Brasileiros ficaram mais de dez horas sem energia em 2024

Duração das interrupções no fornecimento foi menor que no ano anterior
quinta-feira, 03 de abril de 2025
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Freepik)
(Foto: Freepik)

Segundo dados divulgados, nesta semana, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores ficaram, em média, dez horas e 14 minutos sem energia elétrica em 2024. Apesar do alto índice relacionado aos apagões pelo país, a duração média de interrupção no fornecimento está dentro do limite considerado aceitável pela Aneel, de pouco mais de 11 horas sem luz por consumidor. O desabastecimento médio de 2024 ficou abaixo se comparado ao ano anterior, quando foi de dez horas e 29 minutos de interrupção.

Ainda de acordo com a agência, a frequência das interrupções também caiu na comparação com 2023. Naquele ano, foram, em média, mais de cinco interrupções por unidade consumidora no Brasil. Em 2024 o índice médio caiu para 4,89, uma melhora de 5%. O volume considerado normal pela Aneel é de 7,66.

“O avanço observado nos últimos anos é resultado de diversas ações da Aneel, tais como as novas regras de qualidade do fornecimento nos contratos de concessão das distribuidoras, as compensações financeiras aos consumidores, os incentivos na tarifa por meio do componente de qualidade, a adoção de planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam desempenho insuficiente, as fiscalizações da Aneel e a definição de limites de interrupção decrescentes para as concessionárias”, argumentou a agência em nota.

Ranking

A Aneel divulgou também um ranking do tempo de duração e episódios em que os consumidores ficaram sem o fornecimento do serviço. A Enel, que ganhou projeção em 2024 pelos longos apagões em São Paulo, ocupa a 21ª posição da lista. O ranking é liderado pela CPFL Santa Cruz.

A Aneel, por fim, também divulgou um balanço das compensações pagas aos consumidores pelas ocorrências. Ao todo, foram R$ 1,12 bilhão desembolsados pelas companhias para compensar falhas na distribuição acima do limite aceitável. O valor era de R$ 1,08 bilhão em 2023. O volume de compensações subiu drasticamente, de R$ 22,3 milhões para 27,3 milhões.

“O valor de compensações pagas aos consumidores aumentou no ano passado, fruto do trabalho de regulação da Aneel que aperfeiçoou as regras de compensação para direcionar maiores valores para os consumidores com piores níveis de continuidade”, explicou a agência no comunicado. (Fonte: Aneel

 

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