Alerj cria prêmio em homenagem à Dorinha da Apae

Fundadora da entidade em Friburgo faleceu no último dia 6 deixando um importante legado
quarta-feira, 13 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Arquivo AVS
Foto: Arquivo AVS

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira,12, o projeto de resolução 1.441/22, que cria o “Prêmio Dorinha de Mello Pacheco”, a conhecida Dorinha da Apae, que faleceu no último dia 6, aos 86 anos. A iniciativa, de autoria da deputada estadual Tia Ju (Republicanos), tem como objetivo homenagear pessoas físicas e jurídicas que desenvolvem ações em defesa das pessoas com deficiência no estado.

O texto aprovado seguirá para promulgação do presidente da Alerj, deputado estadual Douglas Ruas (PL), e deverá ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial do Legislativo fluminense.

Reconhecimento à inclusão

De acordo com a proposta, a honraria será concedida por meio de projeto de resolução apresentado por parlamentares da Alerj, acompanhado de justificativa e currículo da pessoa ou instituição indicada.

Segundo a deputada Tia Ju, a criação do prêmio busca reconhecer iniciativas voltadas à promoção da acessibilidade, da inclusão social e da garantia de direitos das pessoas com deficiência.

“O prêmio representa uma forma de valorizar pessoas e instituições que atuam em defesa da inclusão, da acessibilidade e da dignidade das pessoas com deficiência em nosso estado”, destacou a parlamentar.

A saudosa Dorinha

O prêmio leva o nome de Maria das Dores Mello Pacheco, figura ilustre em Nova Friburgo. Ela foi uma referência na luta pelos direitos das pessoas com deficiência em Nova Friburgo.

Dorinha foi a fundadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais em Nova Friburgo, instituição que completou, na semana passada, 47 anos de atuação no município e possui sede ampliada no distrito de Conselheiro Paulino. Ela também presidiu a entidade durante vários anos e foi responsável pela expansão dos serviços oferecidos à população.

A trajetória de Dorinha na causa da inclusão começou a partir de uma experiência pessoal. Seu filho, Rafael Pacheco, nasceu com deficiência, e as necessidades enfrentadas pela família se transformaram em motivação para ampliar o atendimento e a assistência a outras crianças e jovens com deficiência intelectual e múltipla na região.

Referência regional

Graças ao trabalho desenvolvido ao longo das décadas, a Apae de Nova Friburgo se consolidou como referência regional no atendimento especializado, oferecendo assistência a mais de mil pessoas e reunindo uma equipe com mais de 100 funcionários.

O legado deixado por Dorinha é reconhecido como um marco na história da inclusão em Nova Friburgo. Em vida, ela recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido em defesa das pessoas com deficiência e pelo impacto social gerado no município e em toda a Região Serrana.

 
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