Em cinco anos, número de mulheres na indústria cresceu 70% no estado

Constatação é de levantamento da Firjan
terça-feira, 10 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Paula Johas
Foto: Paula Johas

O número de mulheres na indústria fluminense cresceu 70% desde 2020, um avanço superior ao observado entre os homens (+34%). Apesar de ter atingido seu maior nível histórico, a participação feminina ainda é menor comparada com outros setores econômicos. Em 2025, o percentual de mulheres industriárias no Estado do Rio de Janeiro, segundo a Federação das Indústrias (Firjan) é de 22,3%.

Mesmo com o crescimento na participação feminina entre 2020 e 2025, em dez anos a força de trabalho das mulheres na indústria representou um aumento de 3,3%. Em 2024, a participação feminina total é de 21,6%, patamar semelhante ao de 2018. A indústria do Estado do Rio continua sendo um espaço majoritariamente masculino. 

Revelado pela Firjan, o diagnóstico é fruto da “Pesquisa Firjan de Diversidade, Equidade e Inclusão na Indústria Fluminense”. Os dados foram coletados em levantamento com 130 empresas fluminenses e com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“As mulheres na indústria têm apenas 22,3% da força de trabalho do Rio de Janeiro, enquanto os homens correspondem a 77,7% da ocupação. É o segundo setor com maior desigualdade de gênero no estado. O estudo busca identificar desigualdades persistentes, reconhecer avanços já alcançados e apontar oportunidades de aprimoramento, contribuindo para o desenvolvimento de políticas de diversidade, equidade e inclusão e para a construção de uma indústria mais competitiva, inovadora e representativa em todo o estado”, afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. “A produção e a análise de dados consistentes sobre diversidade, equidade e inclusão (DEI) são fundamentais para orientar o avanço necessário”, complementa. 

Ainda de acordo com o levantamento, as mulheres representam a maioria em apenas dois dos 33 segmentos da indústria fluminense: os segmentos vestuário e acessórios (66,9%) e artefatos de couro, artigos de viagem e calçados (58,8%) são os únicos em que as mulheres representam a maioria da força de trabalho.

 

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