O Brasil e 4 pontos para refletir: nossa parte na culpa

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Pelos próximos meses, a jornalista Laiane Tavares assina a coluna no lugar do titular Wanderson Nogueira. A Justiça Eleitoral determina que candidatos nas Eleições 2018 não podem apresentar, participar ou dar nome a programas de rádio e TV. A regra não se aplica aos órgãos impressos. Mesmo assim, o colunista e A VOZ DA SERRA, em comum acordo, optaram pela alteração neste período. Wanderson Nogueira volta a assinar o Observatório em outubro, após o período eleitoral.

Hoje é dia

  • do cardiologista

O dia

Em 14 de agosto de 1920, teve início os VII Jogos Olímpicos, em Antuérpia (Bélgica). Ao todo, 29 países participaram. Entre os atletas, a participação de 2.543 homens e 64 mulheres. A edição contou pela primeira vez com atletas do Brasil, competindo em natação, remo, polo aquático e tiro ao alvo. O Brasil ganhou três medalhas.

Palavreando

“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”.
(Fernando Pessoa)

Observando...

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O Brasil e quatro pontos para refletir sobre a nossa parte na culpa

“Política, futebol e religião não se discute”. Quem nunca ouviu essa na vida? Passamos tempo demais evitando assuntos que atravessam nossas vidas do início ao fim. Erramos. Agora, pagamos. Desde as últimas eleições presidenciais não paramos de prestar atenção na política. Nunca falamos tanto sobre ela e, talvez, nunca tenhamos tido um debate tão desqualificado sobre o assunto. A culpa? É nossa, claro! Dentro dessa nossa culpa, que pode não ser especificamente minha ou sua, mas abrange a sociedade, quatros pontos se destacam.

Primeiro, queremos um país sem corrupção, óbvio. Mas não priorizamos os partidos “ficha limpa” que são constantemente atacados pela narrativa do medo, levantadas por figuras públicas que, afundados até a cabeça na lama dos partidões que figuram no topo de operações como a Lava Jato, inventam, espalham e sustentam mentiras que trazem o debate político para o fundo do poço.

Segundo, quantos de nós sabem exatamente qual a competência constitucional de cada cargo e sabe dividi-las dentro das esferas federal, estadual e municipal? A impressão de que determinado político não fez nada está muito ligada ao desconhecimento sobre quais seriam as obrigações deste político. Aí colocamos todos no mesmo saco. Cobramos do deputado o que é obrigação do prefeito, do prefeito o que é obrigação do governador, do governador o que é do presidente e do vereador o que é trabalho do Senado. Como vamos avançar se desconhecemos o básico?

Terceiro, nos rendemos as fake news (notícias falsas). Nos Estados Unidos elas decidiram os rumos da última eleição presidencial, e por aqui, pode acabar não sendo diferente. Não refutamos, não questionamos e não buscamos conhecer a verdade dos fatos. Aceitamos o que nos chega via WhatsApp, Facebook e afins, conteúdos gerados e viralizados quase sempre por completos desconhecidos em grupos aleatórios.

Quarto, desistimos. Queremos que tudo melhore, mas muitos de nós ainda está pensando se vale a pena votar. Como assim? Nós só temos possibilidades através do voto. Votar é urgente. As eleições terão um resultado, com ou sem o nosso voto. E se estamos todos nesse barco, temos de remar juntos. Participação popular é fundamental para fortalecer as bases de uma democracia e conquistar avanços.  

Se você não se encaixa em nada do que foi dito aqui, ou se fazendo uma autocrítica consegue perceber que pode fazer mais, obrigada! Nós precisamos de uma cidade, um estado e um país repleto de pessoas como você que, provavelmente, discute política, futebol e religião desde sempre, ou desde que percebeu que tabus nos cegam. Gente que debate sobre tudo, com respeito, e que por isso, ainda mantém viva a esperança de dias melhores.

Irregularidades nas eleições

Na corrida eleitoral, é fundamental que estejamos todos atentos a irregularidades para que o pleito ocorra de forma digna e para que velhas e novas práticas criminosas não impeçam a população de escolher seus candidatos e candidatas com segurança. No “jogo” político, infelizmente, ainda temos aqueles que espalham calúnia, mentiras e discurso de ódio contra adversários. Em boa parte, essa conduta é tipificada como crime eleitoral e deve ser denunciada.

Algumas condutas irregulares

É crime contratar direta ou indiretamente grupo de pessoas para enviar mensagens ou comentários na internet para denegrir a imagem de candidatos e partidos políticos. E para aqueles que forem pegos na ação, punições deverão ser aplicadas. A prática pode levar a pena de até quatro anos e multa que pode chegar a R$ 50 mil. Divulgar fatos falsos em propaganda eleitoral em relação a partidos e candidatos também é crime com pena que varia de dois meses a um ano e multa.

Como denunciar

As infrações podem ser denunciadas por qualquer pessoa que souber das irregularidades em curso. As denúncias devem ser informadas no site do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) www.tre-df.jus.br/ou por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, disponível para dispositivos móveis (celulares e tablets). O aplicativo garante o anonimato do eleitor responsável pela queixa.

Foto da galeria
A paz de São Pedro da Serra em registro poético compartilhado na página oficial da campanha ‘O melhor frio do Rio’ no Instagram.
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