Alerj aprova projeto que cria multa para punir assédio contra mulheres

Proposta ainda garante cobrança em dobro se prática criminosa ocorrer nos transportes coletivos, táxis ou em carros de aplicativos
quinta-feira, 26 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Freepik
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O Governo do Estado do Rio de Janeiro poderá ser autorizado a instituir multa administrativa para casos de assédio moral registrados no Estado do Rio de Janeiro. A previsão é do projeto de lei 1.829/23, de autoria do deputado estadual Claudio Caiado (PSD), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, na sessão da última terça-feira, 24. O texto seguiu para sanção ou veto do governador em exercício, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, que tem prazo de até 15 dias úteis para se manifestar sobre a medida. 

O projeto aprovado altera a lei 8.359/19, que já penaliza casos de assédio sexual no estado, e passa a incluir também o assédio moral. A prática é considerada todo comportamento indesejado, de natureza verbal, não verbal ou física, praticado por meios de comunicação ou outras formas, com o objetivo de constranger mulheres, afetar sua dignidade ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador.

O valor da penalidade poderá chegar até dez mil Ufir, cerca de R$ 49 mil. O novo texto também prevê aplicação em dobro da multa nos casos de assédios praticados em transportes coletivos, táxis e em carros de aplicativos.

Para o autor da proposta, o assédio sexual e moral no transporte coletivo não passa despercebido pelo Poder Público, especialmente no Rio de Janeiro. “As situações de superlotação acabam favorecendo as práticas de assédio, o que não impede que essa triste realidade também ocorra em veículos particulares, como os que prestam serviço de táxi ou transporte por aplicativo. Por isso, é necessário que o Governo do Estado crie instrumentos alternativos para punir quem discrimina ou assedia mulheres no sistema de transporte”, explicou o deputado estadual Cláudio Caiado.

 

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