Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

24/08/2018

Cair dói. Frustração dói. Conflito dói. Dor de cabeça dói. Desilusão dói. Mas creio que nada doa mais do que a saudade. Saudade de um irmão que mora longe, de um amor que se esvai, de um tempo que não volta mais. Saudade de um ente querido que se vai...essa realmente merecia um nome especial, pois ser saudade ainda é pouco para esse sentimento.

Saudade da presença, saudade da ausência. Saudade de tudo que foi vivido, do que poderia ter sido e não foi. Saudade do que não virá e que sabe-se que poderia lindo ter sido se viesse.

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17/08/2018

Tudo novo. De novo. É chegado o momento do retorno, do semestre novo na faculdade, do fim das férias escolares, do início do ciclo do meio do ano (aquele que parece passar super rápido culminando com as festas de final de ano). Várias pessoas mudam os cortes de cabelos. Sorrisos revigorados. Encontros não programados. Alunos desfilam uma ou outra roupa nova. Cadernos recém-saídos das estantes das papelarias ganham espaço. Pastas organizadas nos computadores. Energia renovada. Não é assim?

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10/08/2018

Para hoje eu havia pensado em um texto feliz em que pudéssemos pensar sobre como pequenos gestos de carinho podem surtir efeitos grandiosos na esfera da afetividade. Acontece que mais uma mulher morreu nas mãos de um homem violento. E não podemos nos calar. Não podemos ser indiferentes a essa dura constatação. Muitas mulheres estão tendo sua vida ceifada diariamente e casos brutais nos trazem a uma reflexão inevitável, que deveria realmente sair do campo do pensamento e se transformar em luta contínua, incessante.

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03/08/2018

Quem diria que chegaríamos no século 21 e tanta coisa permanecesse socialmente mal resolvida. Posso recordar, ainda que com vagos lampejos de lembrança, que havia na década de 1990 uma esperança turbinada por ocasião da virada do século. Um misto de medo, de desconfiança, de graça, de curiosidade, de ilusão e bastante esperança. Quem se lembra?

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27/07/2018

Desapegar-se.Verbo simples. Prática difícil. Nada simples, porém muitas vezes, necessária. É preciso ter o pulso firme e o coração leve para não nos prendermos demasiadamente a tudo e todos que têm valor para nós.

Ouvi dizer que o apego ofusca a luz, como se embaçasse a clareza que pudesse existir. Senti também. É verdade, o apego atrapalha, amarra, atravanca, pesa. Sentimento estranho e mal aplicado, por assim dizer.

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20/07/2018

Diante de um enorme desafio sem precedentes, questionou-se a um jovem se ele iria encará-lo, ao que ele respondeu de forma óbvia que sim. Ele não era de se curvar às barreiras. Havia aprendido que ser forte também é uma questão de treinamento, de aprimoramento. Habitava nele uma força interior que impulsionava a energia para a execução e a transposição de qualquer obstáculo.

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13/07/2018

Algo grandioso pode acontecer quando a empatia nasce. E cresce. Desenvolve. Engrandece. Uma energia tão imponente e que não sabe a força que tem. Transforma, reequilibra, renova. A sintonia se faz. E daí pode surgir o afeto. Os afetos.

É mais simples que afetos se desenvolvam em ambientes em que as pessoas de certa forma existem para amar umas as outras, como no seio de uma família. É igualmente menos remota a hipótese de fomentarmos afetos em meio às amizades que vão se formando. Há várias formas, várias nuances desse sentimento.

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06/07/2018

A literatura, sem dúvida alguma é além de expressão artística e cultural e ferramenta de instrução educacional de valor inquestionável, um dos caminhos de evolução social cujos impactos podem ser profundos e transformadores.

Fomentar as atividades literárias, o incentivo à leitura e à escrita, o contato com esse vasto universo cultural são um empenho necessário cujas consequências comumente são positivas.

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29/06/2018

Haja coração! Nervos à flor da pele. Brasil em campo. É Copa do Mundo. É emoção. Mesmo aqueles que não estavam se importando com o campeonato; mesmo os que não estavam animados; mesmo os que não conseguem entrar no clima diante do caos político e econômico que estamos enfrentando no país; mesmo quem não conhece nenhum jogador; mesmo quem não gosta de futebol; mesmo quem vive uma espécie de luto desde o fatídico 7 a 1; mesmo essas pessoas se transformam em torcedores potenciais quando as camisas amarelas entram em campo. É coisa de sangue, de cultura, de alma brasileira.

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22/06/2018

Um grupo de homens brasileiros foi para a Rússia participar da Copa do Mundo. Lá, resolveram beber e brincar. Afinal, brasileiro é alegre e o melhor do Brasil são os brasileiros. Juntos, os homens escolheram o “brinquedo” da vez: uma mulher russa que de forma inocente embarcou na brincadeira do povo mais festivo do mundo. Não, eles não representam todo o povo brasileiro. Não, mulher não é brinquedo, nunca foi e nunca será.

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