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Vinicius Gastin

Esportes

Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.

quarta-feira, 15 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Governo define regras para sediar Copa do Mundo Feminina de 2027

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória 1.335, que cria o regime jurídico de proteção especial para a realização da Copa do Mundo Feminina da Federação Internacional de Futebol (Fifa) 2027 no Brasil. O texto, publicado no Diário Oficial da União, define regras sobre uso de marcas, símbolos oficiais, direitos de transmissão e exploração comercial do evento, com o objetivo de assegurar segurança jurídica para a competição, que vai ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades, com a participação de 32 seleções.

Pela medida, a Fifa passa a ser titular dos direitos de exploração comercial do torneio, incluindo logotipos, mascotes, troféus e direitos de mídia. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) adotará um regime especial para o registro de marcas ligadas ao evento. O texto também cria áreas de restrição comercial e publicitária ao redor dos estádios e dos espaços oficiais, para coibir o marketing de emboscada, além de prever sanções civis para uso indevido de símbolos, exibições públicas não autorizadas e venda irregular de ingressos.

A Fifa vai ter exclusividade na captação de imagens e sons, mas tem que liberar flagrantes de até 3% da duração das partidas para fins informativos a veículos sem direitos de transmissão. A medida não flexibiliza normas sanitárias, de defesa do consumidor nem de proteção à criança e ao adolescente. Para o governo, a Copa vai ampliar a visibilidade do futebol feminino e integrar uma estratégia de democratização do esporte, com foco na equidade entre mulheres e homens.

 

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Passo a frente

Brasil fortalece modelo integrado com metodologia multidisciplinar na Ginástica Artística

A Confederação Brasileira de Ginástica iniciou a temporada regida por um sistema multidisciplinar integrado, que conecta Seleção e clubes em uma estrutura única de desenvolvimento da ginástica artística no país. O modelo vem sendo continuamente aperfeiçoado desde sua implementação inicial, que remonta a 2013. O primeiro camping do ano traduz plenamente os conceitos de um método que evoluiu de um trabalho reativo para uma cultura preventiva.

“Em 2013, começamos a estruturar um trabalho multidisciplinar entendendo as particularidades da modalidade. A ideia é cercar o atleta com profissionais que garantissem que ele chegasse às competições nas melhores condições técnicas, físicas e emocionais. Consolidamos a tríade da performance: técnica, condição física e equilíbrio emocional”, explica Juliana Fajardo, gestora esportiva e coordenadora da Ginástica Artística.

Segundo Juliana, o conceito central permanece o mesmo desde então: atleta e treinador no centro do processo, cercados por uma equipe que sustenta o desenvolvimento integral. Além disso, o sistema amadureceu com o tempo. Se no início houve um modelo de seleção permanente concentrado, o aprendizado acumulado nos ciclos seguintes levou à construção de uma rede integrada entre clubes e seleção.

Exemplo dessa integração pode ser observado quando o olhar se dirige à área de fisioterapia. Atualmente, praticamente todos os clubes que atuam na modalidade contam com fisioterapeutas, o que configura um avanço estrutural significativo.

“Hoje temos um projeto que vem dando muito certo: a aproximação dos fisioterapeutas dos clubes com a seleção. Eles conhecem nossas formas de avaliação, o monitoramento de carga, os questionários de exposição e como pensamos a preparação do atleta para a performance”, destaca Álvaro Margutti, coordenador da equipe de fisioterapia da Seleção Brasileira de Ginástica Artística.

No primeiro camping do ano, que já serve de base para o planejamento da temporada, é realizado um mapeamento completo dos atletas. O modelo evoluiu significativamente ao longo dos anos. Se no início o foco era tratar lesões, hoje a atuação é preventiva e, mais do que isso, voltada à otimização do rendimento. A redução dos índices de lesão e o aumento da integração entre as áreas são indicadores concretos do sucesso do modelo.

 

  • Foto da galeria

    Preparação para receber o Mundial feminino envolve inúmeros detalhes e pontos a serem observados (Foto: imago)

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    Trabalho interdisciplinar corrige rumos e reforça boa expectativa para a ginástica brasileira (Foto: Beto Noval/CBG)

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