No último fim de semana, entre a noite de sexta-feira, 27, e domingo, 29, a Operação Lei Seca, atuou, mais uma vez, em Nova Friburgo e abordou 253 motoristas na fiscalização realizada na Rua Padre Roberto Sabóia de Medeiros, no Paissandu. Deste total, 61 foram autuados por estarem dirigindo após terem consumido bebidas alcoólicas, um percentual de 24,1%. O município figurou entre os maiores percentuais de alcoolemia no Estado do Rio de Janeiro, neste fim de semana, junto a Campos dos Goytacazes, no norte fluminense (353 abordagens, destes 89 alcoolizados) e o bairro de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste da capital (75 motoristas abordados, 28 deles alcoolizados).
Nos 17 anos da Operação, celebrados este mês, um balanço positivo no estado: redução de 40% no número de acidentes com vítimas e 21% nas mortes por embriaguez ao volante
Ao todo, no último fim de semana, a Lei Seca contabilizou a autuação de 456 motoristas por alcoolemia em todo o estado. No período, foram realizadas 28 ações de fiscalização, com 2.992 condutores abordados e uma taxa geral de alcoolemia de 15,24%. As blitzes da Operação Lei Seca continuam em evidência em pontos estratégicos de todo o estado e mais do que alcançar números têm contribuído por um trânsito mais seguro e, o melhor, salvando vidas. Neste mês, a Operação Lei Seca completou 17 anos firmando-se como uma das principais iniciativas de segurança no trânsito do país.
A Operação em números e benefícios
Desde a sua criação, em 2009, as ações de fiscalização de alcoolemia já abordaram quase cinco milhões de motoristas nas vias fluminenses, o equivalente, por exemplo, a mais de 60 maracanãs lotados. Ao longo desse período, mais de 42,6 mil operações foram realizadas de Norte a Sul do estado, com a aplicação de mais de 4,5 milhões de testes de etilômetros nas ruas.
O empenho da Operação Lei Seca se traduz em diversos benefícios, especialmente na redução de pelo menos 40% nos números de acidentes e vítimas. Mais de 360 mil ocorrências envolvendo consumo de álcool ao volante foram registradas pelas equipes da Lei Seca ao longo desses 17 anos, retirando das ruas motoristas que representavam perigo no trânsito.
Um exemplo para o Brasil
O modelo de atuação instituído pela Operação Lei Seca fluminense, coordenada pela Secretaria estadual de Governo, incluindo o modo de operar nas blitzes, já é adotado por mais da metade dos estados brasileiros. A inspiração nacional tem um bom motivo: política pública de combate a acidentes resultantes da combinação entre álcool e direção.
Os resultados positivos também aparecem nos indicadores de segurança viária quando se compara o ano de 2008, período anterior ao início da Lei Seca, com os dados mais recentes de 2025. Nesse intervalo, o Estado do Rio registrou queda de mais de 21% na taxa de mortes no trânsito. A redução foi ainda mais expressiva no número de pessoas feridas em acidentes: a taxa caiu 38,6%.
Mudança de comportamento ao dirigir
A combinação entre fiscalização contínua e ações educativas foi fundamental para transformar o comportamento dos motoristas ao longo desses anos. Hoje, as blitzes da Lei Seca tornaram-se parte da rotina das cidades fluminenses e contribuem para reforçar a mensagem de que dirigir após consumir bebida alcoólica é uma conduta de alto risco e com consequências legais pesadas.
Com média de 2.529 operações realizadas por ano e cerca de 287 mil motoristas abordados no mesmo período, a Operação Lei Seca mantém atuação permanente em diferentes municípios do estado, tanto na capital quanto no interior.
Modernização que salva mais vidas
Instituída com o objetivo de mudar comportamentos e salvar vidas, a Operação Lei Seca também passou por modernizações nos últimos anos. O aumento de investimentos superior a 200%, especialmente entre 2021 e 2025, permitiu a incorporação de novas tecnologias, como o uso de drones (um núcleo de monitoramento por este tipo de equipamento foi criado).
As equipes também passaram a contar com instrumentos mais modernos para medição de álcool, ampliando a eficiência das fiscalizações, que ganharam ainda mais rádios transmissores, vans adaptadas para as equipes de educação, motocicletas, equipamentos de sinalização e uniformes, entre outros itens.
Ao longo dos últimos 17 anos, a Operação contribuiu para uma mudança cultural no trânsito, aumentando a conscientização sobre os riscos de dirigir após o consumo de álcool e fortalecendo a percepção de fiscalização permanente.
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