Evitar quedas deve ser um hábito para os idosos

Na semana em que se celebrou o Dia Mundial de Prevenção, Into divulga aumento de 50% no número de atendimentos
sexta-feira, 26 de junho de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Magnific
Foto: Magnific

O número de pacientes transferidos para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) após quedas, geralmente dentro de casa ou nas ruas, aumentou quase 50% de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. As 258 pessoas recebidas nesses cinco meses representam mais da metade dos pacientes de trauma transferidos para a unidade.

O número mostra que cair é um dos acidentes que mais causam lesões ortopédicas, principalmente entre os idosos. O alerta ocorreu nesta semana quando se celebrou, na última  quarta-feira, 24, o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, data criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e incluída no calendário do Ministério da Saúde, justamente para chamar atenção da população para evitar esse tipo de acidente.

Como o Into é um hospital federal que atende apenas pacientes de maior complexidade, todos esses casos demandavam, pelo menos, avaliação especializada para verificar a necessidade de cirurgia. A maioria, de fato, precisou de operação.

O envelhecimento da população é o fator central para entender esse aumento, de acordo com o chefe do Centro de Trauma do Into, Tito Rocha. Mais de 70% dos pacientes tinham 60 anos ou mais. "A falta do equilíbrio, a diminuição da força, a perda da acuidade visual, tudo isso vem com a idade. Nos últimos 20 anos, observamos um aumento fantástico da longevidade. Quando aumenta o número de pessoas idosas, aumenta também o número de problemas relacionados à idade", destaca Tito. 

Acidentes mais comuns 

Outro dado dos atendimentos do Into comprova o impacto do envelhecimento: a maioria dos pacientes caiu de própria altura, ou seja, por algum desequilíbrio durante a rotina. Mas mesmo acidentes simples podem ter consequências drásticas, especialmente para os idosos. 

"O jovem, quando cai de própria altura, geralmente sacode a poeira e dá a volta por cima. O idoso não. Ele não consegue nem se levantar e normalmente faz uma fratura que precisa de algum tratamento cirúrgico ou que ele fique acamado", acrescenta Rocha.

Apesar de necessárias, essas intervenções também trazem riscos: "O idoso internado pode acabar tendo uma pneumonia, uma infecção urinária. A mortalidade associada a uma fratura em idosos é muito grande nos primeiros 30 dias, e em até um ano depois da queda fica em torno de 20% a 30%", completa Tito. (Agência Brasil)

 

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