Idosos voltam a morrer mais por Covid no Estado do Rio, mesmo após segunda dose

Variante Delta faz Rio se tornar o único estado do Brasil com tendência de alta de óbitos pela doença; ministério ainda avalia terceira dose
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
por Jornal A Voz da Serra
O Rio de Janeiro é o único estado em vermelho, no mapa da Covid (Reprodução G1)
O Rio de Janeiro é o único estado em vermelho, no mapa da Covid (Reprodução G1)

O número de óbitos em idosos com esquema vacinal completo aumentou no Estado do Rio, segundo a Secretaria estadual de Saúde. Gráficos da Subsecretaria de Vigilância em Saúde  mostram que, a partir da 22ª semana epidemiológica de início de sintomas, a quantidade de mortes de quem já tomou as duas doses da vacina fica maior do que o número de pessoas com apenas a primeira dose. 


A Fiocruz também já identificou uma alta na quantidade de óbitos por Covid-19 em pessoas acima de 60 anos, na cidade do Rio. É o primeiro aumento no número de mortes nessa faixa etária desde fevereiro. Para os cientistas de Métodos Analíticos em Vigilância Epidemiológica (Mave-Fiocruz), que desenvolvem o estudo, a situação dos idosos com 80 anos ou mais é ainda mais crítica. O próprio prefeito Eduardo Paes já admitiu que a capital está se tornando o epicentro da variante Delta no país.


Além disso, o Rio de Janeiro é, hoje, o único estado do Brasil a apresentar tendência de alta nas mortes por Covid-19, segundo informações do consórcio  de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.  A maioria dos estados, 16 deles, apresenta tendência de queda, segundo o portal de notícias G1.


Segundo o secretário estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe, é  um sinal de alerta. “O óbito em pessoas vacinadas cai com uma dose e depois os óbitos em pessoas com duas doses têm um aumento discreto recente. A gente chega a duas conclusões: o fator de risco para adoecimento é a idade e o fato de ter duas doses nas últimas projeções já mostra um enfraquecimento da proteção”, disse ele ao jornal O Globo.


Diante dos dados, Chieppe sinalizou a possibilidade da aplicação de uma terceira dose.  A decisão caberá ao Ministério da Saúde. O governo federal ainda não definiu o início da aplicação de mais uma dose de reforço em idosos. O ministro Marcelo Queiroga já disse que uma terceira dose no país só será considerada após 75% da população ter tomado as duas doses.

“É provável que haja necessidade de uma terceira dose, mas só vamos avançar na terceira dose quando houver a população vacinada com as duas doses. Falei que 75% da população brasileira em outubro estaria vacinada com a segunda dose. Então, esse seria mais ou menos o prazo, mas espero também dados de uma pesquisa que o Ministério da Saúde encomendou para tomar a melhor decisão, baseada em evidências”, disse ele na última quinta, 19.

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