Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana
Agrados e desagrados

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
Agradar. Se agradar e agradar o outro.
Agradamos. Não sempre. Não totalmente.
Realizamos coisas todos os dias que vão agradar e desagradar os demais.
Viver uma vida com o foco em agradar aquele que está na nossa frente, traz um eu que não é o real. O eu que realmente mostra de fato quem nós somos ou uma faceta mais próxima de nós mesmos fica escondido, em um lugar muito distante e profundo.
Nos podamos de variadas formas, como se estivéssemos diminuindo o tamanho das folhas de papel, para escrever a nossa própria história. As folhas ficam pequenas para caber todas as palavras necessárias e descrever, em cada linha, o que gostamos e não gostamos, o que concordamos e discordamos, o que aceitamos e não aceitamos, o que queremos e não queremos, o que temos de visão de passado, presente e futuro.
Somos seres pulsantes dotados de sentimentos, pensamentos e visões que se manifestam a todo vapor. Como uma grande locomotiva, que, sobre os trilhos, faz “toc-toc” sem parar, com força e rapidez.
Passa por curvas e mais curvas, estações e estações, proporcionando vistas maravilhosas que trazem paz, mas que também revelam barulho e agitação, despertando diversos sentimentos que se misturam e intensificam em cada cenário apresentado, agradando e desagradando.
Nos agradamos e sentimos desagrados em cada pedaço que forma a nossa vida e falar sobre isso não pode ser tabu ou uma crença inquebrável e inquestionável por medo ou por qual motivo for.
Pessoas passam anos dentro de relações sociais, familiares, amorosas e profissionais ocultando a verdadeira face de ser quem se é. O preço pago é algo imensurável, incalculável e que resulta em grande impacto emocional, mental e social.
Agradar para caber é desagradar a si mesmo. É não se ter em primeiro plano, mas, sim, em um lugar muito abaixo daquele que, na verdade, teria que estar no topo, como na montanha mais alta, assistindo ao lindo pôr do sol.
Deixar de ser quem somos, fere a essência.
Antes de se podar, pare, respire, reflita e jamais esqueça: você é o que há de mais valor. Só conseguimos valorizar o outro com verdade quando nos valorizamos. E isso, é um agrado incontestável, que precisa estar implícito, sem tempo para depois.
Até a próxima quarta!
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Contato
Site: www.camillafiorito.com.br
Instagram: @camilla.fioritoeduc

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
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