A Secretaria Municipal de Cultura inaugura nesta sexta-feira, 15, com cerimônia, a partir das 17h, a Casa de Cultura e Cidadania Casarão do Lazareto, no bairro Duas Pedras. O casarão, que por anos esteve abandonado e sob risco iminente de demolição, foi restaurado e transformado em um equipamento público multifuncional, mantendo viva sua tradição.
O novo espaço, segundo a prefeitura, não será apenas um monumento à história, mas um centro ativo de serviços. Além das atividades culturais, a Casa de Cultura e Cidadania abrigará atendimentos em áreas fundamentais como esporte e saúde, promovendo o bem-estar e a integração social da comunidade.
A celebração de abertura contará com uma programação cultural especial. Às 17h haverá uma breve apresentação cênica da Escola de Teatro Jane Ayrão e em seguida, concerto da centenária Banda Euterpe Friburguense. Às 18h, apresentação de Felipe Viana e às 19h, o mágico Gabriel Mattos. O encerramento será com show da dupla Íris e Santiago, às 20h.
Durante o evento, das 17h às 19h, a Secretaria Municipal de Saúde promoverá uma Ação de Saúde Bucal com orientações e entrega de kits de higiene. Além disso, a Subsecretaria de Trabalho e Renda estará presente oferecendo serviços essenciais, incluindo auxílio para elaboração de currículos, emissão da Carteira de Trabalho Digital, além da divulgação de mais de 500 vagas de emprego e cursos de qualificação profissional.
A origem do casarão e sua reforma
As obras foram realizadas pela Prefeitura de Nova Friburgo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, através da Subsecretaria de Patrimônio Histórico, em parceria com a Fundação Dom João VI. O projeto de restauração foi desenvolvido pela Fundação Dom João VI e contemplou a recuperação completa da estrutura do casarão, incluindo reforço estrutural, restauração de elementos arquitetônicos originais, melhorias nas instalações e adequações necessárias para garantir segurança e acessibilidade ao espaço. O investimento total na obra foi de R$ 1.459.259,82.
O Casarão do Lazareto tem origem no final do século 19. O prédio foi construído para funcionar como um espaço de isolamento destinado a pessoas com doenças infectocontagiosas, como a febre amarela, sendo instalado em uma área mais afastada da cidade justamente para evitar a propagação das doenças.

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