Policiais militares femininas ganham destaque em data comemorativa no Estado do Rio

A ocasião marca o reconhecimento da importância e da trajetória dessas mulheres
terça-feira, 17 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Divulgação
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Neste 17 de março é celebrado o Dia da Policial Militar Feminina, data que integra o calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro desde 2017, por meio da lei 7.745. A ocasião marca o reconhecimento da importância e da trajetória das mulheres dentro da Polícia Militar, reforçando conquistas históricas e os desafios ainda presentes na corporação.

Os primeiros passos na corporação

A presença feminina na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) começou a se consolidar na década de 1980. Em 1982, a primeira turma formada exclusivamente por mulheres ingressou como soldados no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CEFAP), reunindo 150 alunas.

No ano seguinte, em 1983, mais um avanço significativo ocorreu com a entrada de 14 cadetes na então Escola de Formação de Oficiais, hoje conhecida como Academia de Polícia Militar Dom João VI. Essas pioneiras se tornaram, posteriormente, as primeiras oficiais da corporação no estado.

Criação e mudanças na Polícia Feminina

Antes mesmo da formação dessas turmas, em 11 de novembro de 1981, foi criada por lei a primeira Companhia de Polícia Feminina. Inicialmente, a atuação das policiais era voltada principalmente ao policiamento de trânsito e ao atendimento de mulheres, crianças e adolescentes.

Com o passar dos anos, a estrutura passou por transformações. Em 1988, a companhia tornou-se independente, mas acabou sendo extinta em 1991. A partir disso, as policiais foram redistribuídas por diferentes unidades da corporação, incluindo setores operacionais como o Batalhão de Choque e o Regimento de Cavalaria, ampliando significativamente suas áreas de atuação.

Igualdade de direitos na carreira

Um dos marcos mais importantes na trajetória das mulheres na PMERJ ocorreu em 1993, com a promulgação da Lei 2.108. A legislação unificou os quadros de oficiais masculinos e femininos, garantindo igualdade nas promoções e possibilitando às mulheres alcançar o posto mais alto da carreira: o de coronel.

Essa mudança representou um avanço significativo na busca por equidade dentro da instituição, abrindo caminhos para o crescimento profissional das policiais militares.

Presença crescente. Nova Friburgo é um exemplo

A presença feminina nas forças de segurança reflete um movimento mais amplo de ocupação de espaços historicamente dominados por homens, seja na política, no setor empresarial ou nas instituições públicas. No Brasil, o ingresso de mulheres na Polícia Militar teve início há pouco mais de cinco décadas, no Estado de São Paulo. Atualmente, o 11ºBPM, em Nova Friburgo, tem uma mulher no comando: a coronel Daniele Farias. 

Apesar dos avanços, especialistas apontam que a ascensão feminina na corporação ainda é resultado de uma luta constante contra preconceitos e desigualdades. A criação de uma data comemorativa específica reforça a importância de reconhecer essas profissionais e valorizar sua contribuição para a segurança pública.

Reconhecimento e valorização

O Dia da Policial Militar Feminina surge, portanto, como um símbolo de reconhecimento às mulheres que atuam na linha de frente da segurança, muitas vezes enfrentando não apenas os desafios da profissão, mas também barreiras sociais e culturais.

Mais do que celebrar conquistas, a data também convida à reflexão sobre a necessidade de avanços na promoção da igualdade de gênero dentro das instituições, garantindo que cada vez mais mulheres possam ocupar todos os espaços, inclusive os de comando, na Polícia Militar.

 

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