A expansão — hoje cautelosa — das hamburguerias no Brasil

Do Bob´s às hamburguerias ditas artesanais e vegetarianas
sábado, 29 de maio de 2021
por Jornal A Voz da Serra
(Fotos: Pexels)
(Fotos: Pexels)

Quando o Burger King anunciou, em 2019, o lançamento do seu primeiro sanduíche com hambúrguer vegetal — com sabor, cor, aroma e textura de carne, mas feito à base de vegetais, filas de consumidores ávidos por experimentar a novidade se formaram. Desde então, nos últimos anos, nunca os brasileiros comeram tanto esta iguaria. 

Segundo um levantamento realizado pela consultoria do Instituto Gastronomia, de lá para cá, houve uma alta de inacreditáveis 575% deste nicho alimentício – considerando a última década.

Se acompanharmos o mercado de hamburguerias no Brasil, podemos separá-lo em três grandes fases distintas: a introdução do hambúrguer nos costumes do brasileiro deve-se ao jogador de tênis americano-brasileiro Robert Falkenburg, campeão do torneio de Wimbledon (Londres) em 1948 e 1949, que abriu, em 1952, na cidade do Rio, a primeira lanchonete em estilo americano da cidade: o Bob’s. 

Junto com o hambúrguer, a lanchonete também foi responsável pela introdução na cidade de duas outras típicas iguarias da culinária dos Estados Unidos, o milk shake e o sundae. A partir daí, em todas as grandes cidades brasileiras, proliferam regionalmente as hamburguerias no estilo americano, servindo os x-burguers e x-saladas com fritas e milk shake. Muitas delas ainda sobrevivem e fazem sucesso até hoje.

A partir de 1979, o mercado começa a receber as primeiras marcas estrangeiras. O McDonald´s foi a primeira e podemos dizer que ela modificou profundamente a maneira como se vende o hambúrguer no Brasil. Desde a localização dos pontos comerciais, dos formatos de lojas, das precificações, do atendimento, ao processo de preparo, treinamento e sabores, ele provocou uma verdadeira revolução no país. 

O Burger King aportou no Brasil em 2004, mas foi apenas em 2012 que começou a crescer para valer. Hoje, ambas têm somadas 1700 lojas e uma enorme rivalidade que somada ao Bob´s norteia o mercado desde então.

Porém, foram nos últimos cinco anos (até 2019) que as lanchonetes de hambúrgueres passaram pela terceira grande mudança. Foi quando surgiu um quarto player junto com diversas outras redes de hamburguerias artesanais ou gourmets, a rede Madero/Jeronimo. 

Novo tempo, novos caminhos

Quando a OMS alertou o mundo que uma pandemia estava em curso, o segmento se viu obrigado a mudar de rumo. Mais digitais e eficientes, as empresas devem manter as mudanças pelos próximos anos. A Arcos Dorados, franqueadora dos restaurantes McDonald's, na América Latina, por exemplo, simplificou sua estrutura de custos, investiu em negócios digitais e vem adotando uma expansão física mais prudente em 2021. 

Em paralelo, um nicho de hamburguerias ditas artesanais vem conseguindo manter seu crescimento. O segredo delas é simples: bacon, maionese, ovo frito, batatas fritas, e um ou dois hambúrgueres com carnes e ingredientes nobres, com muito milk shake para acompanhar. 

Esta tem sido a fórmula de algumas redes como a Bullguer, Burger Joint, Cabana, Zacks, Mr. Hoppy, Vinil, Black Beef e diversas outras nas cidades brasileiras. Em comum, todas oferecem ambientes mais descolados e com muita personalidade, combinações de sabores diferenciados, alguns com ingredientes sofisiticados, servidos com cervejas artesanais e até vinho. 

Diante de tantas opções, é difícil para os brasileiros não caírem na tentação dos fast foods e dos seus hambúrgueres deliciosos.

 

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