A amizade que virou música

A Banda K7 transforma quase duas décadas de companheirismo em uma trajetória marcada pelo forró, pela simplicidade e pelo compromisso de levar alegria aos palcos de Nova Friburgo
sexta-feira, 03 de julho de 2026
por Marcelo Gonzales
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

A Banda K7 transforma quase duas décadas de companheirismo em uma trajetória marcada pelo forró, pela simplicidade e pelo compromisso de levar alegria aos palcos de Nova Friburgo e da região.

Algumas histórias começam em grandes palcos. Outras nascem de maneira quase despretensiosa, entre amigos. A da Banda K7 pertence a esse segundo grupo. Em 2008, diante da falta de recursos para contratar uma atração para a festa da Comunidade Sagrada Família, no bairro Varginha, sete amigos decidiram reunir seus instrumentos e assumir a responsabilidade pela música do evento. O que seria uma solução para uma única festa acabou dando início a uma trajetória que atravessa quase duas décadas.

O nome também nasceu de forma espontânea. Além de serem sete integrantes, todos viajavam em um Ford Ka para cumprir os primeiros compromissos. A brincadeira acabou se transformando na identidade definitiva da banda.

Ao longo dos anos, a formação passou por mudanças naturais, mas a essência permaneceu a mesma. Atualmente, a Banda K7 é formada por Adriano Thurler, voz e violão; Luís Fernando, o Gango, na zabumba; Vitinho, no baixo; Saulo, na guitarra e nos arranjos que reproduzem o som da sanfona; e Gabriel Thurler, no triângulo e na percussão, representando uma nova geração.

Mais do que um grupo musical, a K7 tornou-se uma família. Os ensaios acontecem na casa de Adriano Thurler e ganharam um ingrediente especial com a acolhida de Priscila, que transforma cada encontro em uma verdadeira reunião entre amigos.

Essa amizade também aparece nas histórias de cada integrante. Adriano celebra a oportunidade de dividir o palco com o filho Gabriel. Gango resume a essência da banda na união e no amor pelo forró. Vitinho destaca o compromisso e o respeito entre os músicos como base da longevidade do grupo. Já Saulo chama a atenção pela habilidade de reproduzir, com a guitarra, o som característico da sanfona, surpreendendo o público.

Mesmo aqueles que seguiram outros caminhos continuam fazendo parte dessa história. Daniel e Marcelo Foly, o Marcelinho, lembram a Banda K7 como uma família construída ao longo dos anos, onde as amizades permanecem muito além dos palcos.

Entre apresentações, viagens e histórias de estrada, a Banda K7 consolidou seu nome em Nova Friburgo, conquistou espaço em cidades da região e chegou também à capital fluminense, sem abrir mão da simplicidade que marcou sua origem.

Talvez esse seja o maior segredo da banda. Mais do que buscar reconhecimento, ela escolheu preservar aquilo que lhe deu origem: a amizade.

Por isso, fica um convite aos leitores do Caderno Z. Conheçam a Banda K7, acompanhem sua trajetória e permitam-se viver uma de suas apresentações. Prestigiar artistas da nossa região é também fortalecer a cultura local e reconhecer o trabalho de quem transforma encontros entre amigos em memórias que atravessam gerações.

 
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