Benefício para a saúde

Vinicius Gastin

Esportes

Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.

quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Caminhar cinco minutos a mais por dia pode reduzir risco de morte em até 10%

Um novo estudo publicado na revista científica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo na área da saúde, mostrou que adicionar apenas cinco minutos diários de atividade física moderada à rotina, como uma caminhada em ritmo constante, pode estar associado a uma redução significativa no risco de morte. Um simples ato, mas que pode fazer total diferença.

A análise reuniu dados de mais de 135 mil adultos, acompanhados por cerca de oito anos, em países como Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e Suécia. Ao longo desse período, os pesquisadores registraram milhares de óbitos e compararam esses desfechos com os níveis reais de atividade física e de tempo sedentário dos participantes.

Monitoramento

Diferentemente de grande parte dos estudos anteriores, a pesquisa não se baseou apenas em questionários. Todos os participantes usaram acelerômetros, dispositivos que registram movimento minuto a minuto, semelhantes aos presentes em relógios inteligentes. Esses aparelhos permitiram medir com precisão quanto tempo cada pessoa passava sentada, em atividades leves ou em exercícios de intensidade moderada a vigorosa.

Com os dados, os pesquisadores analisaram o impacto de pequenos aumentos na atividade física a partir do nível que cada pessoa já realizava, em vez de comparar apenas quem atinge ou não as recomendações oficiais de exercício. Na prática, os cientistas estimaram o que aconteceria se adultos comuns passassem a se mover cinco ou dez minutos a mais por dia, ou se reduzissem o tempo sentado em 30 ou 60 minutos diários.

A partir dessas simulações, foram usados modelos estatísticos para calcular quantas mortes poderiam ser evitadas se essas mudanças simples fossem adotadas por diferentes grupos da população. Esse tipo de análise é comum em saúde pública e serve para estimar impactos coletivos, sem pressupor que todas as pessoas consigam seguir metas ideais de exercício.

Os resultados indicam que, entre adultos que já realizavam cerca de 17 minutos diários de atividade moderada, acrescentar mais cinco minutos por dia esteve associado a uma redução estimada de 10% no risco de morte por todas as causas. Já entre os menos ativos - que faziam, em média, apenas dois minutos diários desse tipo de atividade - o mesmo acréscimo esteve associado a uma redução de aproximadamente 6%. Segundo os autores, o maior impacto populacional ocorre justamente nesse grupo.

Isso acontece porque o risco de morte cai de forma mais acentuada nos níveis mais baixos de atividade física. Em outras palavras, os maiores ganhos aparecem quando pessoas muito sedentárias passam a se mover um pouco mais, enquanto os benefícios tendem a se estabilizar em níveis mais altos de exercício.

Evitando o sedentarismo

O estudo também avaliou o impacto da redução do tempo sedentário. Entre adultos que passam cerca de dez horas por dia sentados, diminuir esse tempo em 30 minutos diários esteve associado a uma redução estimada de 7% no risco de morte. Entre os mais sedentários —com média de 12 horas sentados por dia — a redução foi menor, mas ainda relevante, em torno de 3%.

Foto da galeria
Caminhada, além de grande aliada para a saúde e bem estar, pode reduzir riscos de morte (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.

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