários. Uma moradora contou à nossa equipe que considera pouca a oferta de horários para o bairro que é bastante populoso. “A linha para de circular às 21h30 nos dias úteis e aos sábados às 18h05. Quem trabalha até mais tarde fica sem ter como voltar pra casa. A situação piora aos sábados. É preciso rever essa tabela de horários, pois muita gente está sendo prejudicada”, reclamou a passageira.

 “A empresa não tem horários descobertos. O que acontece é que temos menos horários porque a demanda caiu. Temos feito contato com o Ministério Público, Câmara de Vereadores e prefeitura para discutir a questão do transporte público. Se nada for feito, vai dar problema”, disse Paulo Valente.

MPRJ receberá comunicações sobre falta de linhas de ônibus

O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), receberá reclamações sobre falta de linhas de ônibus no estado através da plataforma Consumidor Vencedor. O "sumiço" de algumas das linhas ou a circulação com frota menor do que a devida têm sido noticiado de forma recorrente pela imprensa e também é objeto de diversas reclamações recebidas por meio da Ouvidoria do MP, alcançando todo o estado. Diante disso, a iniciativa de divulgar o site Consumidor Vencedor visa oferecer à população um meio de contato simples para comunicar essas questões.

Várias linhas já são objeto de ação civil pública e há decisões judiciais a serem cumpridas, as quais são divulgadas no site do MP. As comunicações poderão demonstrar o descumprimento dessas decisões e reforçar a atuação do órgão Ministério Público em juízo. Para relatar o problema ao MP, basta acessar a página Consumidor Vencedor e o ícone Fiscal Cidadão, clicar no tema transportes, procurar a seção ônibus e ver as linhas que já são objeto de ação civil pública e decisão judicial. Ao encontrar a linha sobre a qual deseja comunicar, o usuário deve clicar no botão vermelho "denuncie o descumprimento" para preencher o formulário, anexando fotos ou vídeos, se desejar. Se não encontrar a linha reclamada, é preciso clicar em "nova comunicação (outras linhas)" e também preencher o formulário. Outro caminho é acessar diretamente a pesquisa da página consumidor vencedor e digitar a linha que deseja buscar.

O portal Consumidor Vencedor reúne vitórias obtidas em processos ajuizados em várias áreas, como transportes, saúde, educação, finanças, alimentação, entre outras. No site, além de consultar decisões, há espaço para o consumidor denunciar o descumprimento das obrigações previstas nas sentenças ou nos TACs.

 

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TAGS: Transporte