Amizade intergeracional

Camilla Fiorito

Conversas de Dentro

Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.

quarta-feira, 04 de março de 2026
por Camilla Fiorito

Convivência, troca de experiências e saberes, encontros inusitados. Tudo isso chega dentro de uma junção de mundos, onde várias pessoas convivem dia após dia, com suas histórias, bagagens de vida, leituras de mundo.

“Ah, essa geração! Na minha época…”.

Uma fala que surge com frequência e vem carregada de tanto sentido e significado para quem transmite, mas, para quem escuta, pode chegar como um incômodo repentino.

Quem já viveu momentos distintos, acredita que a sua época era melhor que a atual. Mas, em contrapartida, há aqueles que afirmam que o melhor espaço de tempo é o aqui e agora. O hoje com todas as letras e o “Ih, não sabe de nada! Já passou o tempo…”, despertam também o desconforto em tantos outros.

A junção das vivências, o respeito mútuo, a conexão, a empatia, a disponibilidade para perceber e escutar quem é tão diferente, mas que também pode ser muito parecido, afloram conexões que não eram esperadas ou pensadas.

Tenho grandes amigas que possuem mais de 20 anos de diferença para a minha idade. Um número que não me assusta, mas que, por vezes, causa espanto, pois, geralmente, tem pouca probabilidade de acontecer.

Lembro quando comecei a conhecer uma amiga muito querida por mim. O ano era 2013. Um espaço de duas décadas separava a nossa geração. Um mero detalhe dentro de infinitas particularidades que nos conectava cada vez mais. Não havia como parar o percurso natural de tamanha afinidade.

Nascemos no mesmo mês, possuímos gostos muito parecidos e até os nossos maridos possuem o mesmo nome. Os preconceitos etários não se faziam e não se fazem presentes em nenhum dos lados.

Estar aberto a quebrar essas barreiras, que parecem muros inquebráveis, é dar lugar a uma troca de experiência que pode ser incrível para ambos os lados. Enriquece o desenvolvimento pessoal, social e emocional, trazendo inúmeras cores novas para a nossa vida.

E você, Já pensou em furar a bolha geracional? Há inúmeras pessoas no mundo que possuem mais do que você possa imaginar.

Até a próxima quarta!

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Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Camilla é friburguense e psicopedagoga. Adora escrever e trabalhar com desenvolvimento socioemocional. Nesta coluna, escreve sobre os encontros entre o social e o emocional - espaços onde a vida, por vezes, nos pede pausa, coragem e escuta.

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