Quase R$ 6 bilhões ainda estão esquecidos nos bancos

Saiba quem tem direito e como fazer o resgate
terça-feira, 21 de julho de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Magnific
Foto: Magnific

Milhões de brasileiros ainda podem ter valores a receber de bancos e administradoras de consórcios sem saber. Dados atualizados do Banco Central mostram que cerca de 24 milhões de pessoas físicas e empresas ainda não resgataram aproximadamente R$ 6 bilhões disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR).

Desde a criação da plataforma, em 2022, mais de R$ 15 bilhões já foram devolvidos aos seus proprietários. Ainda assim, uma parcela significativa dos recursos permanece esquecida em contas bancárias encerradas, tarifas cobradas indevidamente, consórcios finalizados e outros serviços financeiros.

Maioria tem até R$ 10 para receber

Do montante ainda disponível, mais de R$ 4 bilhões pertencem a pessoas físicas e quase R$ 2 bilhões a empresas. A maior parte dos beneficiários, cerca de 70%, tem direito a valores de até R$ 10. Apesar disso, há casos de quantias mais expressivas: mais de 700 mil pessoas possuem acima de R$ 1 mil para resgatar. Mesmo valores pequenos podem fazer diferença, principalmente porque o processo de consulta é gratuito e pode ser realizado em poucos minutos.

Consulta é rápida e gratuita

Para verificar se há dinheiro disponível, basta acessar a plataforma oficial do Sistema de Valores a Receber, do Banco Central, no endereço eletrônico (www.bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber). No caso das pessoas físicas, é necessário informar o CPF e a data de nascimento. Já as empresas devem utilizar o CNPJ e a data de abertura.

Caso existam recursos disponíveis, o sistema informa a instituição financeira responsável pelo valor e orienta como solicitar a devolução, que geralmente é feita por meio de uma chave Pix cadastrada pelo beneficiário.

De onde vem o dinheiro esquecido?

Os valores disponíveis podem ter diferentes origens. Entre as situações mais comuns estão:

·Saldo remanescente em contas-correntes ou poupanças encerradas;

·Tarifas bancárias cobradas indevidamente;

·Recursos de consórcios encerrados;

·Parcelas ou créditos não resgatados;

·Outras pendências financeiras identificadas pelas instituições.

Muitas pessoas deixam de receber esses recursos por desconhecerem sua existência ou por terem encerrado contas há muitos anos.

Atenção aos golpes

O aumento das consultas também despertou a ação de criminosos, que utilizam mensagens falsas para tentar aplicar golpes. O Banco Central reforça que a consulta e o resgate são totalmente gratuitos e que nenhum banco ou órgão oficial solicita pagamento de taxas, senhas ou dados bancários por telefone, e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens.

Para solicitar a devolução pelo sistema, o cidadão deve possuir uma conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro. A recomendação é utilizar apenas os canais oficiais e desconfiar de qualquer mensagem prometendo liberar valores mediante pagamento antecipado ou fornecimento de informações pessoais.

Vale a pena conferir

Mesmo que a maioria dos valores seja de pequena quantia, milhões de brasileiros ainda têm recursos disponíveis sem saber. Como a consulta leva apenas alguns minutos e não tem custo, a recomendação é verificar a existência de valores em nome próprio ou da empresa e, caso haja saldo disponível, solicitar o resgate diretamente pelo sistema oficial do Banco Central.

 
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