Em três meses, mortes por Covid caíram mais de 80% em Nova Friburgo

Do início de abril ao início de julho, número de óbitos semanais decorrentes da doença baixou de 32 para 6
sexta-feira, 09 de julho de 2021
por Adriana Oliveira ([email protected])
O gráfico dos últimos três meses (Divulgação PMNF)
O gráfico dos últimos três meses (Divulgação PMNF)

Apesar da demora para acelerar a imunização contra a Covid-19, Nova Friburgo vem registrando, nos últimos três meses, queda constante no número semanal de mortes decorrentes da doença. Segundo levantamento divulgado pela Prefeitura de Nova Friburgo nesta sexta-feira, 9, enquanto na segunda semana de abril (do dia 12 ao 18) foram registradas 32 mortes por coronavírus no município, a primeira semana de julho (de 28 de junho a 4 de julho)  registrou apenas seis óbitos - uma redução de mais de 80%. E a segunda semana de julho, ou seja, exatos três meses depois, do dia 5 ao 11, registrou somente três óbitos até a última quarta-feira, 7.

Segundo a Subsecretaria Municipal de Comunicação Social (Secom), da prefeitura, em  12 de abril Nova Friburgo somava 404 mortes por Covid-19. Na última quarta-feira, 7, o total de óbitos chegava a 690, portanto, 286 óbitos no período. Um número ainda bastante elevado, apesar da queda acentuada. 

Enquanto em abril os números de mortes e novos casos da doença seguiam em uma escala crescente, após a explosão registrada a partir de 24 de março, a partir da segunda semana de maio os números começaram a cair, passando de 18 óbitos naquela semana (10 a 16 de junho) para apenas seis no período entre 28 de junho e 4 de junho. Ou seja, a média semanal de mortes despencou de quase três por dia para menos de uma. 

Isso não significa, no entanto, que a pandemia tenha acabado e que devem ser deixadas de lado as medidas de segurança, como lavagem frequente das mãos com água e sabão e álcool em gel, uso de máscaras e distanciamento social.

O número de mortes, semana a semana

  • 12/4 a 18/4 – 32 óbitos

  • 19/4 a 25/4 – 19 óbitos

  • 26/4 a 2/5 – 22 óbitos

  • 3/5 a 9/5 – 26 óbitos

  • 10/5 a 16/5 – 18 óbitos

  • 17/5 a 23/5 – 15 óbitos

  • 24/5 a 30/5 – 14 óbitos

  • 31/5 a 6/6 – 11 óbitos

  • 7/6 a 13/6 – 13 óbitos

  • 14/6 a 20/6 – 10 óbitos

  • 21/6 a 27/6 – 10 óbitos

  • 28/6 a 4/7 – 6 óbitos

  • 5/7 a 11/7 – 3 óbitos até última quarta-feira

Atraso, desculpas e mudança

O plano de imunização contra a Covid-19 em Nova Friburgo começou em 21 de janeiro deste ano, pelos profissionais de saúde e idosos internados em abrigos.  Somente em 15 de fevereiro começaram a ser vacinados idosos em geral, acima de 90 anos. No início de março chegou a vez dos acima de 85. Essa fila andou devagar: no início de abril ainda estava na faixa dos 62 anos, parando pouco depois para atender às pessoas com comorbidades, num processo que deixou o município bastante atrasado em relação a outros municípios.

Dados da Confederação Nacional de Municípios colocavam Friburgo, em junho, entre os 16% mais atrasados na imunização contra a Covid-19, por faixa etária. O município só começou a imunizar pessoas de 55 e 56 anos no fim de junho, quando a capital do estado já vacinava o público de 43 a 47 e seguia imprimindo velocidade crescente ao seu cronograma. Em maio, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, prometeu imunizar todos os cariocas acima de 18 anos até outubro.

No fim de junho, na coluna Observatório, de A VOZ DA SERRA, o jornalista  Wanderson Nogueira informou que, apesar da orientação do Ministério da Saúde para não estocar vacinas com o fim de garantir a segunda aplicação, Friburgo deixou de aplicar 30% das doses que recebeu. Das 129.902 doses recebidas pelo município, só  91.752 foram utilizadas. 

Depois da denúncia e de uma reação em cadeia nas redes sociais pedindo a agilização do processo, três dias depois, em 3 de julho,  o prefeito Johnny Maycon (Republicanos) reconheceu  o atraso, pediu “desculpas pela falha” e anunciou  a mudança de toda a equipe da coordenação de imunização da Secretaria Municipal de Saúde. Como efeito prático, esta semana a prefeitura anunciou um Dia D neste sábado, 10,  para imunizar friburguenses de 50, 51 e 52 anos e um cronograma para garantir a primeira dose para pessoas de até 44 anos ao longo da próxima semana. 

As próximas faixas etárias

O Dia D neste sábado em Friburgo será das 9h às 15h em três lugares diferentes: na Uerj (Lagoinha), no Ginásio Poliesportivo Alberto da Rosa Pinheiro, o Pastão (Conselheiro Paulino) e na quadra da Imperatriz de Olaria. 

Já na segunda-feira, 12,  friburguenses de 49 e 48 anos, sem comorbidades, poderão receber a primeira dose do imunizante. A vacinação acontece das 9h às 15h, no Ginásio poliesportivo Alberto da Rosa Pinheiro, o Pastão (Conselheiro Paulino); na Quadra da GRES Imperatriz de Olaria (Olaria); no Ginásio poliesportivo João Antunes Nogueira, Bieca (Cordoeira);  na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a Uerj (Lagoinha);  nas Estratégias de Saúde da Família de Centenário, São Lourenço, Campo do Coelho, Conquista, Nova Suíça, Amparo, Riograndina, Olaria (I,II,III), Lumiar, São Pedro da Serra, Stucky, Varginha, Mury; e na UBS/ESF São Geraldo. 

Na terça-feira, 13, será a vez da população com 47 e 46 anos. Os locais e horários de vacinação continuam os mesmos.

Na quarta-feira, 14, também em todas as UBS e nas ESFs, recebe a primeira dose quem tiver 45 anos.

Já na quinta-feira, 15, a idade contemplada é 44 anos, nos mesmos pontos de vacinação.

Segunda dose para 63 e 64 anos

Também na quarta e quinta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde realiza a imunização de segunda dose de idosos com 63 e 64 anos nas Unidades Básicas de Saúde: no Ginásio poliesportivo Alberto da Rosa Pinheiro, o Pastão (Conselheiro Paulino); na Quadra da GRES Imperatriz de Olaria (Olaria);  no Ginásio poliesportivo João Antunes Nogueira, Bieca (Cordoeira): e  na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a Uerj (Lagoinha).

Já na sexta-feira, 16, profissionais da saúde recebem a segunda dose de 9h às 15h, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a Uerj. É importante lembrar que é obrigatório a apresentação do RG, CPF, Cartão do SUS, comprovante de residência e o cartão de vacinação para quem já recebeu a primeira dose.

 

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