Redes de apoio que nos cercam e a falta delas

Camilla Fiorito

Conversas de Dentro

Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.

quarta-feira, 03 de junho de 2026
por Camilla Fiorito

Não vivemos sozinhos. 

Temos uma rotina intensa, que nos proporciona pouco tempo livre. Ou um tempo livre que é engolido por toda rotina invisível que realizamos dia após dia. 

Casa, trabalho, escola, faculdade, curso, estudo, médico, atividade extra, imprevisto. O outro. Nós. Nosso autocuidado que fica em segundo, terceiro, quarto, quinto e, raramente, em primeiro plano. 

Manhãs, tardes e noites passam em um piscar de olhos, trazendo uma impressão de que precisamos de mais 24 horas para conseguirmos fechar todas as demandas do dia.

A caixa de entrada com todas as solicitações diárias vai aumentando e acumulando. O saber como daremos conta fica com um ponto de interrogação visível e piscante, onde o transbordamento pode acontecer a qualquer segundo ou minuto, pois é iminente.

Dar conta e não dar conta entram em conflito, causando grande burburinho interno e muitas reflexões. A performance impecável vem em destaque, assim como a cobrança externa de que nada pode ficar sem entrega.

Perguntas são levantadas e pensadas. O que seríamos sem as nossas fabulosas redes de apoio que nos cercam, nos acolhem e caminham lado a lado conosco nessa maravilhosa e tempestuosa jornada? 

O vazio de seguir sem apoio, desperta exaustão, sobrecarga, ansiedade e alto impacto social e emocional. A porta da vulnerabilidade fica aberta, escancarada. Incontestável é o isolamento que passa a ser vivido, dentro desse adoecimento físico e mental que vai chegando devagar e se aprofundando. 

As redes de apoio são fundamentais para o processo de bem-estar. O amparo e o acolhimento, trazem uma diluição da sobrecarga diária e mostra que não estamos sozinhos. Os momentos de compartilhamento de demandas e escuta são realizados com muito respeito e confiança. A balança fica mais equilibrada e o processo de compaixão é acionado em larga escala. 

A rede de apoio, muitas vezes, é vivida em escassez. Reconhecer quem está por perto para tecer uma grande ou pequena teia, proporcionando partilha, disponibilidade e reciprocidade é uma das maiores riquezas que podemos ter. Cultive e se abra para esse experimento que transforma e proporciona equilíbrio interior.

Agradeço imensamente a minha rede de apoio que é formada por pessoas incríveis e que me fazem lembrar o quão fortalecedor são as conexões sociais e os laços que criamos. 

Até a próxima quarta!

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Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.

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