Raul Sertã terá nova subestação de energia por quase R$ 900 mil

Prefeitura diz que instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias da unidade "já atingiram a vida útil" e precisam ser modernizadas
quarta-feira, 02 de setembro de 2020
por Fernando Moreira ([email protected])
A subestação atual (Foto: Henrique Pinheiro)
A subestação atual (Foto: Henrique Pinheiro)

Segundo publicação no Diário Oficial eletrônico do município – e também em A VOZ DA SERRA –, a Prefeitura de Nova Friburgo homologou a licitação e autorizou a despesa de R$ 891.989,54, para realização de obras de construção e padronização da subestação de energia elétrica do Hospital Municipal Raul Sertã. A empresa Eletrind Eletricidade Industrial será a responsável pela intervenção, que deverá ser concluída até 180 dias após o início dos trabalhos.

O assunto já havia sido tema de reportagem em A VOZ DA SERRA há dois meses, quando foi publicado o aviso de tomada de preços no Diário Oficial eletrônico do município. A estimativa inicial de preço era R$ 1.292.736,71, portanto, o Executivo Municipal irá agora economizar R$ 400.747,17 para promover a melhoria no centenário hospital.

De acordo com o termo de referência que consta no Portal da Transparência, estudos preliminares realizados pela concessionária Energisa entre novembro e dezembro de 2018 e em fevereiro de 2019 condenaram a subestação de energia do Hospital Municipal Raul Sertã: “identificaram o desbalanceamento entre as fases A, B e C, e a necessidade de aumento da potência dos transformadores, frente ao aumento da demanda decorrente das obras realizadas na lavanderia, leitos, Central de Tratamento de Urgência (CTU), trauma e ampliação do 2º e 3º pavimentos. Deve-se mencionar que as estruturas civis e as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias do Hospital Municipal Raul Sertã já atingiram a vida útil de projeto devendo portanto ser objeto de intervenções de forma a modernizar todo o conjunto de construções existentes”.

Para que serve a subestação

As subestações formam um sistema de proteção, controle, transmissão e distribuição de energia de alta potência da fonte geradora até a unidade consumidora. Além disso, podem transformar e armazenar a tensão gerada, fazendo o papel de pontos de entrega para atender às demandas. Além das grandes subestações fixas, existe a possibilidade de instalar essas unidades em outros espaços públicos ou privados. Por regularem a distribuição de energia, são, em geral, utilizadas em obras importantes e de grande porte, como indústrias, universidades, locais de eventos e até na manutenção de energia elétrica da concessionária local, evitando prejuízos. Em hospitais, por exemplo, uma subestação pode salvar vidas.

Os problemas elétricos

Tendo completado recentemente 100 anos de funcionamento, o Hospital Municipal Raul Sertã carece de diversas melhorias em sua estrutura física, entre elas a substituição e modernização de toda a sua rede elétrica, considerada antiga e obsoleta, causadora de diversos problemas na unidade hospitalar, o que representa um risco à servidores, pacientes e acompanhantes, conforme atesta o próprio termo de referência das obras de construção e padronização da subestação de energia elétrica da unidade hospitalar.

Conforme noticiado por A VOZ DA SERRA em 19 de agosto do ano passado, na ocasião, um apagão causado por um curto-circuito deixou cerca de 80% do Hospital Municipal Raul Sertã sem luz por mais de 12 horas. O problema teria ocorrido por volta das 4h da madrugada e só foi resolvido às 17h. TVs, chuveiros e centenas de lâmpadas teriam sido queimados por conta dos picos de energia elétrica.

Os setores mais afetados pelo apagão foram lavanderia, farmácia e o laboratório da unidade. Somente o centro cirúrgico, CTU e o Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) não foram afetados pela queda de energia. À época, segundo apurado por A VOZ DA SERRA, o Raul Sertã possuía gerador de energia, no entanto, o equipamento só é acionado caso haja algum problema no abastecimento de energia elétrica, o que não foi o caso, já que dessa vez a pane foi na rede interna da unidade.

Na ocasião, por meio de nota, a Prefeitura de Nova Friburgo reconheceu o problema e esclareceu que “o apagão foi provocado por um curto na rede embutida da unidade, que é antiga”. Ainda segundo o Governo Municipal, a estimativa é de que 80% da unidade tenham sido atingidos pelo apagão.

 

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