Geração de empregos: Nova Friburgo fechou agosto na contramão do painel nacional

Enquanto o país teve saldo positivo, município registrou mais demissões do que contratações no período
quarta-feira, 01 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

O Brasil fechou o mês de agosto com saldo positivo de 147.358 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na última segunda-feira, 29 de setembro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O órgão informou ainda que o resultado nacional do oitavo mês do ano decorreu de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período.

O número, embora positivo, representa uma queda de 38% em comparação a agosto de 2024, quando foram criados cerca de 239 mil postos de trabalho no país. Trata-se do pior desempenho para o mês desde 2020, início da nova metodologia do Caged.

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 81 mil postos criados nacionalmente, seguido por comércio (32,6 mil), indústria (19 mil) e construção (17 mil). A agropecuária foi o único segmento a registrar saldo negativo, com 2,6 mil vagas a menos.

Nova Friburgo, no entanto, fechou agosto na contramão dos dados nacionais. Foram contabilizados pelas empresas friburguenses um total de 2.413 desligamentos frente a 2.306 admissões, ou seja um saldo negativo de 107 postos de trabalho. Apesar da retração, o acumulado de 2025 segue positivo. De janeiro a agosto, Nova Friburgo contabiliza a criação de 508 empregos com carteira assinada. O desempenho reflete um ano de oscilações, em que meses de crescimento foram intercalados com quedas. Em janeiro, por exemplo, houve perda de 64 vagas no município, seguida de recuperação em fevereiro, com 407 postos criados.

Março e abril mantiveram o ritmo de expansão, com saldos de 112 e 422 vagas, respectivamente. Já maio e julho apresentaram retrações, de 161 e 127 vagas, enquanto junho mostrou leve alta, com 48 contratações a mais que demissões.

Em agosto, entre os setores avaliados pelo Novo Caged, a construção civil se destacou positivamente em Nova Friburgo, com a abertura de 106 postos de trabalho. O comércio também encerrou o mês em alta, com 27 novas vagas. Já a agropecuária registrou saldo de cinco contratações. A indústria, por sua vez, teve leve queda de um posto formal, enquanto o setor de serviços puxou o resultado negativo ao encerrar 244 empregos. A análise por gênero mostra que a retração atingiu mais as mulheres: foram 97 postos perdidos, contra dez entre os homens. 

Cenário nacional 

Ainda de acordo com o Novo Caged, o saldo de empregos formais em agosto no Brasil superou o registrado em julho, que ficou em 134.251. Apesar do resultado, a criação de empregos voltou a cair em razão da alta de juros e da desaceleração da economia na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 239.069 postos de trabalho. 

Quatro dos cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo. O setor de serviços fechou o mês com 81.002 novos empregos; comércio com 32.612; a indústria, 19.098 e a construção Civil ficou com 17.328. A agropecuária registrou saldo negativo de 2.665 vagas.

Em agosto foi registrado saldo positivo em 25 dos 27 estados brasileiros. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 45.450 novas vagas preenchidas; Rio de Janeiro, com 16.128 e Pernambuco, com 12.692.

Proporcionalmente, o destaque ficou para o Estado da Paraíba que cresceu 1,61%, o Rio Grande do Norte, com 0,98% e Pernambuco, com crescimento de 0,82%. Dos total de postos gerados no mês, 75,1% foram considerados típicos e 24,9% não típicos, com destaque para trabalhadores com jornada de até 30 horas por semana (40.544, principalmente na área de educação) e aprendizes (20.252).

Nos últimos 12 meses (de julho de 2024 a agosto de 2025), o saldo positivo é de 1.438.243 novas vagas formais no Brasil. O resultado é menor do que o registrado no período de junho de 2024 a julho de 2025, quando a geração de empregos fechou com 1.804.122 postos de trabalho.

Média salarial 

O salário médio real de admissão em agosto de 2025 atingiu R$ 2.295,01, apresentando alta de R$ 12,70 (+0,56%) em relação a julho, quando estava em R$ 2.282,31. Do total de vagas no Brasil, 75,1% foram classificadas como empregos típicos, contratos formais tradicionais, e 24,9% como não típicos, em modalidades alternativas de vínculo. Embora o resultado de agosto represente desaceleração em relação ao ano passado, o acumulado de 2025 segue robusto: foram abertas 1,5 milhão de vagas formais até agora.

(Com informações do Novo Caged, Extra online e Agência Brasil)

 

LEIA MAIS

Dados nacionais referentes a trabalho e rendimentos foram divulgados nesta semana pelo IBGE

Mas, no acumulado de 2022, a cidade abriu mais 769 postos de trabalho, diz Caged

Constatação é de pesquisa da Fecomércio. Índice se aproxima do patamar registrado em junho

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 81 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: Emprego | Caged