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Redes de apoio que nos cercam e a falta delas

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
Não vivemos sozinhos.
Temos uma rotina intensa, que nos proporciona pouco tempo livre. Ou um tempo livre que é engolido por toda rotina invisível que realizamos dia após dia.
Casa, trabalho, escola, faculdade, curso, estudo, médico, atividade extra, imprevisto. O outro. Nós. Nosso autocuidado que fica em segundo, terceiro, quarto, quinto e, raramente, em primeiro plano.
Manhãs, tardes e noites passam em um piscar de olhos, trazendo uma impressão de que precisamos de mais 24 horas para conseguirmos fechar todas as demandas do dia.
A caixa de entrada com todas as solicitações diárias vai aumentando e acumulando. O saber como daremos conta fica com um ponto de interrogação visível e piscante, onde o transbordamento pode acontecer a qualquer segundo ou minuto, pois é iminente.
Dar conta e não dar conta entram em conflito, causando grande burburinho interno e muitas reflexões. A performance impecável vem em destaque, assim como a cobrança externa de que nada pode ficar sem entrega.
Perguntas são levantadas e pensadas. O que seríamos sem as nossas fabulosas redes de apoio que nos cercam, nos acolhem e caminham lado a lado conosco nessa maravilhosa e tempestuosa jornada?
O vazio de seguir sem apoio, desperta exaustão, sobrecarga, ansiedade e alto impacto social e emocional. A porta da vulnerabilidade fica aberta, escancarada. Incontestável é o isolamento que passa a ser vivido, dentro desse adoecimento físico e mental que vai chegando devagar e se aprofundando.
As redes de apoio são fundamentais para o processo de bem-estar. O amparo e o acolhimento, trazem uma diluição da sobrecarga diária e mostra que não estamos sozinhos. Os momentos de compartilhamento de demandas e escuta são realizados com muito respeito e confiança. A balança fica mais equilibrada e o processo de compaixão é acionado em larga escala.
A rede de apoio, muitas vezes, é vivida em escassez. Reconhecer quem está por perto para tecer uma grande ou pequena teia, proporcionando partilha, disponibilidade e reciprocidade é uma das maiores riquezas que podemos ter. Cultive e se abra para esse experimento que transforma e proporciona equilíbrio interior.
Agradeço imensamente a minha rede de apoio que é formada por pessoas incríveis e que me fazem lembrar o quão fortalecedor são as conexões sociais e os laços que criamos.
Até a próxima quarta!
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Contato
Site: www.camillafiorito.com.br
Instagram: @camilla.fioritoeduc

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
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