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Difícil manter...

Vinicius Gastin
Esportes
Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.
Friburguense revela, mas destaques são atraídos por outros clubes e salários melhores
Na sequência de reportagens especiais sobre os motivos que levaram o Friburguense à queda para a Série B2 Estadual, as divisões de base merecem destaque especial. Na matéria anterior, A VOZ DA SERRA abordou, dentre outros temas, a movimentação das categorias inferiores ao longo desta temporada, com participações em diversos campeonatos, e o encaixe de alguns destaques em grandes clubes do Rio de Janeiro. O caráter revelador, contudo, nem sempre rende frutos ao time profissional.
E esta última sentença não diz respeito à qualidade dos atletas, e sim, sobre as consequências de não se ter um calendário completo, por exemplo. Sem competições ao longo do ano e sem receitas para manter vínculos, o Friburguense assiste a alguns dos seus destaques brilharem em outras equipes. Muitas vezes disputando a mesma divisão, como aconteceu nesta temporada.
“Esse ano tivemos o Ricardinho, Vitor Hugo, Pedro, Kaique, vários jogadores que estão disputando a mesma série, mas com salários diferentes do que a gente está pagando aqui. Então, a cada ano que você forma, no ano seguinte acaba perdendo e assim vai. Não tem um trabalho de manutenção. A gente viveu muitos anos apoiado nas contas de TV, e depois do rebaixamento, a gente tinha investidores, e depois da mudança de gestão, eles, pela insegurança, começaram a se afastar”, explica Siqueirinha, gerente de futebol tricolor.
A esse processo se junta a instabilidade interna em termos de comando. Mesmo após a renovação de vínculo com a atual direção de futebol, os rumores sobre a venda para um investidor prosseguem — algo que esteve perto de acontecer antes do início da Série B1, e que pode se concretizar a qualquer momento. Com dificuldade de atrair receitas, Siqueira enxerga esse imbróglio como algo que interfere na imagem do clube, até mesmo no momento de buscar apoio.
“Depois, pelo processo de trabalho mesmo, sem maldade, mas interno, onde a gente está sempre alinhando, que vai vir um grupo, que vai ter isso ou aquilo, e aí parece que o que tem não serve. Quem está lá fora escutando isso não entende, não vê mais o Friburguense como um ponto de relacionar bem a sua imagem”, opina.
Em meio ao cenário cada vez mais desafiador, o gerente de futebol — que possui contrato ativo com o Friburguense — busca alternativas para o futuro do clube. Sem perspectiva de ampliar o calendário e dependente de novos investimentos, o dirigente chama a atenção para o cenário desafiador que o Frizão terá pela frente.
“A gente sabe que calendário dificilmente vai ter. Deixar bem claro que tudo o que tem acontecido, tudo o que a gente tem vivido aqui não era o que a gente esperava, mas a gente sabe que a cada ano a situação está para menos calendário, para menos apoio financeiro e para mais divergências internas. Estou trabalhando muito nesse aspecto pra gente melhorar nos próximos anos.”

Vinicius Gastin
Esportes
Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.
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