Neste domingo, 17, a Pastoral da Aids da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Vigília pelos mortos de Aids em 18 regionais da CNBB, além de iniciativas realizadas nas dioceses de todo o Brasil. Em Nova Friburgo, a memória desses pacientes que perderam a vida devido a complicações pela doença, será lembrada em uma missa, às 10h na Catedral São João Batista.
A Vigília pelos mortos de Aids é um movimento internacional, criado em maio de 1983, em Nova York, nos EUA, por mães, familiares e amigos de pessoas que morreram em decorrência da aids. Desde então, a vigília tornou-se um gesto mundial de memória, solidariedade e compromisso com a vida.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, de 1980 até setembro de 2025, o Brasil registrou 1.165.533 casos de aids e 402.300 óbitos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 40 milhões de pessoas morreram em decorrência da aids no mundo desde o início da epidemia. Em 2024, foram notificados 36.955 novos casos da doença no país.
Apesar da redução da mortalidade e dos avanços no tratamento, a epidemia segue exigindo vigilância, prevenção e cuidado permanente. Em 2026, a campanha traz o tema “Da dor à esperança: vidas que nos chamam ao cuidado”, convidando a sociedade a transformar o sofrimento em solidariedade e compromisso com a dignidade humana.
A vigília de 2026 pretende conclamar toda a comunidade cristã e a sociedade para o compromisso com a superação do estigma e do preconceito. Ao longo das últimas décadas, importantes avanços científicos e terapêuticos mudaram a história da epidemia do HIV. Hoje, com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, pessoas vivendo com HIV podem ter qualidade de vida, projetar o futuro, constituir família e realizar seus sonhos.
Entretanto, o estigma e o preconceito ainda permanecem entre as maiores formas de violência enfrentadas pelas pessoas que vivem e convivem com o HIV. Muitas continuam sofrendo discriminação nos espaços sociais, familiares, religiosos e de trabalho.

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