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O que fica e o que é deixado para trás

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
Um ano finda. Um novo ano se aproxima.
Em algumas horas, não estaremos mais em 2025, mas em 2026.
Mudar o ano, para alguns, é sinal de novas metas, promessas, ideias, mas novos caminhos não precisam acontecer quando o ano acaba.
Transformar rotas e rever percursos podem ocorrer em qualquer momento. Temos o poder de escolher o que queremos seguir, manter e terminar. Somos os donos das rédeas das nossas escolhas, mesmo que, às vezes, custemos a entender toda essa dinâmica e certeza.
O custo pode ser danoso, como as pragas que devastam uma plantação e acabam com a colheita, mas, quando tratada, é erradicada e proporciona produções incríveis e prósperas.
Prosperar em sonhos, conhecimento, sabedoria, entendimento, saúde, amor, alegria, harmonia e todo o sentir que traz paz interior, passa por altos e baixos, que são pesados diariamente em uma balança invisível aos olhos do outro, mas vista por nós mesmos, sem filtros e máscaras.
Isso me faz lembrar de uma boa conversa que tive com meu pai há um tempo não muito distante. Enquanto falávamos sobre os sabores e dissabores da vida, sabiamente, ele me disse que cada um tem a sua “Caixa de Pandora”. Percebo que sim. Todos nós a possuímos, mas, individualmente, o seu real significado não é igual. Dentro das suas metáforas e entendimento, a percepção vai de acordo com a lente que cada um dispõe, de forma singular e única.
Essas mesmas lentes trazem sentido ou não para a imensidão que faz parte da nossa natureza. Dizer o que gostamos, acreditamos, aceitamos ou escolher o que tiramos e levamos na bagagem define o quanto será mais amena ou pesada a nossa jornada, ou seja, todos os nossos dizeres que escolhemos pronunciar, seja em palavras faladas, escritas ou silenciadas, de qual forma for, mexe com o peso da mochila que colocamos nas costas e resolvemos carregar.
No final, não é sobre esperar um ano terminar, mas entender que as rotas podem ser avaliadas, reavaliadas, ajustadas e reajustadas durante o trajeto, por você, que é quem pilota em dias nebulosos, cinzentos, com furacões, ciclones e tempestades, mas também em momentos ensolarados, de céu limpo e noite estreladas.
Siga em frente! Que o novo ano seja leve, suave, repleto de prosperidade, aprendizado, saúde física, mental, social e emocional.
Até a próxima quarta!
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Contato
Site: www.camillafiorito.com.br
Instagram: @camilla.fioritoeduc

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
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