Câmara aprova projeto de lei que tira R$ 1,4 bilhão do MEC

PL altera orçamento da Educação para destinar recursos ao setor de obras
sábado, 07 de novembro de 2020
por Jornal A Voz da Serra
Câmara aprova projeto de lei que tira R$ 1,4 bilhão do MEC
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 4, em sessão do Congresso Nacional, o projeto de lei que retira R$ 1,4 bilhão do Ministério da Educação, do orçamento de 2020. A proposta, que envolve o remanejamento de recursos de oito ministérios, libera um crédito de R$ 6,1 bilhões para investimentos em infraestrutura e saúde.

Após acordo, Davi Alcolumbre diz que governo se comprometeu a repor valor para a Educação
Com resistência e voto contrário da oposição, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse ter recebido a garantia do governo de que haveria a reposição do montante à Educação. A proposta ainda precisa ser aprovada por senadores, para valer.

O relator da medida, senador Marcelo Castro (MDB-PI), disse que o projeto é importante para que obras tocadas pelo Ministério da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional não sejam paralisadas. "Esse PLN (projeto) tem uma importância muito grande porque tem um valor expressivo, de pouco mais de R$ 6 bilhões. O grosso dos recursos estão destinados à Saúde, Infraestrurura e Desenvolvimento Regional. Foi um processo estudado e cuidadoso. Tem a finalidade de não deixar obras importantes, estruturantes, (paralisadas)", disse Castro, acrescentando que a possível paralisação de obras iria gerar "grandes danos à administração pública". 

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), então, pediu o cumprimento do acordo para que o Ministério da Educação não seja desfalcado. Ele também criticou a forma de alocação de recursos. "Não tem a especificação das obras do Ministério do Desenvolvimento, é genérico. E pior ainda: retira R$ 1,4 bilhão dos recursos da Educação, de institutos federais e de universidades. Nós fizemos um acordo com o senhor (presidente Davi Alcolumbre) e o líder do governo de que esses recursos vão voltar (ao Ministério da Educação) daqui a 15 dias . Mas o senhores precisam cumprir a palavra", discursou Zarattini.

Além da Educação, o projeto também destina recursos ao setor agropecuário e até à produção de combustível nuclear. Caso não seja cumprido o acordo, a educação básica será a área mais afetada, com perda superior a R$ 1 bilhão.

O apoio ao desenvolvimento do setor perderia R$ 707 milhões; a produção, a aquisição e a distribuição de livros e materiais didáticos e pedagógicos, R$ 298 milhões. A educação profissional e tecnológica também perderia mais de R$ 200 milhões. Outras perdas da educação incluem cortes nos orçamentos de universidades e institutos federais.

Durante a tramitação, o projeto recebeu 214 emendas de parlamentares. O relator, entretanto, rejeitou todas as tentativas de se modificar o texto.

(Fonte: Agência Câmara de Notícias)

 

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