Páscoa: Preços de ovos de chocolate e pescados sobem e exigem pesquisa

Levantamento aponta alta média de 16,85% e variações de até 160% nos preços, segundo o Procon
terça-feira, 31 de março de 2026
por Isabella Rodrigues (*)
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro
A Semana Santa chegou e com ela os costumes do consumo de peixes na Sexta-feira da Paixão, 3, e de chocolates, no Domingo de Páscoa, 5. Mas para manter essa tradição viva nas famílias friburguenses, o consumidor deve se programar e antecipar a ida às compras, pois será preciso gastar mais tempo pesquisando preços e buscando por promoções de última hora, pois esta Páscoa está bem mais amarga. Em Nova Friburgo, os consumidores já encontram preços mais altos para itens tradicionais desta época do ano.

Quilo do bacalhau pode ultrapassar R$ 250
Levantamentos recentes mostram que ovos de chocolate, barras e bombons estão mais caros em 2026, enquanto o mercado de pescados também projeta aumento com a proximidade do período de maior consumo.

A expectativa do setor, no entanto, é de aumento na procura de clientes, que pode chegar a até 30%. Esse crescimento na demanda, somado aos custos de transporte e armazenamento dos produtos, tende a pressionar os preços, especialmente de itens produtos mais tradicionais, como o bacalhau, que pode chegar a R$ 259,99 o quilo.

Antes mesmo do pico de consumo, consumidores já encontram valores mais elevados em feiras e mercados. A tendência é de que os preços continuem subindo nos próximos dias, acompanhando o aumento do movimento no comércio. Há pescados que custam, em média, mais de R$ 100, o quilo, mas há algumas opções mais em conta como a tilápia que sai a partir de R$ 55, o quilo.  

Chocolate mais amargo 

Além do pescado, outro item que deve pesar no orçamento é o chocolate. No Estado do Rio, uma pesquisa realizada pelo Procon-RJ identificou alta significativa nos produtos de páscoa. O estudo, feito entre 26 de fevereiro e 16 de março, por exemplo, analisou 70 produtos típicos da data e apontou aumento médio de 16,85% em relação ao ano passado. Com isso, o custo de uma cesta de Páscoa passou de cerca de R$ 200 para R$ 233,70 em 2026.

Além da alta geral, o levantamento chama atenção para a grande diferença de preços entre os estabelecimentos. A variação pode chegar a 160,32% para um mesmo item, o que significa que o consumidor pode pagar mais que o dobro dependendo de onde compra. No total, a variação média entre os produtos analisados foi de 63,37%.

Entre os exemplos, uma barra de chocolate com biscoito de 90 gramas foi encontrada por valores entre R$ 4,99 e R$ 12,99. Segundo a pesquisa, 58% dos itens apresentaram diferenças entre 50% e 100%, enquanto apenas 8% tiveram variação inferior a 25%, reforçando a necessidade de pesquisar antes de comprar. Enquanto os ovos de chocolate custam, em média, a partir de R$ 60 em lojas do centro de Friburgo, uma caixa de bombom com 250 gramas pode ser encontrada a partir de R$ 10,49.  

Alta do cacau é uma das justificativas 

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma das causas do aumento está relacionado com o preço do cacau no mercado internacional. A dificuldade enfrentada é principalmente por conta da escassez sofrida entre os maiores produtores da fruta, Costa do Marfim e Gana.  

No ano passado, o aumento dos preços do chocolate foi de 16,53%, e no Estado do Rio, chegou a 18,63%. A barra de 100 gramas acumulou alta superior a 30% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.

Diante desse cenário, especialistas orientam que o consumidor antecipe as compras sempre que possível e compare preços em diferentes locais. No caso dos pescados, também é importante observar condições de conservação, como temperatura, aparência e odor, para garantir a qualidade do produto.

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 

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