O aumento dos congestionamentos em Nova Friburgo tem impactado diretamente a rotina não somente dos motoristas que ficam “presos” nas vias de maior movimento, principalmente nos horários de pico, mas também de quem depende do transporte público, o que evidencia a necessidade urgente de melhoria na mobilidade urbana da cidade.
Problema recorrente, que prejudica os usuários na ida e volta do trabalho, evidencia a necessidade urgente de melhoria da mobilidade urbana
Nos últimos dias, a redação de A VOZ DA SERRA vem recebendo através do WhatsApp (22) 9 9213 9995 diversas reclamações de leitores sobre a lentidão no trânsito, especialmente em vias de movimento intenso como a Avenida Governador Roberto Silveira e as pistas que integram o eixo urbano da RJ-116 que cortam o Centro (avenida Comte Bittencourt, Hans Gaiser, Presidente Costa e Silva, Rui Barbosa e Galdino do Valle Filho, além, claro, da rotatória da Praça Marcílio Dias, no Paissandu), onde o fluxo intenso de veículos tem provocado longas retenções nos horários de pico.
Diante das queixas recorrentes e dos constantes congestionamentos, a empresa Friburgo Auto Ônibus (Faol) que opera as linhas urbanas do município, se manifestou através de suas redes sociais na terça-feira, 5, e confirmou que os congestionamentos no trânsito são um dos principais fatores responsáveis pelos atrasos nas linhas de ônibus que circulam pela cidade.
Segundo a empresa de ônibus, dados apurados pelo seu Centro de Controle Operacional apontam um aumento significativo no tempo de deslocamento dos coletivos em diferentes trajetos. Na postagem a Faol citou exemplos, como o do ônibus com número de ordem 563, por exemplo, que levou 36 minutos para percorrer o trajeto entre a Estação Livre, a antiga rodoviária urbana, na Praça Getúlio Vargas. O coletivo deixou o terminal às 18h20, e só chegou ao Paissandu às 18h56.
Já o coletivo 537 que saiu da Rua Prudente de Moraes, na Vila Nova, às 18h16 e só conseguiu chegar à Estação Livre, 44 minutos depois às 19h. Uma situação semelhante foi registrada com o ônibus de número 560, que demorou 46 minutos para chegar à Rua Sete de Setembro, e com a linha 556, que fez o mesmo percurso em 39 minutos.
Em nota, a Faol informou ainda que continua monitorando a operação em tempo real e reconheceu que o atual cenário é considerado crítico. “Todas as linhas estão sofrendo atrasos nos horários programados. Estamos empenhados em minimizar os impactos e pedimos a compreensão dos clientes diante das circunstâncias”, destacou a concessionária.
A empresa de ônibus também reforçou que mantém canais atualizados para informar os usuários. “Reforçamos que todas as atualizações sobre o trânsito e demais informações úteis são disponibilizadas em tempo real para os clientes”, acrescentou.
Queixas recorrentes
Enquanto isso, passageiros enfrentam na prática os reflexos da situação. A administradora Monique Oliveira, de 36 anos, relata que o seu tempo de deslocamento aumentou consideravelmente nas últimas semanas. “Sempre acompanho a linha que utilizo diariamente para ir de casa ao trabalho pelo aplicativo de mensagens do grupo de passageiros ou ainda pelo site da Faol que tem a tabela de horários, mas ultimamente a demora é grande. Moro no Cônego e trabalho no Centro, e estou levando mais de 50 minutos para chegar em casa, sendo que não é uma distância tão grande assim”, afirma.
Partiu App
Uma das opções para saber sobre todas as linhas de ônibus é o Partiu App. Com a ferramenta, os passageiros podem acessar o site (
https://friburgo.merustracker.com.br/consultapassageiro) para a consulta da linha desejada.
Além do acompanhamento em tempo real, os usuários também podem selecionar o ponto de ônibus mais próximo, baseado em sua localização, acompanhar todas as linhas que passam por esse local, qual é o tempo de espera previsto e se há atraso na linha ou não.
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