Ricardo Lengruber Lobosco

Educação e atualidades

Ricardo Lengruber é professor. Doutorado pela PUC/Rio, atua nas áreas de História, Filosofia, Teologia, Educação e Direito. É membro da Academia Friburguense de Letras e foi Secretário Municipal de Educação

Há palavras que dizem muito e explicam pouco. Servem para muitos fins e, na discussão mais detida sobre o tema, fica muito “não dito”. É o que ocorre com o termo “ideologia”.

Na história da filosofia, houve visões valorativas sobre o conceito. E, portanto, mais ou menos otimistas ou pessimistas sobre a questão.

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Em 1958, Michael Young, no livro “Rise of the Meritocracy”, utilizou, pela primeira vez, o termo “meritocracia”. O conceito tinha um sentido pejorativo: estava relacionado com a ideia de uma sociedade segregada tendo como base dois aspectos: a inteligência e uma grande dose de esforço. De lá para cá, o termo só ganhou força. E virou uma “ideia” fixa; dessas que parecem “naturalmente” certas, desde sempre.

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Competência, segundo a Psicologia, é a capacidade para realizar. É fazer com que algo que não exista venha à tona e se torne real. Competência é a arte de fazer nascer coisas novas.

Por outro lado, nos termos do Direito e da Administração, competência é a delimitação do poder dado a alguém ou a uma instituição.

Num caso, competência é o que expande a mente e cria universos novos e cheios de possibilidades. Noutro, é aquilo que determina os limites de ação e responsabilidade.

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Muito se tem dito nos últimos tempos sobre a necessidade de habilidades técnicas na administração pública. E isso, sempre, em detrimento das características puramente políticas. Como se o técnico devesse se sobrepujar ao político. Ou como se o político, por si só, fosse menor e, até, ruim.

Na verdade, o problema está na compreensão que temos sobre técnica, por um lado, e política, por outro.

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Em 2016, tivemos uma página delicada na luta pela democracia e por uma gestão efetivamente participativa. A câmara dos vereadores aprovou emenda que modifica a lei 3.989/11 e garantiu aos diretores de unidades escolares mandatos de dois anos com direito a reeleição (indefinidamente).

Foi um retrocesso.

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Porque há tanta gente capaz de defender a questão?

É claro que os índices de violência e a experiência da impunidade promovem esse tipo de sentimento. É quase como um grito coletivo por justiça, ou por vingança. Explica-se. Não sei se justifica.

Os números acenam para uma realidade complicada no Brasil. Nos últimos de anos, houve um aumento expressivo no quantitativo de encarcerados. E um incremento ainda maior nas estatísticas da violência.

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As últimas décadas testemunharam mudanças na forma de fazer educação. Primeiro, porque há cada vez mais discussão sobre o papel e a autoridade do professor. Segundo, porque cada vez há mais profissionais de áreas afins interagindo nos processos educacionais.

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Se ensinares, ensina ao mesmo tempo a duvidar daquilo que estás a ensinar. (José Ortega y Gasset)

A sociedade contemporânea, por sua imensa diversidade, tem imposto a sensação de que a capacidade das pessoas tem se potencializado. Isso tem seu lado de verdade, se pensado sob o ponto de vista do acesso à informação. Por outro lado, os fatos têm revelado o quão frágeis têm se mostrado nossas conquistas e como há efeitos colaterais nocivos em muito do que pensamos ser avanço e evolução.

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Está claro que a questão da Educação pública nos municípios é a falta de recursos suficientes para a devida valorização dos profissionais. Qualidade em Educação passa, obrigatoriamente, por salários melhores.

Em Nova Friburgo, por exemplo, mais de setenta por cento do orçamento é destinado a folha de pagamento. Apesar desse número, há uma carência imensa de pessoal (o que faria essa proporção ser ainda mais dramática) e, pior, num cenário onde os salários são muito aquém do digno.

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A infância e a adolescência são etapas muito importantes no processo de formação das pessoas. O que se vive nesse período terá papel decisivo na personalidade dos indivíduos. Não que se concorde que sejamos, quando adultos, o resultado automático do que vivenciamos na infância; isso porque a vida é processo muito complexo de reelaboração constante das experiências. Mas, mesmo assim, não se pode deixar de aceitar que a vida vivida na infância empresta um significado todo especial à personalidade amadurecida pelo tempo.

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