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Desenvolvendo autocrítica e autocompaixão

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
Erros, acertos, melhoria, crescimento, mudança, permanência.
Quando pensamos em autocrítica, a primeira coisa que nos vem à mente é o fato negativo, como se estivéssemos nos criticando e não valorizando nada daquilo que somos ou realizamos.
Muito diferente da auto depreciação, que é a visão extremamente negativa de nós mesmos, nos desmotiva e causa baixa autoestima, ansiedade, insegurança e afeta a nossa saúde mental, a autocrítica faz parte do nosso autoconhecimento, alimentando o que precisamos ajustar, para seguir de forma mais alinhada com aquilo que nos propomos e acreditamos.
Uma autocrítica equilibrada, nos ajuda a analisar e reconhecer o que erramos e acertamos, além de desenvolver a nossa percepção dentro daquilo que conseguimos alcançar, realizar com destreza e melhorar. Fortalece o nosso autoconhecimento, dia após dia, de forma saudável, nos alimentando de aprendizado e crescimento.
Passamos a entender a melhoria contínua, as responsabilidades e o acolhimento às nossas falhas. Porém, como realizar tudo isso com entendimento e um olhar compassivo?
Praticar a autocompaixão nos faz navegar por mares calmos, despertando bondade, acolhimento e compreensão, trazendo para nós mesmos uma gentileza que muitas vezes é realizada somente com o outro e acaba ficando esquecida.
Se tratar de forma gentil e com menos julgamentos, reconhecendo que imperfeições e erros também fazem parte de quem nós somos, da nossa condição humana, é um passo importante dentro desse processo.
Melhoramos as nossas relações, passamos a nos acolher como se fôssemos um abrigo seguro e aconchegante, trazendo controle emocional, impactando positivamente na nossa autoestima e saúde, mesmo nos dias em que há tropeços e o mundo parece conspirar contra tudo e todos.
Somos feitos de carne e osso, sentimos uma avalanche de sentimentos misturados que não conseguimos separar ou até mesmo organizar. É difícil e pode parecer impossível, mas entender que um olhar tenro, um abraço apertado e carinhoso que nos damos, onde a doçura se faz presente, transforma tudo aquilo que parece não ter fim em jardins de primavera, recheados de essências que trazem conforto.
Ter essa bondade consigo mesmo trará bons resultados no seu dia a dia e uma outra perspectiva. Aproveite para criar frases gentis diárias e trazer a prática de meditação e exercícios que melhorem a respiração. Solte a culpa, descanse, canalize a sua energia e traga positividade para a sua jornada.
Até a próxima quarta!
Contato:
Site: www.camillafiorito.com.br
Instagram: @camilla.fioritoeduc

Camilla Fiorito
Conversas de Dentro
Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.
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