Em um mês, governo interino do estado já exonerou mais de 600 servidores

Economia anual estimada com a medida pode chegar a R$ 30 milhões
quarta-feira, 22 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Ivo Korytowki
Foto: Ivo Korytowki

A gestão do governador interino do Estado do Rio de Janeiro, o presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, exonerou, na última segunda-feira, 20, mais 94 servidores vinculados à área administrativa do Governo do Estado. Considerando as 544 exonerações que já tinham sido formalizadas, nas últimas semanas, o total de servidores exonerados nas secretarias de Governo e da Casa Civil subiu para 638.

O governo interino, que assumiu a gestão há um mês, após a renúncia do governador Cláudio Castro, em 23 de março, estima que a economia anual acumulada na Secretaria de Governo (Segov) seja de aproximadamente R$ 30 milhões, sendo cerca de R$ 8 milhões anuais poupados apenas neste último corte.

"As medidas integram o conjunto de auditorias em andamento no Governo do Estado, que prevê a revisão de estruturas administrativas e contratos, com foco no aprimoramento da gestão e no uso responsável dos recursos públicos", informou a Segov, em nota.

Revisão estrutural 

A nova rodada de dispensas foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da última segunda-feira, 20. "A medida dá continuidade ao processo de revisão estrutural conduzido pela gestão do governador interino Ricardo Couto, com foco na racionalização de gastos e no aumento da eficiência da máquina pública", justificou a secretaria. "Assim como nas etapas anteriores, o levantamento identificou inconsistências funcionais nos casos analisados, como ausência de registro de acesso aos sistemas internos e inexistência de credenciamento institucional, o que motivou os desligamentos."

O imbróglio

O desembargador Ricardo Couto continua como governador interino do Estado do Rio de Janeiro enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) decide qual o modelo de eleição para o mandato-tampão de governador (indireta, com escolha pelos deputados estaduais, ou direta, pelo voto popular). Isso se deve ao fato de Cláudio Castro ter deixado a cadeira número 1 do Palácio Guanabara um dia antes de se tornar inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido à suspeita de abuso do poder político e econômico. Como ele não tem vice (Thiago Pampolha deixou a função em maio de 2025 para assumir cadeira no Tribunal de Contas do estado (TCE-RJ) e o então presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi cassado e preso por suspeita de envolvimento com facções criminosas, o próximo na linha sucessória para assumir o Governo do Estado é o presidente do TJ-RJ.

(Com informações do portal Uol

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