Salinas foi uma das 12 localidades mais frias do país no último domingo

Segunda quinzena de junho promete outra onda de ar polar tão congelante quanto a de maio
segunda-feira, 06 de junho de 2022
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
Massa de ar polar chegando (Arquivo/ Henrique Pinheiro)
Massa de ar polar chegando (Arquivo/ Henrique Pinheiro)

Faltando ainda duas semanas para o início oficial do inverno, a região de Salinas, tradicionalmente uma das mais frias  de Nova Friburgo, registrou neste domingo, 5, uma das 12 temperaturas mínimas mais baixas do Brasil:  6,7 graus, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Estado do Rio, Salinas só perdeu para estações em maiores altitudes como Itatiaia (4,3 negativos) e o Pico do Couto (4,8 graus). Salinas perdeu também para a paulista Campos do Jordão, que marcou 51,1 graus, além de outras cidades mineiras e gaúchas. E empatou, quem diria, com  São Joaquim, na serra catarinense, onde não é raro nevar no inverno.

Para os próximos dias, no entanto, a tendência é que as temperaturas aumentem. Mas não está descartada uma nova onda de frio antes do inverno 2022, que começa oficialmente às 6h14 do próximo dia 21.

A primeira onda de frio intenso do ano, na segunda quinzena de maio, teve grande abrangência no país, atingindo regiões normalmente quentes. Depois do frio deste início de semana,  a massa de ar polar que está no radar dos meteorologistas é a que deve chegar na segunda quinzena de junho. 

Previsão para o inverno

Para os analistas do Climatempo, o inverno 2022 será frio, com massas de ar polar frequentes, mas nem todas tão abrangentes quanto a da segunda quinzena de maio. Ou seja, o frio intenso não será constante. Até o fim de julho, é possível que o Brasil experimente novamente uma onda de frio parecida com a que gelou o país no início da segunda quinzena de maio (abaixo).

Segundo o Climatempo, o inverno 2022 só terá duas ou três massas polares efetivamente gélidas:  uma na segunda quinzena de junho e outra em julho. Uma terceira, um pouco menos forte, é esperada para agosto.

Embora o fenômeno La Niña  venha  perdendo força, algumas áreas do Oceano Pacífico continuam frias. Historicamente, vários anos muito frios coincidiram com a presença do La Niña.  Apenas seu antagônico, o El Niño (aquecimento do Pacífico), é capaz de bloquear massas de ar frio. 

Relembre a friaca de maio

Como A VOZ DA SERRA noticiou em meados de maio, por um grau Celsius Nova Friburgo perdeu para a vizinha Teresópolis o posto de cidade mais fria entre as três principais da Região Serrana, na madrugada da quinta-feira 19. A mínima oficial registrada em Friburgo foi de 5 graus, contra 4 graus em Teresópolis e 7 em Petrópolis.

A sensação térmica, no entanto, fez o frio sentido na pele ser bem mais cortante. Termômetros de rua, como o do Paissandu, registraram apenas 1 grau (acima). Em localidades como Campo do Coelho e Stucky, moradores que acordaram cedo precisaram remover gelo do teto e do capô dos carros. Várias cidades bateram recorde de frio neste ano.

A primeira onda de frio em pleno outono mudou os hábitos dos friburguenses e já acendeu o alerta de preocupação com aqueles que mais sofrem nesta época do ano:  a população em situação de rua. A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos, Trabalho e Políticas Públicas Públicas para a Juventude iniciou uma força-tarefa, reabrindo  um abrigo em Mury e distribuindo sopão. Na primeira noite, foram acolhidas 12 das 15 pessoas abordadas na rua.

Grupos de voluntários, ligados a igrejas ou por iniciativa própria, também já começaram a se mobilizar, ou intensificaram a mobilização, para arrecadar e distribuir agasalhos, cobertores, água, kit de higiene e alimentos para os mais necessitados. 

 

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TAGS: Clima