Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana
Polícias civil e militar fazem uma limpa no Rio de Janeiro

Max Wolosker
Max Wolosker
Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.
Parabéns ao governador Cláudio Castro, às polícias civil e militar pela Operação Contenção de terça feira, 28 de outubro, contra o crime organizado, mais especificamente o CV (Comando Vermelho). Ao contrário do que está divulgando a imprensa mal-intencionada desse país, foi uma manobra bem estudada, planejada (de acordo com o apurado articulada há mais ou menos 60 dias) e desempenhada com grande eficiência. Para evitar que a população do morro da Penha pudesse sofrer as consequências, como ser atingida por balas perdidas, os policiais forçaram os bandidos a subirem para uma área de mata, onde já estavam posicionados agentes do Bope (Batalhão de Operações Especiais). Foram computadas 121 mortes, 117 de narcotraficantes e, infelizmente quatro policiais, dois da Polícia Civil e dois da PM. Foram ainda 113 presos e dez menores apreendidos.
A problemática do crime na capital do estado é do conhecimento do Governo Federal desde há muito e que pouco fez até agora, a não ser emitir frases que mostram a verdadeira cara das pessoas, como a do presidente Luís Inácio, que num discurso disse que o traficante é vítima do usuário. Outra besteira foi a comparação feita pelo ministro da Justiça, Ricardo Levandowski, ao comparar a operação Carbono Oculto (trata-se da maior operação contra o crime organizado da história do país em termos de cooperação institucional e amplitude, contra a sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis), em São Paulo com a do Rio. Os marginais paulistas não portavam armas tão letais como os do Rio nem apresentavam o mesmo grau de periculosidade.
O complexo do Alemão e da Penha são considerados um centro de treinamento para os bandidos do CV, que têm a sua disposição armamento pesado muitas vezes muito mais sofisticados do que os da polícia. E, com a ADNF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de número 635, emitida pelo STF, cujo relator foi Edson Fachin, foi determinada uma série de regras para que a polícia cumprisse a sua função. Na realidade isso abriu as portas das favelas para chefes do CV de outros estados, que passaram a se esconder no Rio de Janeiro, ao serem procurados pelas polícias de seus estados e que continuaram a comandar o tráfico de drogas à distância. Como veremos abaixo, vários deles que foram mortos, vieram de outros estados.
De acordo com o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, na sexta feira já tinham sido identificados 99 corpos no IML (Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto) do Rio de Janeiro, sendo que 78 tinham histórico de crimes graves, incluindo acusações de homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Pelo menos 49 estavam foragidos e 39 eram de outros estados (13 do Pará, 7 do Amazonas, 6 da Bahia, 4 do Ceará, 4 de Goiás, 3 do Espírito Santo, 1 do Mato Grosso e 1 da Paraíba). Ou seja, o Rio além de ter de lidar com narcotraficantes locais, ainda recebia os de fora. Foram apreendidos, também, 93 fuzis, que são armas de guerra. A verdade nua e crua é a capital do estado é palco de um guerra urbana que tem de ser enfrentada.
É ridículo o que se viu depois da ação, com relação de alguns deputados e vereadores querendo fazer um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Entendo isso como um ato eleitoreiro, de pessoas que precisam angariar votos para as próximas eleições. Na realidade, vítimas são os quatro policiais que perderam a vida cumprindo o seu dever que era de prender esses narcotraficantes que tanto contribuem para a sensação de medo que toma conta da capital fluminense. São eles Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, conhecido como Máskara, comissário da 53ª DP (Mesquita); Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna); Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Bope e Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope.
Os demais mortos tiveram o destino que mereciam ao escolherem o crime como modo de vida; não são dignos de pena em função do mal que já causaram à sociedade, vítima diária desses bandidos. Criminalidade é um problema que existe desde que o homem passou a viver em sociedade, optando pelas cidades para a vida em comum. No entanto, ela sempre foi de um nível aceitável, o problema é que no Rio passou dos limites. São assaltos, tiroteios, balas perdidas que já mataram 11 inocentes em 2025, além do transtorno no trânsito, quando vias são fechadas por causa de perseguições ou tiroteios.
A capital do estado tornou-se uma cidade violenta, que deixa uma sensação intensa de insegurança na população, chegando ao ponto de muitos afirmarem que saem de casa para trabalhar e não sabem se vão voltar. Para comprovar essa afirmação basta conferir o número de cariocas que deixam o Rio e fixam residência em Friburgo.
Muito ajuda quem não atrapalha, digo isso porque Governo Federal, STF, Ministério Público estão a cobrar explicações da ação policial mais letal de que se tem notícia no Brasil, mas na realidade pouco ou nada fizeram para ajudar o Governo do Estado, no combate aos narcotraficantes. Ela se fazia necessária desde há muito, pois o tão propalado estado democrático de direito que essas autoridades gostam de falar, passa pela proteção à vida e a segurança dos moradores. Afinal, são eles, na maioria, que pagam os impostos que fazem a máquina administrativa girar.
É bom que se diga que os que morreram não o foram com requintes de crueldade, tão propalado por algumas autoridades e alguns coleguinhas da imprensa fajuta. Tanto é assim que foram efetuadas 113 prisões, ou seja, quem não resistiu permaneceu vivo. Os que partiram para o enfrentamento, tiveram o que mereciam.
Concluindo, o Governo do Estado fez o que já deveria ter sido feito enquanto o Governo Federal foi incompetente, não teve vontade ou não deu a mínima para a segurança dos cidadãos de bem do Estado do Rio de Janeiro. Enquanto a turma dos direitos humanos, celeiro de esquerdistas, tomar partido dos narcotraficantes e não da população, verdadeiras vítimas da violência, nada mudará.

Max Wolosker
Max Wolosker
Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.
A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Deixe o seu comentário