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Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
Costumava-se dizer, ou melhor, eu ouvia em minha infância que tudo o que criava vínculo era “uma cachaça”. Conversar com alguém, usar determinada roupa, frequentar algum lugar, tudo, enfim, que se fazia em repetidas vezes, era apelidado de cachaça. Sinal de que essa bebida, totalmente brasileira, sempre esteve no topo das preferências do nosso país. E volta e meia, ela reaparece no Caderno Z, com mais e mais novidades. A “Da Quinta”, nossa vizinha do município do Carmo, já completou 100 anos em 2023, é detentora de vários títulos, com alto padrão de qualidade e sua fama percorre o mundo.
A “pinga” marcou um período em que era usada como mercadoria para escambo, valendo como moeda nas trocas por escravos. Esse passado conturbado deu alicerce para a evolução de marcas e o produto, outrora difundido nas classes menos favorecidas, passou a ser bem-vindo nas altas sociedades. Interessante é que a cachaça surgiu “como consequência do melaço produzido no engenho”. O nome ‘pinga’ passou a ser utilizado porque “a fervura do caldo produzia um vapor que se condensava no teto e gotejava”.
Mas não é somente como bebida que a cachaça ganhou destaque no Brasil. A culinária brasileira fez da aguardente uma aliada na gastronomia nacional, tanto nos pratos salgados quanto nas sobremesas. Nas marinadas, tornando-se uma grande aliada para flambar carnes e frutas. Molhos e caldas em pratos sofisticados e na massa de pastel seu uso dá crocância e leveza após a fritura. Além do mais, a cachaça harmoniza com queijos, adaptando-se muito bem numa receita bem brasileira de fondue. Vale experimentar, quem sabe, criar combinações e encantar os convidados.
Quem pensou que o frio estava indo embora, se enganou. Previsto para o fim de semana, a charge de Silvério veio bem agasalhada, de gorro, cachecol e pulôver. O tempo passa, a tecnologia avança, a medicina dá passos largos na cura de doenças, o comércio exibe vitrines maravilhosas, tudo poderia fluir para um mundo novo e melhor. Contudo, há coisas que atravancam a paz que é tão cobiçada. A exemplo, ainda precisamos de projetos que gerem leis de proteção a menores de idade a serem “proibidos de participar de eventos com nudez ou apologia ao crime”. E como se não bastasse, menores expostos a uma sexualidade precoce, vítimas de violência sexual, com a criação de demais legislações ressaltando que “nenhuma liberdade artística ou cultural pode se sobrepor à proteção integral e prioritária da infância...”.
Há indivíduos que perderam a capacidade do bom senso, do caráter, da educação e assim criamos leis para determinar comportamentos que devem ser óbvios e exercidos naturalmente. Da mesma forma, “mulheres vítimas de violência ganham isenção de taxas em concursos”, no Estado do Rio de Janeiro, em concursos públicos. Bonita lei sancionada pelo governador Cláudio Castro. Lei que, inclusive, insere a mulher vitimada na busca de oportunidades de refazer a vida. Mas, como ou quando deixaremos de ter que criar leis para reparar os males causados pela violência? Perdemos a liberdade enquanto a violência se expande. Falta algo mais no combate ao crime, que eu nem sei o que é, mas sei que deve existir.
“Felicidade no trabalho exige mais do que benefícios superficiais” – A manchete lança uma reflexão sobre o que é ser feliz no trabalho. “Não se trata de estar feliz todos os dias, mas de saber que há um sentido por trás da rotina”. Na psicologia organizacional são três os fatores para o bem-estar no trabalho: “propósito, pertencimento e progresso”. “Propósito é a relevância no que faz. Pertencimento é a ligação a uma equipe em que há respeito e cooperação. E progresso é aprender, evoluir e ser reconhecido, inclusive, financeiramente”. Que os patrões leiam a matéria e os funcionários colaborem!
Nada mais louvável do que festejar os 80 anos do Colégio Cêfel / IGP. São oito décadas dedicadas ao fortalecimento da educação em Nova Friburgo. Merecida homenagem também à diretora Regina Schlupp, uma estrela que reflete o brilho de sua alma, espargindo a luz do conhecimento no processo educacional da cidade. Parabéns!...

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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