O aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), nas últimas semanas, em diversas regiões do país acendeu um alerta entre autoridades de saúde. De acordo com a nova edição do boletim InfoGripe, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados brasileiros vem apresentando tendência de crescimento da doença.
O levantamento mostra que praticamente todas as unidades da federação registram aumento no número de casos no período analisado, com exceção de Tocantins. Entre os fatores que explicam essa alta estão principalmente as infecções causadas por rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A.
Entre os estados onde a influenza A tem contribuído para o aumento das internações está o Rio de Janeiro. Embora o crescimento ainda esteja em monitoramento, especialistas alertam para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção, principalmente entre crianças e idosos, considerados grupos mais vulneráveis.
Rinovírus lidera o ranking
Dados do boletim indicam que o rinovírus lidera os casos positivos de SRAG, representando cerca de 40,8% das ocorrências, principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Em seguida aparecem a influenza A (20,8%), a Covid-19 (15,8%) e o vírus sincicial respiratório (13,5%). No total, somente em 2026 já foram notificados 16.882 casos de SRAG no país, sendo que 6.064 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.
Prevenção
A vacinação continua sendo a principal forma de evitar casos graves e mortes provocadas por esses vírus. A imunização contra a influenza é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte das estratégias para reduzir complicações respiratórias.
Outra medida importante é a vacinação contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, que ajuda a proteger os recém-nascidos contra o vírus nos primeiros meses de vida.
Diante do aumento de casos, especialistas recomendam alguns cuidados simples para reduzir o risco de transmissão:
·Vacinação em dia;
·Uso de máscara em locais fechados ou com grande aglomeração;
·Higienizar as mãos com frequência;
·Evitar contato próximo com pessoas gripadas;
·Permanecer em isolamento ao apresentar sintomas respiratórios.
Caso não seja possível ficar em casa durante o período de sintomas, a orientação é utilizar máscara de boa qualidade ao sair e evitar contato com pessoas mais vulneráveis.
Tratamento
O tratamento da SRAG varia de acordo com a gravidade do caso. Em quadros leves, o acompanhamento pode incluir repouso, hidratação e medicamentos para aliviar sintomas, sempre com orientação médica. Já nas situações mais graves, pode ser necessária internação hospitalar e suporte respiratório, principalmente em pacientes com dificuldades para respirar.
Com o avanço da circulação de vírus respiratórios no país, profissionais de saúde reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir complicações. (Com informações da Fiocruz)

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