Ricardo Lengruber Lobosco

Educação e atualidades

Ricardo Lengruber é professor. Doutorado pela PUC/Rio, atua nas áreas de História, Filosofia, Teologia, Educação e Direito. É membro da Academia Friburguense de Letras e foi Secretário Municipal de Educação

Está claro que a questão da Educação pública nos municípios é a falta de recursos suficientes para a devida valorização dos profissionais. Qualidade em Educação passa, obrigatoriamente, por salários melhores.

Em Nova Friburgo, por exemplo, mais de setenta por cento do orçamento é destinado a folha de pagamento. Apesar desse número, há uma carência imensa de pessoal (o que faria essa proporção ser ainda mais dramática) e, pior, num cenário onde os salários são muito aquém do digno.

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A infância e a adolescência são etapas muito importantes no processo de formação das pessoas. O que se vive nesse período terá papel decisivo na personalidade dos indivíduos. Não que se concorde que sejamos, quando adultos, o resultado automático do que vivenciamos na infância; isso porque a vida é processo muito complexo de reelaboração constante das experiências. Mas, mesmo assim, não se pode deixar de aceitar que a vida vivida na infância empresta um significado todo especial à personalidade amadurecida pelo tempo.

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Embora a legislação mais recente trate a primeira etapa educacional como Educação Infantil, a terminologia usual Jardim de Infância me faz pensar muito sobre esse importante estágio na educação de nossas crianças.

Jardim de infância foi um termo criado pelo educador alemão Friedrich Froebel (1782-1852), um dos primeiros a se preocupar com a educação de crianças. Na tentativa de criar um espaço singular para que um tipo especial de educação fosse realizado, denominou-o Kindergarten.

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Viver é uma sucessão de escolhas. Diferente dos animais, que têm suas vidas definidas pelos instintos e pela natureza, seres humanos estão condenados à liberdade.

Trata-se do componente basilar da ética; daquilo que fundamenta a forma de viver e conviver; do conjunto de opções que tomamos com vistas à busca de felicidade e realização, bem como de convivência e respeito pelo outro.

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Ricardo Lengruber

No dia 16 de maio de 1818, D. João VI assinou um documento para a vinda de famílias provenientes da Suíça rumo ao Brasil. Chegaram por aqui somente em 1819. E, como cidade mesmo, Nova Friburgo só foi emancipada mais tarde, já na República, em 1891.

O dia 16 de maio, portanto, é muito mais simbólico que histórico. Mas é uma data cuja memória pode potencializar muita coisa interessante para essa Nova Friburgo de quase dois séculos depois.

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Nada há de mais complexo do que o processo de formação da personalidade. Há muita coisa envolvida, desde questões individuais e de natureza familiar, até interferências sociais e culturais.

Uma pessoa é muito mais do que o conjunto de suas características individuais. Uma pessoa é o reflexo de tudo que sobre ela repousa, bem como a maneira como reage ao que se coloca diante e dentro de si.

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Não há dúvidas que nossos dias estão mergulhados no caos. Política, economia, relações, ideologias estão efervescendo. Há muito ódio, inclusive. É o que se pode chamar, efetivamente, de crise.

Pergunto ao leitor se já pensou sobre a palavra “crise”? E sobre “oportunidade”? Pois é, vale a reflexão.

Aprendi que crise é o que se vive quando um tempo se esgotou e um novo tempo ainda não começou. Crise é aquele momento sem referências claras. É quando “o que se sabia” não dá conta mais e um “novo saber” ainda não está pronto. Crise é o tempo da confusão.

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Não é de hoje que, no dia-a-dia das escolas, ocorram experiências de violências em seus muitos recortes e matizes. Mas está na ordem do dia da grande mídia o assunto “bullying”.

Bullying é uma expressão em língua inglesa (originada de bully, valentão) que expressa a regularidade de ações violentas, verbal ou fisicamente, de um ou mais indivíduos contra alguém mais fraco ou, por alguma razão, em condições de fragilidade.

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Opinião é uma exigência da atualidade. Saber a respeito do mundo e saber se colocar diante da realidade.

A tarefa, todavia, é árdua; afinal, há muita informação e muitos meios de comunicação. Há informação em tempo real sobre tudo. Isso é bom (já que nos dá mais condições de decidir e escolher), mas é também arriscado (porque, com tanta informação à disposição, como saber o que é e o que não é “verdade”? O que é notícia e o que é pura e simples fantasia?).

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Para os ancestrais dos primeiros israelitas, era passagem do inverno para a primavera, quando a exuberância da natureza assegurava o sustento dos rebanhos e das plantações. Tratava-se de um gesto de respeito supremo pela natureza e sua dinâmica.

Para os hebreus, era a passagem da escravidão para a liberdade. Memória da libertação experimentada; celebração da ação libertadora empreendida por Javé em face da opressão com que os egípcios escravizavam o povo de Israel. Era a fé consciente de seu engajamento histórico; uma bem equilibrada mescla de política e espiritualidade.

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