O cinema vai se transformar em instrumento de reflexão ambiental em Nova Friburgo. A cidade recebe nesta quinta-feira, 13; no sábado, 15 e no próximo dia 21, no Espaço Arp, a Mostra Ecofalante de Cinema – Especial COP30, uma programação gratuita de curtas-metragens socioambientais que propõe novas formas de enxergar o planeta.
A iniciativa é promovida pelo projeto SustentArp, em parceria com a Ecofalante, Organokits e o Instituto Ambiental Compor, e integra a temática da COP30, conferência climática da ONU que está sendo realizada em Belém-PA.
Cinema e consciência
Com o lema “Cinema, consciência e um novo olhar sobre o planeta”, a mostra reúne produções que abordam temas como mudanças climáticas, preservação ambiental, cultura indígena e sustentabilidade. As exibições ocorrerão na Rua das Borboletas e no SustentArp, no Espaço Arp, em encontros que unem arte, diálogo e educação ambiental.
A proposta é aproximar a população dos debates que serão destaque na COP30, estimulando o engajamento social e o pensamento crítico por meio do audiovisual. Reconhecida nacionalmente, a Mostra Ecofalante é referência em difundir obras que provocam o público a refletir sobre os impactos humanos no meio ambiente e sobre alternativas sustentáveis para o futuro.
Programação
As atividades começam nesta quinta-feira, 13, às 16h30, na Rua das Borboletas, com uma sessão voltada para o público infantil e familiar. O evento será aberto com a contação de histórias “O Tucano Rogério e a missão ambiental”, escrita por Roberta Ramalho, que narra aventuras inspiradas nas belezas naturais de Nova Friburgo e na importância do cuidado com a natureza.
Exibição de curtas
“Floresta que Refresca” (direção de Ianah Maia, 5 min) – um olhar sobre as mudanças climáticas e o papel das agroflorestas;
“Vellozia” (direção de Pedro de Castro Guimarães, 13 min) – crianças do Cerrado aprendendo a preservar rios e nascentes;
“Kigalinha” (direção de Gabriel Justo, Felipe Santana e Gabrielle Adabo, 20 min) – uma animação criativa sobre uma galinha ciborgue vinda do futuro para combater o aquecimento global.
Cultura indígena em foco
A segunda sessão acontecerá no sábado, 15, às 17h30, também na Rua das Borboletas, e traz produções que valorizam a cultura indígena e a conexão entre o ser humano e a natureza.
Destaques
“Caminho dos Gigantes” (direção de Alois Di Leo, 12 min) – a jornada poética de Oquirá, uma menina indígena de seis anos entre árvores ancestrais;
“Kwat e Jaf – Os bebês heróis do Xingu” (direção de Clarice Cardell, 20 min) – mistura de animação e cenas reais inspirada na mitologia Kamayurá, retratando as tradições do Alto Xingu.
Documentário amazônico
A programação será encerrada no dia 21, às 17h30, no SustentArp, com a exibição do documentário “Floresta – Um jardim que a gente cultiva” (direção de Mari Corrêa, 43 min). O filme contrapõe a visão indígena e a ciência ocidental sobre a Amazônia, revelando os impactos da colonização e o papel essencial dos saberes tradicionais na conservação da floresta. A entrada é gratuita e aberta ao público de todas as idades.

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