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A VOZ DA SERRA é um compêndio diário de conhecimentos

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
Como interpretar uma charge? Cada olhar tem um modo de perceber e cada cena tem uma interpretação, a partir do olhar de quem a idealizou. É gostoso entender a vida e suas peculiaridades por intermédio de um desenho. É a leitura sem texto. Louvemos o autor das charges de A VOZ DA SERRA, o Silvério, que vem nos deliciando com essas leituras. Desta vez, a cegonha ganhou a cena e Papai Noel passou “voando”, expressivamente assustado com a falta de sorte da famosa ave, sem bebês para carregar.
Quem nos trouxe informações sobre essa escassez de bebês foi Isabella Rodrigues que, sob a supervisão de Henrique Amorim, registrou “queda na taxa de natalidade pelo sexto ano consecutivo no Brasil. Os dados são do IBGE, sendo essa queda a maior dos últimos 20 anos. Isso é um “tombo” significativo e a causa dessa ausência de bebês prende-se ao fato de que “ter um filho não entra mais na lista de prioridades das novas gerações”. Dos casais entrevistados na matéria, ambos são da mesma opinião: não é bem o momento de ter filhos. Pareceu-me que ainda é cedo. E digo isso porque, a primeira criança que a “cegonha” me trouxe veio quando minha vida conjugal já contava 11 anos e, três anos depois, veio mais uma criança. Vamos esperar que o destino decida!
Enquanto as novas famílias dão tempo ao tempo para definir se vão ou não dar lugar para um novo integrante, há famílias que buscam seus entes desaparecidos. Ana Borges destaca que o “Brasil registrou cerca de 82 mil casos em 2024, um aumento de 5% em relação ao ano passado”. É como se explica – “desaparecimento de entes queridos provoca um luto que não acaba”. São casos e mais casos divulgados, apelos, fotos e modos de vida de quem se procura. Ficam a incerteza e a angústia amparadas numa esperança de encontro. “É um fenômeno bem mais complexo e doloroso do que a própria morte. Afinal, quando há pessoas desaparecidas sempre existe a esperança de que voltem a qualquer momento...”. É um profundo desassossego que tortura para sempre.
Com tanta complexidade nas surpresas de viagem, “a literatura de horror brasileira” ganha mais uma obra de Diego Aguiar Vieira – “O apocalipse Amarelo 2: Os Imundos de Shub-Niggurath”. Diz o autor: “Se você acompanhou o primeiro livro, ou se interessa por histórias que misturam horror, delírio e uma investigação profunda de nossa história atual, este volume é um bom ponto para continuar, ou começar a travessia”. Diego tem outras obras, “vive em Belo Horizonte, é casado, tem uma filha e é tutor de uma gata”. Bem mais perto de nós, em 20 de janeiro, em Cantagalo, será lançado o livro “Era uma vez uma guerra na Caatinga”, da escritora Fabiana Corrêa. A obra “é uma narrativa que se passa dentro do universo de Os Sertões, de Euclides da Cunha...”. “É contar uma história que tem que ser lembrada sempre, contar para não esquecer...”.
Em “Há 50 Anos” o jornal registrava um alerta sobre cuidados com os animais: “Será justo o castigo que é imposto aos animais?”. A recompensa vem 50 anos depois! Foi aprovada a redação final do novo código dos Direitos dos Animais no Estado. São mais de 70 artigos e 16 capítulos, substituindo o antigo código de 2002. Que beleza!
Em “Sociais”, Ronaldo Lo Bianco, da SCA Móveis, festejando em 14 de dezembro mais um aniversário, com amigos e familiares. Parabéns, amigo! Eu acho que esse é mesmo o mês dos “iluminados”, pois a querida Mária Ventura, aquela que tem o mais lindo nome, festeja também seu brilhante nascimento na quarta-feira, 17. Felicidades, amiga! Que sua luz sempre se irradie para nos brindar com seu brilho de Mária, linda!

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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