O primeiro nascer do sol do inverno, acima das nuvens

Estação este ano deverá ser marcada por ondas de frio; a próxima será na virada do mês
terça-feira, 21 de junho de 2022
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
O primeiro nascer do sol deste inverno, acima das nuvens (Fotos: Pousada Chalés Pico do Caledônia)
O primeiro nascer do sol deste inverno, acima das nuvens (Fotos: Pousada Chalés Pico do Caledônia)

Às 6h14 desta terça-feira, 21, junto com o nascer do sol, começou oficialmente o inverno 2022. Em Nova Friburgo, a estação mais fria do ano chegou com temperaturas ainda  amenas e um forte nevoeiro encobrindo o Centro da cidade.

Já no Alto do Caledônia, acima do colchão de nuvens, o sol demonstrou desde cedo toda a sua força - assim como a friaca que está por vir.  Na pousada Chalés Pico do Caledônia, hóspedes postaram fotos de termômetros marcando 5 graus.  Na estação do Inmet em Salinas, normalmente a mais fria de Friburgo,  a mínima oficial registrada pouco depois das 6h era de 9 graus.

Até este sábado, as mínimas devem continuar oscilando entre 12 e 23 graus. No domingo as máximas podem cair para 17 durante o dia, e a última semana de junho promete ser um pouco mais fria. 

Ondas de frio

Como noticiado por A VOZ DA SERRA, o inverno deste ano deverá ser marcado por ondas de frio - como, aliás, já vem acontecendo desde maio, ainda no outono. A próxima massa de ar frio de origem polar é esperada para a virada de junho para julho, quando deverá esfriar de verdade. Nos primeiros dias de julho, as mínimas em Friburgo devem cair sensivelmente, podendo até gear em áreas mais altas ou descampadas.

Depois da onda de frio na virada do mês, outras duas são esperadas ainda em  julho: uma na primeira quinzena e outra no fim do mês. Para  agosto, há expectativa de pelo menos uma onda de frio  de forte intensidade, suficiente para provocar geadas no Sudeste.

Culpa do La Niña

Para os meteorologistas, o motivo dessas ondas de frio é a continuidade do fenômeno La Niña (resfriamento das águas do Pacífico). Historicamente, anos muito frios coincidiram com a presença do La Niña. Apenas seu antagônico, o El Niño (aquecimento do Pacífico), é capaz de bloquear o avanço de massas de ar frio de origem polar.

La Niña se estabeleceu na primavera de 2021 e continua ativo desde então. Por causa dele, o verão passado foi extremamente chuvoso  e o frio começou mais cedo este ano, no outono. O verão friburguense, por exemplo, só teve 24 dias quentes e ensolarados e termômetros marcando apenas 12 graus em pleno fevereiro, como mostrou A VOZ DA SERRA.

O calor deve voltar a partir da segunda quinzena de setembro, coincidindo com o início oficial da primavera, às 22h04 do dia 22.

As muitas belezas do inverno

As belezas do inverno não se mostram somente no céu, de um azul mais intenso nesta época do ano em cidades de montanha como Nova Friburgo, mas também nas flores típicas da estação. Na Praça Dermeval Barbosa Moreira, por exemplo, chamam a atenção de quem espera pelo ônibus os pompons cor de rosa de um ipê-rosa adulto (Tabebuia avellanedae ou Handroanthus avellanedae) - acima e abaixo, em fotos de Henrique Pinheiro.

Os ipês são árvores caducifólias, ou seja, perdem todas as folhas, que são substituídas por cachos de flores de cores intensas. Florescem entre junho e novembro, começando pela cor roxa, depois a  rosa, depois o amarelo e, por último, o branco. As pétalas caem no decorrer de uma semana, colorindo também o chão.

O nome ipê vem do tupi e significa casca dura. Antigamente os índios utilizavam a madeira dessas árvores, muito resistentes, para fazerem seus arcos de caça e defesa. Hoje é muito usado na estrutura de obras, em móveis de boa qualidade e em instrumentos musicais.

Outras flores de inverno são prímulas, papoulas, begônias, gardênias, camélias, cíclames, azaléias, cravos, lírios, amor-perfeito e… cerejeiras.

 

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TAGS: Clima